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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
IARA, A OSTRA DE LUZ
GUARDO NA MEMÓRIA, UMA TÃO BELA HISTÓRIA, QUE EU JÁ OUVI CONTAR.
DO TEMPO EM QUE O SOL MORAVA, DENTRO DA OSTRA IARA, LÁ NO FUNDO DO MAR.
IARA, UMA OSTRA IMPONENTE, ESTAVA SEMPRE CONTENTE, LÁ NO FUNDO DO MAR.
POIS DENTRO DELA MORAVA, A LUZ QUE ILUMINAVA, TODO AQUELE LUGAR.
BEM CEDINHO, A OSTRA SE ABRIA, PORQUE ELA JÁ SABIA, ERA ORA DE ILUMINAR.
DE TARDINHA ENTÃO SE FECHAVA, E A LUZ SE APAGAVA, PARA A NOITE ENTÃO CHEGAR.
O MAR SE ORGULHAVA, PORQUE O SOL ALI MORAVA, E TODOS VIVIAM BEM.
O CÉU SÓ TINHA ESTRELAS, NÃO TINHA TANTA BELEZA, QUE SÓ O MAR É QUE TEM.
CONTAM QUE TAMBÉM HAVIA, UMA CERTA ENGUIA, QUE MORAVA POR LÁ.
NÃO SATISFEITA, DE VER ESTA LUZ PERFEITA, QUE ESTAVA SEMPRE A BRILHAR.
COM INVEJA DA OSTRA, ESTA ENGUIA AINDA MOÇA, DISSE: - ESSA LUZ VOU ROUBAR.
JUNTO COM SEU NAMORADO, UM ENGUIA ATRAPALHADO, PEGAR A LUZ FOI TENTAR.
SAÍRAM AINDA CEDINHO, PLANEJARAM PELO CAMINHO, COMO O SOL IAM PEGAR.
QUANDO A OSTRA SE ABRISSE, A HORA EM QUE A LUZ SURGISSE, UM CHOQUE NELA IAM DAR.
COMO HAVIAM PLANEJADO, O PLANO FOI EXECUTADO, O CHOQUE A OSTRA SOFREU.
PARA ALEGRIA DA ENGUIA, O SOL QUE NA OSTRA VIVIA, DELA SE DESPRENDEU.
A ENGUIA E SEU NAMORADO, PEGANDO O SOL ROUBADO, FUGIRAM RÁPIDO DALI.
SEM A LUZ QUE ILUMINAVA, NINGUÉM VIA MAIS NADA, SÓ ESCURIDÃO HAVIA ALI.
OS PEIXES LÁ DO FUNDÃO, CHAMARAM O TUBARÃO, PARA IR O SOL SALVAR.
O TUBARÃO CHAMOU O GOLFINHO, A ARRAIA E O CAVALO MARINHO, ATÉ A BALEIA VEIO AJUDAR.
PARTIRAM ENTÃO À PROCURA, NAQUELAS ÁGUAS ESCURAS, DA ENGUIA E O NAMORADO.
VIRAM OS DOIS FUGINDO, LÁ LONGE JÁ ESTAVAM INDO, COM O SOL NO SACO AMARRADO.
A ENGUIA E O NAMORADO, FICARAM DESESPERADOS, E SUBIRAM À SUPERFÍCIE.
DEIXARAM O SACO ABRIR, O SOL COMEÇOU A SAIR, E ILUMINOU A PLANÍCIE.
A ENGUIA E O NAMORADO, E OS PEIXES DESESPERADOS, NÃO SABIAM O QUE FAZER.
O SOL SUBIU LENTAMENTE, ASSIM DEFINITIVAMENTE, NÃO PODERIA MAIS DESCER.
PARA TRISTEZA DO MAR, O SOL NO CÉU FOI MORAR, DEIXOU A OSTRA VAZIA.
E IARA COMEÇOU A CHORAR, SEM A SUA LUZ A BRILHAR, SUA CASA NÃO MAIS ABRIA.
CONTAM POR ESSE MAR, ISTO QUE VOU TE CONTAR, QUE É A PURA VERDADE.
QUE A ENGUIA DE TRISTEZA, FOI MORAR NAS PROFUNDEZAS, POR CAUSA DE SUA MALDADE.
CONTAM TAMBÉM POR AQUI, EU SEI PORQUE JÁ OUVI, QUE A OSTRA ESTA FECHADA.
DIZ QUE SÓ VAI ABRIR, QUANDO O SOL VOLTAR AQUI, E NELA FAZER MORADA.
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Postado em: Anchorage, Alaska, USA / Local:
William Penn Hwy, New Florence, PA 15944, USA
sábado, 12 de junho de 2010
CAINDO DO PENHASCO

Estava em uma mata, onde havia várias pessoas. Havia dois cabos de aço, que saiam de onde a gente estava e ia pela mata adentro. Cada um seguindo uma direção diferente. Um cabo era azul e o outro vermelho. Eu e mais algumas pessoas, seguramos no cabo azul, enquanto as outras o fizeram no cabo vermelho. Ao segurarmos nestes cabos, saímos em disparada pela mata adentro. A gente não conseguia soltar as mãos do mesmo. A gente estava sendo puxados e muito rápidos. Nas plantas baixas e pequenos arbustos, a gente passava por cima com ele batendo na gente, nos braços e às vezes até no rosto. Os cabos contornavam as árvores grandes, mas a gente não batia nelas. Isto foi por um longo trecho, até que nós, que estávamos com o cabo azul, paramos no alto de um penhasco. Do outro lado deste penhasco, vimos às pessoas que estavam com o cabo vermelho. Na beira deste penhasco, olhei La para baixo e vi um rio passando lá no fundo do mesmo. As paredes deste penhasco era toda de pedra. Ficamos nós olhando de um lado e as outras pessoas olhando do outro. Quando de repente, um vento forte e muito rápido, empurrou todos nós para dentro deste penhasco. Quando estava caindo e muito rapidamente, começamos a gritar. Caindo e olhando para cima, fui vendo a beira de o penhasco ficar cada vez mais distante. Caia e nunca chegava ao fundo do penhasco, onde estaria o rio. Nisto não vi mais ninguém que estava comigo. Como nunca chegava ao fundo do penhasco, imaginei que não estava caindo e sim, voando. Então virei o corpo, ficando de frente e sai plainando, olhando toda aquela planície do alto.
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