OS MELHORES LUGARES PARA AS GRANDES AVENTURAS : homem alto
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domingo, 13 de junho de 2010

A RUA VIRTUAL


Era noite. Eu descia a Avenida Antonio Olimpio de Morais, em direção ao bairro Esplanada, onde estaria minha casa. Vi apenas duas pessoas indo na mesma direção que eu. Eu sabia que era perigoso, à noite, na travessia da linha do trem, que separa o bairro do dentro. Mas lembrei quem sempre ao passar por ali, havia alguém passando também. O que dava mais segurança. E acreditava que estaria alguém passando naquele momento também. Carregava uma pasta, porque vinha de um curso que estava fazendo. Quando cheguei à Rua Pernambuco, lembrei que eu tinha que ir à Avenida Antonio Olimpio de Morais, que ficava na Rua Rio Grande do Sul. Então virei na Rua Pernambuco, subindo em direção onde eu queria ir. Estava do lado direito da rua, quando vi um pouco a frente, um homem que deveria ter mais de dois metros de altura. Sabia que aquele homem era um morador de rua, que sempre abordava a gente, pedindo dinheiro, ou algo para comer. Estava passando muitos carros na rua. Assim que vi aquele homem, atravessei para o outro lado, passando por entre os carros, que tiveram que frear para não me atropelar. Mas o tal homem, me vendo, atravessou também. Chegando do outro lado, e vendo que ele me seguia, voltei para o lado direito da rua novamente. Ele foi voltando também. Nisto, do meio da rua, voltei novamente para o outro lado. Ainda assim, ele me seguiu e me abordou pedindo dinheiro. Disse a ele que não tinha. Ele me pediu comida. Disse a ele que não tinha nada. Ele então parou e ficou falando sobre o meu futuro. Eu não entendi direito, mas ele falou algo sobre mulher e filhos. Fui indo até chegar à Rua Rio Grande do Sul, aonde virei à direita. Logo que verei, havia um pequeno beco em forma de “U”. Entrei neste beco, o qual me retornava de volta a rua. Só que passando por este beco em forma de “U”, a gente saia na Avenida Antonio Olimpio de Morais, virtual. Era uma rua estreita, toda iluminada e cheia de gente, com todas as lojas abertas. Entrei numa destas lojas e alguém que estava atrás de um balcão, foi logo me dizendo que havia muitas pessoas me procurando. Então uma mulher que estava com ele, disse que era algo sobre o recebimento de um processo judicial. Disse a eles, que iria deixar meu telefone, porque quando alguém me procurasse, era para dar o numero do meu telefone, porque eles deveriam preencher um documento, para depois receber o dinheiro. Nisto fui tirando umas filhas de dentro de minha pasta, procurando o tal documento para mostrar para aquele atende. Nisto a tal mulher, pegou uma das folhas, pensando ser o tal documento e começou a preenchê-lo. Decidi não dizer nada, sobre não ser aquele documento. Até que ela veio me entregando à folha preenchida, perguntando se estava faltando algum dado. Li o nome dela, endereço e vi que faltava o CPF. Pedi a ela que colocasse e depois que ela preencheu, guardei em minha pasta. Fui até o tal homem e passei o numero do meu telefone, para que pudesse pedir a quem me procurasse ligar para mim. Passe o numero real de meu celular, que é 9......3. Sai dali, entrei novamente naquele beco em “U” e sai na Rua Rio Grande do Sul. Dali, fui indo embora para minha casa.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

ENCONTRO INEVITÁVEL

Era noite. Vinha pela Rua Goiás, e virei descendo a Avenida Antonio Olímpio de Morais, em direção ao Esplanada. Ao meu lado veio um homem e começou a falar muito, mas eu não entendia nada do que ele dizia. Quando cheguei na Rua Pernambuco, sai correndo, dei um e fui voando a uma altura de uns 2 metros do chão, até a linha da rede, que divide o Esplanada com o Centro. Quando pousei, o tal homem estava do meu lado, falando do mesmo jeito e eu sem entender nada do que dizia. Fiquei imaginando com ele teria chegando tão rápido ali. Atravessando a linha, dei um pulo para cima e fui voando para cima até uma altura de uns 50 metros, depois fui descendo e voltei praticamente no mesmo local. Continuei andando e o tal homem continuava falando. Depois que atravesse a linha, corri novamente, dei um pulo e voei mais um pouco. Quando desci o homem estava do meu lado, falando coisas que eu não entendia nada. Fiquei pensando porque aquele homem não estranhava o fato de eu voar. Imaginei que ele ficaria assustado. Mas ele não importava com isto, como se fosse normal o fato de eu poder voar. Chegando a frente da casa da minha mãe, decide entrar. Pois assim ficaria livre daquele homem. Quando entrei na sala, o tal homem estava sentado no sofá. Olhei para mim e disse: __que demora__.