OS MELHORES LUGARES PARA AS GRANDES AVENTURAS

sexta-feira, 6 de junho de 2008

CARREGANDO PANELA DE ÁGUA

Estava indo na praça de baixo do bairro Porto Velho. Eu carregava uma panela na mão esquerda e um copo com água com a mão direita. Quando esta no meio da praça, vi três homens conversando. Eu passei por trás deles. Mas teve um que me empurrou e eu quase derramei a água. Continuei andando, e este homem que me empurrou, veio atrás de mim e disse que ia me jogar no chão. Mas ele estava totalmente embriagado e não conseguia me alcançar. Um dos outros que ficaram disseram que eu ia bater a panela na cabeça dele, que era para ele ter cuidado. Eu virei à rua da casa da Dona Judit e no portão estavam o Segundinho e outro homem conversando com ele. Quando o homem embriagado me viu me aproximando do Segundinho, ele voltou. Eu cheguei e perguntei se a Rita estava lá. O Segundinho disse que sim, e que eu podia entrar. Eu fui abrindo o portão, depois desisti e pedi ao Segundinho para chamá-la para mim. Ele disse que era para eu entrar, não precisava avisar não. Mas eu não entrei.

terça-feira, 3 de junho de 2008

A ESPERA DE UM MILAGRE

Estava no meu quarto, que estava bem diferente do que é realmente. Eu fui deitando na cama, quando vi uma barata passando atrás do guarda-roupa. Eu levantei rapidamente e disse que não dormiria com uma barata no meu quarto. Eu a vi passando por entre vários mosquitos pretos que estavam pousados na parede. Só que esta barata era bem pequena, pouco maior que um mosquito comum. Eu então fui matá-la com o dedo. Mas quando meu dedo chegava perto dela, ele desviava sozinho e não acertava a tal barata. Eu fiz isto três vezes e não consegui matar o tal bicho. Ate que na quarta vez, eu exprimi ela na parede. Depois fui subindo umas escadas e cheguei num cômodo onde tinha uma mesa bem grande, com alguns pratos espalhados. Alguns com restos de comida, pois várias pessoas tinham acabado de comer carne com mandioca. Eu olhei o prato da pontinha da mesa, era o prato do meu pai. Ele tinha deixado alguns pedaços de mandioca, e o caldo já tinha engrossado. Eu então pensei que não ia aproveitar prato de ninguém, que iria pegar um prato limpo. Havia vários outros pratos com pedaços de mandioca, nenhum com carne. Eu fui onde tinham vários pratos limpos, mas não achava um prato fundo. Procurei até que encontrei um. Quando fui abrir a panela, olhei para a janela e vi vários barcos num ancoradouro. Eu via só as velas. Ouvia também vozes de mulheres cantando: “abençoa, abençoa, abençoa, abençoa” “Senhor, Senhor, Senhor”, “amém, amém, amém”. Quando elas cantavam muito rapidamente, o mar agitava muito, e quando cantava calmamente, o mar ficava calmo. A voz principal me lembrava à voz da atriz da Rede Globo, que fez a mãe do Ferraço, na novela “duas Caras”, quando ela atuou na novela “A padroeira”. Eu sabia que elas estavam esperando um milagre de Nossa Senhora, que iria acontecer a qualquer momento.