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A NOITE NA FUNDIÇÃO


Estava num local, que seria uma siderurgia ou fundição. Era noite e estava bem escuro. Eu corria por um trecho cercado de pelas e restos de fundição, que saia do pátio de onde eu estava e ia até num local alto, onde abaixo ficavam uns 5 fornos de fundição. Só que estes fornos, eram betoneiras, destas de fazer massa de concreto para pedreiro. Estava muito escuro, mas eu via os homens trabalhando nestas betoneiras, depois eles jogavam todo o ferro derretido no chão e viravam as betoneiras em cima do ferro derretido. Eu sempre ia muito rapidamente por este trecho, pois ia ali escondido do chefe, sempre ia lá correndo, eu e outros funcionários, para buscar um pedaço de chapa com a qual a gente escrevia no chão. Fui três vezes lá. Na quarta, fui mais devagar, pensando que se quisessem me mandar embora, eu não importaria. Arrumava outro emprego. Eu não iria mais fazer tudo aquilo correndo. Fui andando e sai daquele pátio e comecei a correr. Ia o mais rápido que podia, mas minhas pernas davam passos muito curtos. Havia uma grande poça d’água e fui correndo dentro dela. Comecei a ouvir o barulho de alguém correndo na poça d’água também. Só que este alguém vinha muito mais rápido que eu. Então chegando numa esquina, resolvi parar. A tal pessoa passou muito rapidamente. Fiquei pensando porque eu não conseguia correr tão rápido quanto ele.

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CORRENDO VELOZMENTE DO BICHO ESTRANHO

Estava numa estrada comprida e reta, cercada de mato em ambos os lados. Nisto veio um bicho em alta velocidade. Alguém gritou para sair da frente, porque o bicho era muito feroz. Então dei um pulo e ele passou rapidamente. Sai correndo atrás do bicho, tão rápido quanto ele ia. Depois o bicho mudou de direção, vindo correndo atrás de mim. Sai correndo velozmente, mas o bicho estava me alcançando. Então pensei que era só voar que ele não me pegaria. Dei um grande salto e sai voando. Nisto vi o bicho passando logo abaixo de mim. Via só a poeira que ele fazia. O bicho mesmo não via. Fiquei pensando que ainda bem que o tal bicho não voava, senão estaria perdido.

ZIQUINHO, O POLVINHO DIFERENTE

NO FUNDO DE UM MAR BRAVIO, NO PORÃO DE UM NAVIO, QUE NAUFRAGOU POR LÁ.
DONA POLVA ESTÁ CONTENTE, SEU MARIDO IMPACIENTE, POIS SEUS FILHOS VÃO CHEGAR.

NAQUELE MESMO DIA, DURANTE UMA CALMARIA, DE UMA TARDE DE VERÃO.
NASCERAM OS POLVINHOS, QUE CHEGARAM DE MANSINHO, PARA ORGULHO DO PAIZÃO.

NASCERAM OS POLVINHOS, QUASE TODOS IGUAISZINHOS, SE NÃO FOSSE UM DOS IRMÃOS.
ENQUANTO SETE DOS POLVINHOS ERAM TODOS IGUAISZINHOS, UM SÓ ERAM BRANCÃO.

POR SER TÃO DIFERENTE, DERAM-LHE O NOME DE GENTE, ÀQUELE POLVINHO ENGRAÇADO.
POR SER TÃO BRANQUINHO, E BASTANTE MIUDINHO, DE ZIQUINHO FOI CHAMADO.

ENQUANTO TODA TURMINHA, VINHA PELA TARDINHA, E NO NAVIO BRINCAVA.
ZIQUINHO TRISTE SENTADO, SENTINDO-SE REJEITADO, NÃO SE CONFORMAVA.

MAS O SÁBIO PROFESSOR, QUE ENTENDIA TUDO DE COR, ERA UM GRANDE TUBARÃO.
PROCUROU POR ZIQUINHO, E LHE DISSE BEM BAIXINHO, TER ENCONTRADO A SOLUÇÃO.

“ZIQUINHO VOU LHE DIZER TUDO QUE TENS A FAZER, PARA PRETINHO FICAR”
“TOME CUIDADO COM A ARRAIA, NADE ATÉ UMA PRAIA E DEIXE O SOL TE QUE…

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