EM CÂMARA LENTA






Vinha por uma rua juntamente com uma pessoa. 
Eu carregava um capo, tipo de requeijão, cheio de água. O homem que estava comigo carregava uma caixa parecida com a caixa do Orsat, usado para medir a concentração dos gases em chaminés. Vi então que o copo que eu carregava esta trincado. O tal homem colocou a caixa no chão e eu coloquei o copo em cima. Assim que fizemos isto, um homem chegou e agarrou pelo pescoço a pessoa que estava comigo dizendo que a gente tinha quebrado o copo dele. Sai correndo, mas o tal homem atirou deu três tiros em mim. Ouvindo os tiros parei e olhei para trás. Vi que as balas vinha lentamente em minha direção. Podia ver o vento que elas deslocavam, como se estivessem em câmara lenta. As balas vinham na ordem em que ele tinha atirado mas não estavam em fila indiana. 
foto - fotosdahora.com.br

Quando elas se aproximaram de mim, eu desviei delas. O tal homem então deu outros três tiros. Aconteceu a mesma coisa e eu desviei das balas também, porque vinham lentamente. Então o home deu um tiro e quando fui desviar desta bala, escorreguei e bati com a testa em uma pequena pedra que tinha no chão. A pedra fez um pequeno furo na minha testa, que começou a sangrar. Pensei ter sido atingido pela bala e achei que era o meu fim. Fechei os olhos, mas fiquei imaginando porque ainda respirava. Fiquei deitado ali, de olhos fechados, pensando porque eu estava demorando tanto para eu partir.


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