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DIA DE PAGAMENTO

Estava num lote vago, onde havia uma construção no fundo. Esta construção seria um banco. Havia várias pessoas ali e várias filas também. Entrei em uma filha e perguntei a pessoa da frente se era aquela fila, para receber o pagamento. Esta pessoa disse que sim. Todas as pessoas conversam ao mesmo tempo, parecendo reclamarem de algo. Era um falatório só. A agência bancária era apenas um local onde havia três pessoas trabalhando, cercado por uma tábua. Como estas barraquinhas de festa junina. Chegou minha vez, entreguei a pessoa do banco o meu contra cheque. Ele pegou o mesmo e bateu um carimbo, dizendo que eu deveria agora, colocar o catalisador no carro, ir para outra fila, mostrar que tinha feito isto e só depois, deveria ir ali receber meu pagamento. Havia uma fila grande para se colocar o catalisador. Comecei a questionar o atendente, dizendo que aquilo era um absurdo. Que eu não tinha carro. Ele então disse que era para eu arrumar um carro emprestado, fazer o que ele pedia e depois ir ali receber. Comecei a dizer que processaria o banco, a empresa que eu trabalhava, pois isto era totalmente irregular. Que eu seria indenizado por aquele sistema de pagamento. A pessoa foi até outra, conversou um pouco e depois veio dizendo que me pagaria. Deu-me o dinheiro. Fiquei na duvida se ali tinha os 605,00 reais que teria que receber. Fui contar o dinheiro e vi que tinham seis notas de cem reais e uma de cinco reais. Sai dali satisfeito por ter recebido meu pagamento e fui embora.

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CORRENDO VELOZMENTE DO BICHO ESTRANHO

Estava numa estrada comprida e reta, cercada de mato em ambos os lados. Nisto veio um bicho em alta velocidade. Alguém gritou para sair da frente, porque o bicho era muito feroz. Então dei um pulo e ele passou rapidamente. Sai correndo atrás do bicho, tão rápido quanto ele ia. Depois o bicho mudou de direção, vindo correndo atrás de mim. Sai correndo velozmente, mas o bicho estava me alcançando. Então pensei que era só voar que ele não me pegaria. Dei um grande salto e sai voando. Nisto vi o bicho passando logo abaixo de mim. Via só a poeira que ele fazia. O bicho mesmo não via. Fiquei pensando que ainda bem que o tal bicho não voava, senão estaria perdido.

ZIQUINHO, O POLVINHO DIFERENTE

NO FUNDO DE UM MAR BRAVIO, NO PORÃO DE UM NAVIO, QUE NAUFRAGOU POR LÁ.
DONA POLVA ESTÁ CONTENTE, SEU MARIDO IMPACIENTE, POIS SEUS FILHOS VÃO CHEGAR.

NAQUELE MESMO DIA, DURANTE UMA CALMARIA, DE UMA TARDE DE VERÃO.
NASCERAM OS POLVINHOS, QUE CHEGARAM DE MANSINHO, PARA ORGULHO DO PAIZÃO.

NASCERAM OS POLVINHOS, QUASE TODOS IGUAISZINHOS, SE NÃO FOSSE UM DOS IRMÃOS.
ENQUANTO SETE DOS POLVINHOS ERAM TODOS IGUAISZINHOS, UM SÓ ERAM BRANCÃO.

POR SER TÃO DIFERENTE, DERAM-LHE O NOME DE GENTE, ÀQUELE POLVINHO ENGRAÇADO.
POR SER TÃO BRANQUINHO, E BASTANTE MIUDINHO, DE ZIQUINHO FOI CHAMADO.

ENQUANTO TODA TURMINHA, VINHA PELA TARDINHA, E NO NAVIO BRINCAVA.
ZIQUINHO TRISTE SENTADO, SENTINDO-SE REJEITADO, NÃO SE CONFORMAVA.

MAS O SÁBIO PROFESSOR, QUE ENTENDIA TUDO DE COR, ERA UM GRANDE TUBARÃO.
PROCUROU POR ZIQUINHO, E LHE DISSE BEM BAIXINHO, TER ENCONTRADO A SOLUÇÃO.

“ZIQUINHO VOU LHE DIZER TUDO QUE TENS A FAZER, PARA PRETINHO FICAR”
“TOME CUIDADO COM A ARRAIA, NADE ATÉ UMA PRAIA E DEIXE O SOL TE QUE…

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