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A ESCADA DA PRAIA E A FLORESTA


Estava indo por uma rua, em direção ao que seria minha casa. Quando cheguei num certo local, a rua estava interditada. Então decidi ir por uma rua lateral. Só que esta rua lateral, era bem estreita, deveria ter uns dois metros de largura. Ele tinha casa de um só lado e não cruzava com outra rua do lado direito, só do esquerdo. Indo por ela, cheguei numa esquina onde havia um prédio que deveria ter uns 10 andares. Esta rua terminava ali. Para continuar, agente tinha que descer uma ribanceira que era bem íngreme. Em frente a este prédio tinha uma mulher. Quando passava por este prédio, uma moça, que deveria ter uns 15 anos, saiu lá de dentro e veio falar comigo. Era a filha desta mulher que estava em frente ao prédio. A tal moça, pediu para eu trazer minha filha até o apartamento dela ali, para as duas conversarem e serem amigas. Disse que levaria sim. e fui indo para o que seria minha casa, descendo aquela ribanceira, onde já havia um caminho por onde as pessoas descia por ali. Fiquei imaginando que se eu caísse ali, iria rolando até lá em baixo e chegaria lá todo quebrado. Mas fui até me baixo sem problemas. Quando cheguei lá em baixo, vi uma escada que levava até o tal prédio daquela moça. Mas ela era usada só pelos moradores daquele edifício, pois ela ia dali até dentro da portaria do prédio. Perto da escada, já vi aquela moça, que tinha descido pela escada e chegado lá em baixo antes de mim, que tive que descer aquela ribanceira com todas as dificuldades. Fiquei pensando por ela não me chamou para descer pela s escadas. Ela então me perguntou se era possível conter o estrago que as ondas do mar estavam fazendo ali. Pois a escada já estava sendo destruída pelas ondas, que cada vez\ mais ia destruído as margens. Olhei e vi que tinha um mar ali mesmo. As ondas estavam batendo nas escadas e já destruía a estrutura dela. Disse que era possível sim, bastava fazer um paredão de concreto para impedir que as ondas batessem na escada. Nisto chegou um homem dizendo que o mar sempre ia avançando terra adentro e que não adiantava fazer nada. Eu concordei com ele, dizendo que na cidade de Nova Viçosa, na Bahia, havia destruído tudo, inclusive as casas que tinha a beira mar. E hoje o mar tinha encoberto tudo. Contei que na praia dos pescadores lá, o rio tinha sido tomado pelo mar, mas corria assim mesmo, dentro do mar. E que as pessoas ficavam nas casas, até elas caírem, pois não queriam ir embora. Contei que quando caíram várias casas ao mesmo tempo, nós vimos uma mulher sendo levada por este rio que corria na praia, juntamente com os móveis da casa dela. Ela pedia socorro, mas não podemos fazer nada, pois já estávamos salvando as outras pessoas. Depois sai dali e fui para o que seria minha casa, que ficava ali perto. Cheguei à minha casa, ao entrar no portão, vi o que seria o meu filho, que deveria ter uns 2 anos. Peguei-o no colo, mas ele reclamou, dizendo que queria ficar no chão. Perguntei se ele preferia o chão que o colo do pai. Ele disse que preferia o chão. Coloquei-o no chão e vi o que seria minha filha. Ela deveria ter uns 10 anos. Então disse a ela que a moça do prédio, queria que ela fosse lá, para as duas serem amigas. Ela então disse que não queria ser amiga daquela moça. Deixei meus filhos ali e fui para dentro da casa. Da minha casa, eu não via o mar que existia ali. Via uma floresta. O mar só se via daquela escada de acesso ao prédio. Mesmo minha casa, ficando apenas uns 10 metros da escada.

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