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NO FUTURO, DE ENCONTRO COM O PASSADO

Estava descendo uma ladeira, que não sei onde era. Estava junto com o Fernando. Nisto passou a Nathália abraçada com um rapaz de cor negra, que deveria ter uns 13 anos. Reclamei com a Nathália, dizendo que ela tinha 19 anos e não podia namorar alguém de 13 anos. Mas ela não deu ouvidos ao que eu falava e continuo abraçada ao rapaz e fui indo na nossa frente. Estava meio escuro e havia neblina. Ela sumiu na neblina. Continuei andando com o Fernando, até que chegamos numa rua que cruzava aquela ladeira. Fui para a direita e o Fernando foi para a esquerda. Sai andando até que percebi que estava numa estrada de terra, que seguia por entre uma mata. Andando um pouco cheguei num sítio onde havia uma grande casa, com varando em toda sua volta e várias pessoas conversando e bebendo cerveja. Dentre as pessoas que estava lá, uma estava sentada na cadeira, não bebia nada e também nada dizia. Fui aproximando aos poucos daquelas pessoas, quando vi que a pessoa que estava sentada ali, era eu mesmo. Fiquei assustado e imaginando como poderia ter dois eu. Então imaginei que eu poderia ter voltado no tempo e estava encontrando comigo mesmo. E que eu estava parado, sentado naquela cadeira sem fazer nada, porque dois de mim não podiam se mexer no mesmo tempo. Eu só voltaria a me mexer, quando eu voltasse para o futuro, de onde tinha vindo.

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CORRENDO VELOZMENTE DO BICHO ESTRANHO

Estava numa estrada comprida e reta, cercada de mato em ambos os lados. Nisto veio um bicho em alta velocidade. Alguém gritou para sair da frente, porque o bicho era muito feroz. Então dei um pulo e ele passou rapidamente. Sai correndo atrás do bicho, tão rápido quanto ele ia. Depois o bicho mudou de direção, vindo correndo atrás de mim. Sai correndo velozmente, mas o bicho estava me alcançando. Então pensei que era só voar que ele não me pegaria. Dei um grande salto e sai voando. Nisto vi o bicho passando logo abaixo de mim. Via só a poeira que ele fazia. O bicho mesmo não via. Fiquei pensando que ainda bem que o tal bicho não voava, senão estaria perdido.

ZIQUINHO, O POLVINHO DIFERENTE

NO FUNDO DE UM MAR BRAVIO, NO PORÃO DE UM NAVIO, QUE NAUFRAGOU POR LÁ.
DONA POLVA ESTÁ CONTENTE, SEU MARIDO IMPACIENTE, POIS SEUS FILHOS VÃO CHEGAR.

NAQUELE MESMO DIA, DURANTE UMA CALMARIA, DE UMA TARDE DE VERÃO.
NASCERAM OS POLVINHOS, QUE CHEGARAM DE MANSINHO, PARA ORGULHO DO PAIZÃO.

NASCERAM OS POLVINHOS, QUASE TODOS IGUAISZINHOS, SE NÃO FOSSE UM DOS IRMÃOS.
ENQUANTO SETE DOS POLVINHOS ERAM TODOS IGUAISZINHOS, UM SÓ ERAM BRANCÃO.

POR SER TÃO DIFERENTE, DERAM-LHE O NOME DE GENTE, ÀQUELE POLVINHO ENGRAÇADO.
POR SER TÃO BRANQUINHO, E BASTANTE MIUDINHO, DE ZIQUINHO FOI CHAMADO.

ENQUANTO TODA TURMINHA, VINHA PELA TARDINHA, E NO NAVIO BRINCAVA.
ZIQUINHO TRISTE SENTADO, SENTINDO-SE REJEITADO, NÃO SE CONFORMAVA.

MAS O SÁBIO PROFESSOR, QUE ENTENDIA TUDO DE COR, ERA UM GRANDE TUBARÃO.
PROCUROU POR ZIQUINHO, E LHE DISSE BEM BAIXINHO, TER ENCONTRADO A SOLUÇÃO.

“ZIQUINHO VOU LHE DIZER TUDO QUE TENS A FAZER, PARA PRETINHO FICAR”
“TOME CUIDADO COM A ARRAIA, NADE ATÉ UMA PRAIA E DEIXE O SOL TE QUE…

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