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ALTA VELOCIDADE

Estava dentro de um carro, ao lado de alguém que dirigia este carro. Eu não me via, não via o carro nem a pessoa que dirigia. Via somente a rua por onde o carro passava. Como se fosse uma imagem de uma câmara de vídeo filmando o percurso que o carro fazia. A gente estava na rua do bairro esplanada, que dá acesso a pinte do centro. Nisto o carro veio vindo da direção da padaria do Milton, para a ponte do dentro. Parou em frente à Rua Mestre Rangel. Veio um carro em alta velocidade, da Rua Mestre Rangel, e virou na rua da ponte. Depois ele virou a direita, numa rua que o levava de volta a Rua Mestre Rangel. Mas aquele procedimento era proibido. Fiquei pensando que os motoristas não respeitavam nenhum sinal. Nisto o carro que eu estava, foi indo em direção a ponte, depois deu meia volta e foi em alta velocidade, em direção a padaria do Milton. A distância de onde eu estava até a padaria, é de apenas um quarteirão, e há casas dos dois lados desta rua, que é estreita. Mas quando olhei para o lado direito, não havia casas, e sim uma floresta, e logo abaixo da gente, um grande abismo. Eu não conseguia entender porque o carro corria tanto e nunca chega à praça onde ficava a padaria. Mas ele continuava aumentado à velocidade e eu torcendo para que chegasse logo e assim não corria o risco de cair no abismo. Continuava vendo somente a rua, que parecia passar numa velocidade muito alta. Via o abismo e as casas do outro lado. Enfim, o carro chegou à rua da praça, onde estava a padaria do Milton. Como eu não me via no carro, não tinha como descer. Nisto o carro voltou para o lugar de onde saímos. Isto vagarosamente. Eu via as casas dos dois lados da rua. Parou no mesmo local. Onde fiquei pensando que ia começar tudo de novo. E que aquilo não estava acontecendo, eu via apenas um filme muitas vezes.

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CORRENDO VELOZMENTE DO BICHO ESTRANHO

Estava numa estrada comprida e reta, cercada de mato em ambos os lados. Nisto veio um bicho em alta velocidade. Alguém gritou para sair da frente, porque o bicho era muito feroz. Então dei um pulo e ele passou rapidamente. Sai correndo atrás do bicho, tão rápido quanto ele ia. Depois o bicho mudou de direção, vindo correndo atrás de mim. Sai correndo velozmente, mas o bicho estava me alcançando. Então pensei que era só voar que ele não me pegaria. Dei um grande salto e sai voando. Nisto vi o bicho passando logo abaixo de mim. Via só a poeira que ele fazia. O bicho mesmo não via. Fiquei pensando que ainda bem que o tal bicho não voava, senão estaria perdido.

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ZIQUINHO, O POLVINHO DIFERENTE

NO FUNDO DE UM MAR BRAVIO, NO PORÃO DE UM NAVIO, QUE NAUFRAGOU POR LÁ.
DONA POLVA ESTÁ CONTENTE, SEU MARIDO IMPACIENTE, POIS SEUS FILHOS VÃO CHEGAR.

NAQUELE MESMO DIA, DURANTE UMA CALMARIA, DE UMA TARDE DE VERÃO.
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ENQUANTO SETE DOS POLVINHOS ERAM TODOS IGUAISZINHOS, UM SÓ ERAM BRANCÃO.

POR SER TÃO DIFERENTE, DERAM-LHE O NOME DE GENTE, ÀQUELE POLVINHO ENGRAÇADO.
POR SER TÃO BRANQUINHO, E BASTANTE MIUDINHO, DE ZIQUINHO FOI CHAMADO.

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ZIQUINHO TRISTE SENTADO, SENTINDO-SE REJEITADO, NÃO SE CONFORMAVA.

MAS O SÁBIO PROFESSOR, QUE ENTENDIA TUDO DE COR, ERA UM GRANDE TUBARÃO.
PROCUROU POR ZIQUINHO, E LHE DISSE BEM BAIXINHO, TER ENCONTRADO A SOLUÇÃO.

“ZIQUINHO VOU LHE DIZER TUDO QUE TENS A FAZER, PARA PRETINHO FICAR”
“TOME CUIDADO COM A ARRAIA, NADE ATÉ UMA PRAIA E DEIXE O SOL TE QUE…