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PROCURANDO MEU LOCAL DE TRABALHO

Estava no pátio de uma empresa. Nesta parte do pátio, parecia uma fundição. Estavam ali algumas pessoas e uma delas era meu chefe da Ecomed. Sai andando dali e fui parar numa outra parte da empresa. Onde tudo era mais limpo e parecia um pátio de escola. Havia várias pessoas andando por ali. Fiquei com sede e fui procurar um bebedouro. Via várias mulheres e homens, mas não perguntava a eles onde ficava este bebedouro. Depois de ficar andando por ali, vi o tal bebedouro. Chegando nele, tinha uma mulher bebendo água. Quando ela terminou, comecei a beber água, quando um homem parou do meu lado, esperando eu terminar para beber água também. Não gostei de ele estar ali, porque não gosto de beber água, com alguém esperando eu terminar. Então parei de beber água e fui procurar o caminho por onde eu voltaria para meu local de trabalho. Mas eu não encontrava de jeito nenhum. Andei bastante de um lado a outro, passei por várias mulheres rindo. Mas não perguntava a ninguém qual seria o caminho. Depois cheguei num corredor, onde havia duas mulheres idosas fazendo comida. Então cheguei perto delas e disse: “oi meninas”. Elas responderam “oi”. Nisto vi uma portinha de ferro, que era justamente a entrada para o local onde eu trabalhava. Ao entrar ali, encontrei com a Jaqueline e seus dois filhos. A Fernanda, que tem 13 anos atualmente, tinha ali uns 5 anos e me cumprimentou: “oi Thymonthy”. Disse “oi Nandinha”. Depois vi o Ziquinho, que atualmente tem 6 anos, mas ali ele tinha uns 13 anos. Estava da minha altura. Ele me cumprimentou pegando na minha mão. Eu assustei com ele. Tinha a metade do rosto pintada de azul. Os dentes pintados de preto, cabelo tipo panque. Pirceg na boca, na orelha, no umbigo. Usava uma camisa que era meia camisa. Olhei para a Jaqueline, mãe deles e perguntei se o Ziquinho tinha virando Roqueiro. Ela apenas riu. Então fui pegar na mão dela. Ao pegar, vi que a mão estava toda enrugada. Então eu disse que ela estava com mão de velha. Ela riu e fez sinal para eu parar de falar. Nisto vi que atrás dela tinha uma velhinha, que tinha enfiando a mão por debaixo do braço da Jaqueline, e era a mão desta mulher que eu tinha pegado. Mas continuei falando que a mão era de velha. A Jaqueline ria e dizia que eu só falava besteira e não sabia ficar de boca fechada. Então disse a Jaqueline que eu queria pegar era na mão dela e não da velha. Ela ria muito e dizia que eu era bobo demais.

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