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TENTANDO RESPIRAR DENTRO D'ÁGUA

Estava numa sala, onde havia dois homens. Um sentado a mesa e outro numa cadeira de frente a esta. Eu estava sentado do lado. Eu fazia um seguro, mas não sei de que. O homem sentado a mesa preenchia meus dados. Depois o homem que estava sentado de frente, pegou uma mini calculadora e a colocou dentro de outra maior. Esperou um pouco e disse que meu cadastro tinha dado algumas restrições. Mas disse que achava que não atrapalharia eu fazer o seguro. Nisto já me vi no meio de uma inundação, juntamente com aqueles dois homens. Um deles jogou uma bolsa preta dentro d’água, dizendo que era uma doação. A bolsa afundou. Eu disse que doações deveriam ser feitas pessoalmente, enviadas via água, podiam não chegar. A inundação em que a gente estava acontecia na rua do posto central, que ia até os ex-combatentes. Eu boiava deitado de barriga para cima, e só com o rosto fora d’água. Fazia muito esforço para respirar. A água chegava aos meus ouvidos e deixando mesmo só o nariz e olhos fora d’água. Temia que a água cobrisse meu nariz e viesse a afogar. Fazia muito esforço para chegar ao posto dos ex-combatentes, onde daria pé. Respirando com muita dificuldade.

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CORRENDO VELOZMENTE DO BICHO ESTRANHO

Estava numa estrada comprida e reta, cercada de mato em ambos os lados. Nisto veio um bicho em alta velocidade. Alguém gritou para sair da frente, porque o bicho era muito feroz. Então dei um pulo e ele passou rapidamente. Sai correndo atrás do bicho, tão rápido quanto ele ia. Depois o bicho mudou de direção, vindo correndo atrás de mim. Sai correndo velozmente, mas o bicho estava me alcançando. Então pensei que era só voar que ele não me pegaria. Dei um grande salto e sai voando. Nisto vi o bicho passando logo abaixo de mim. Via só a poeira que ele fazia. O bicho mesmo não via. Fiquei pensando que ainda bem que o tal bicho não voava, senão estaria perdido.

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ZIQUINHO, O POLVINHO DIFERENTE

NO FUNDO DE UM MAR BRAVIO, NO PORÃO DE UM NAVIO, QUE NAUFRAGOU POR LÁ.
DONA POLVA ESTÁ CONTENTE, SEU MARIDO IMPACIENTE, POIS SEUS FILHOS VÃO CHEGAR.

NAQUELE MESMO DIA, DURANTE UMA CALMARIA, DE UMA TARDE DE VERÃO.
NASCERAM OS POLVINHOS, QUE CHEGARAM DE MANSINHO, PARA ORGULHO DO PAIZÃO.

NASCERAM OS POLVINHOS, QUASE TODOS IGUAISZINHOS, SE NÃO FOSSE UM DOS IRMÃOS.
ENQUANTO SETE DOS POLVINHOS ERAM TODOS IGUAISZINHOS, UM SÓ ERAM BRANCÃO.

POR SER TÃO DIFERENTE, DERAM-LHE O NOME DE GENTE, ÀQUELE POLVINHO ENGRAÇADO.
POR SER TÃO BRANQUINHO, E BASTANTE MIUDINHO, DE ZIQUINHO FOI CHAMADO.

ENQUANTO TODA TURMINHA, VINHA PELA TARDINHA, E NO NAVIO BRINCAVA.
ZIQUINHO TRISTE SENTADO, SENTINDO-SE REJEITADO, NÃO SE CONFORMAVA.

MAS O SÁBIO PROFESSOR, QUE ENTENDIA TUDO DE COR, ERA UM GRANDE TUBARÃO.
PROCUROU POR ZIQUINHO, E LHE DISSE BEM BAIXINHO, TER ENCONTRADO A SOLUÇÃO.

“ZIQUINHO VOU LHE DIZER TUDO QUE TENS A FAZER, PARA PRETINHO FICAR”
“TOME CUIDADO COM A ARRAIA, NADE ATÉ UMA PRAIA E DEIXE O SOL TE QUE…