OS MELHORES LUGARES PARA AS GRANDES AVENTURAS : Caminhoneiros
Mostrando postagens com marcador Caminhoneiros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Caminhoneiros. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 4 de julho de 2018

GIRASSÓIS




GIRASSÓIS
Os girassóis são plantas originárias da América do Norte cultivada pelos povos indígenas para alimentação, foram domesticadas por volta do ano 1000 a.C. Francisco Pizarro encontrou diversos objetos incas e imagens moldadas em ouro que fazem referência aos girassóis como seu deus do Sol. O Girassol recebe esse nome porque sua flor acompanha a trajetória do sol, do nascente ao poente. 
O girassol é uma cultura de ampla capacidade de adaptação às diversas condições de latitude, longitude e fotoperíodo. Nos últimos anos, vem se apresentando como opção de rotação e sucessão de culturas nas regiões produtoras de grãos, principalmente após a soja na região Centro-Oeste. A maior tolerância à seca, a menor incidência de pragas e de doenças, além da ciclagem de nutrientes, principalmente potássio, são alguns dos fatores que têm possibilitado sua expansão e consolidação como cultura técnica e economicamente viável nos sistemas de produção. 
A maior tolerância do girassol à seca é, principalmente, devida ao sistema radicular profundo que explora grande volume de solo e, consequentemente, absorve maior quantidade de água e nutrientes. Entretanto, o cultivo de girassol deve ser destinado às áreas que, preferencialmente, adotem práticas de manejo melhoradoras das características físicas do solo, pois o girassol é fisicamente sensível à compactação de solo e quimicamente à acidez. 
UTILIZAÇÕES 
Dos seus frutos, popularmente chamados sementes, é extraído o óleo de girassol que é comestível. A produção mundial ultrapassa 20 milhões de toneladas anuais de grão. 
A semente também é usada na alimentação de pássaros em cativeiro além de ser uma das mais utilizadas na alimentação viva. 
A sua flor é comercializada como flor de corte. Existem dois grupos de variedades importantes: uniflor com haste única e uma flor terminal; multiflor com flores menores que com ramos desde a base que são mais utilizadas na confecção de bouquet. 
A semente do girassol tem sido utilizada no Brasil na produção de biodiesel. 
Tem sido também uma boa alternativa para alimentação de gado, em substituição a outros grãos. 
As suas folhas podem inibir o crescimento de plantas daninhas através do fenômeno alelopatia. 
IMPLANTAÇÃO DA CULTURA 
Os principais cuidados na implantação do girassol são: a utilização de sementes de materiais adaptados à região, a escolha de área sem problema de acidez e compactação, a escolha da data de semeadura, baseada no zoneamento agroclimático de cada região, a correta adubação e a operação de semeadura propriamente dita. 
Como normalmente o girassol é cultivado em áreas já agricultáveis, com soja, milho ou trigo, entre outras, os solos estão de modo geral corrigidos, portanto sem alumínio tóxico e com teores de nutrientes considerados médios ou adequados. Nesse caso, como o consumo de nutrientes pela cultura não é elevado, os gastos com adubação e consequentemente os custos de produção podem ser reduzidos, aumentando o lucro dos agricultores. 
A época de semeadura varia de acordo com a região brasileira. O girassol é uma cultura que se adapta bem ao cultivo como primeira safra no Rio Grande do Sul. Por outro lado, no Centro-Oeste, adapta-se ao cultivo em condições de safrinha. Assim, a implantação das lavouras deve ser feita nas épocas indicadas pelo zoneamento agroclimático do girassol, que define as épocas e locais de semeadura com menor risco de déficit hídrico à exploração da cultura (disponível em: www.agritempo.gov.br), bem como na experiência do agricultor em relação às particularidades de cada microrregião. 
Outro cuidado é a operação de semeadura, operação fundamental na instalação da lavoura, tendo em vista não só às características intrínsecas da semente como formato e densidade, como também profundidade e uniformidade de semeadura, o número reduzido de sementes consumidas por hectare (3 a 4 kg/ha) e os equipamentos disponíveis no mercado. A densidade de plantas deve ser de 40 mil a 45 mil plantas por hectare, o que torna a semeadura uma operação cuidadosa. Mais uma vez, ainda hoje, um dos maiores problemas do cultivo de girassol é o estabelecimento da população adequada e uniforme. 
MITOS E LENDAS
O girassol é uma flor simbólica que significa fama, sucesso, sorte e felicidade. 
Na Hungria, acredita-se que a semente do girassol cura infertilidade, e sementes colocadas na beira da janela, em uma casa onde exista uma mulher grávida, o filho será homem. 
Na Espanha, para se ter sorte são necessários onze girassóis. 
A flor pode ser considerada a planta-símbolo do Novo Milênio. 
O girassol é um símbolo da páscoa, apesar de poucas pessoas saberem. Girassol é um dos símbolos pascais menos conhecidos em algumas regiões. É, porém, muito rico em conteúdo: assim como para sobreviver a planta precisa ter sua corola voltada para o sol, do nascente ao poente, segundo os cristãos, os seres humanos devem estar voltados para o Sol-Cristo garantindo a luz e a felicidade. 
COLHEITA 
Assim como a semeadura, a colheita de girassol é uma operação delicada, em que grandes perdas podem ocorrer se pequenos detalhes na regulagem da colhedora não forem seguidos. Atualmente existem no mercado, colhedoras de girassol eficientes e com alto rendimento operacional. Outra opção é a modificação da plataforma de milho para a colheita de girassol. Apesar de menos eficiente, esta modificação, é simples e de fácil execução na própria fazenda, além do baixo custo.

terça-feira, 3 de julho de 2018

O ARROZ




O ARROZ
Grãos de vários tipo de arroz
Diversos historiadores e cientistas apontam o sudeste da Ásia como o local de origem do arroz. Na Índia, uma das regiões de maior diversidade e onde ocorrem numerosas variedades endêmicas, as províncias de Bengala e Assam, bem como na Mianmar, têm sido referidas como centros de origem dessa espécie. Bem antes de qualquer evidência histórica, o arroz foi, provavelmente, o principal alimento e a primeira planta cultivada na Ásia. As mais antigas referências ao arroz são encontradas na literatura chinesa, há cerca de 5.000 anos. Certas diferenças entre as formas de arroz cultivadas na Índia e sua classificação em grupos, de acordo com ciclo, exigência hídrica e valor nutritivo, foram mencionadas cerca de 1.000 a.C.
Arrozais em terraços das Cordilheiras das Filipinas.
Alguns autores apontam o Brasil como o primeiro país a cultivar esse cereal no continente americano. O arroz era o "milho d'água" (abati-uaupé) que os tupis, muito antes de conhecerem os portugueses, já colhiam nos alagados próximos ao litoral. Em 1587, lavouras arrozeiras já ocupavam terras na Bahia e, por volta de 1745, no Maranhão. Em 1766, a Coroa Portuguesa autorizou a instalação da primeira descascadora de arroz no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro. A prática da orizicultura no Brasil, de forma organizada e racional, aconteceu em meados do século XVIII e daquela época até a metade do século XIX, o país foi um grande exportador de arroz.
Colheita de arroz em Kurihara no Japão.
CULTIVO DO ARROZ 
O arroz existe em variedades de grãos longos, médios e curtos. Ele cresce facilmente em jardins, canteiros e vasos, contanto que haja a quantidade certa de terra, água e nutrientes. Todas as variedades prosperam em condições úmidas, especificamente em poças de água parada ou condições pantanosas. Assim que o grão se desenvolve, a água onde ele cresceu deve ser drenada, para que a safra possa ser colhida e trilhada. Após essas etapas, o arroz pode ser consumido.
Arrozal semi-maduro em Bengala Ocidental, Índia.
JAPÃO, ARTE EM PLANTAÇÃO DE ARROZ 
Todos nós ouvimos sobre as marcas em círculos (alienígenas?) nas plantações, visto na televisão, no cinema, ou talvez na vida real, mas no Japão, você pode ver a arte do arroz nos campos. Todo ano os agricultores japoneses estão plantando diferentes tipos de arroz mostrado por sua cor diferente. 
Na província de Aomori no Japão, os agricultores de Inakadate são conhecidos pelos seus trabalhos que combinam a agricultura com a arte nos seus campos de plantação de arroz. A arte no tanbo (plantação de arroz) de Inakadate em Aomori começou em 1993 em reuniões dos comitês de associações locais como ideia de revitalização da pequena cidade.. No verão cerca de 500 turistas diariamente fizeram uma turnê e aplaudiram o espetáculo realizado pelos moradores desta vila. 

Os desenhos são habilmente planejados e semeados pelos agricultores. Para a criação dos desenhos, os agricultores não usam tinta. Em vez disso, utilizam o cultivo de arroz de cores diferentes, que foram estrategicamente dispostos e semeados no campo de arroz irrigado, que delineiam os contornos utilizando o arrozeiro roxo e amarelo (Kodaimai) junto com suas folhas verdes de Tsugaru, uma variedade romana, para criar estes padrões de cor a tempo entre o plantio e a colheita em setembro. O resultado são imagens espetaculares.
CULTIVO DO ARROZ  (Por: bordadocampo.com )
O cultivo do arroz é a principal atividade agrícola desta freguesia, sendo também responsável pelas belas paisagens que se vão transformando ao ritmo das estações do ano.
A cultura do arroz terá sido introduzida em Portugal no reinado de D. Dinis, no Baixo Mondego, na zona de Montemor-o-Velho, a partir de semente procedente da região de Sevilha.
Conhecido por “O Lavrador”, este rei governou em Portugal de 1279 a 1325.
Desenvolveu a agricultura, dando terras para cultivar a quem não as tinha (mas apenas se as trabalhassem) e por transformar zonas de pântanos em terras próprias para a agricultura

AS HISTÓRIAS DA CEGONHA CICI – O CULTIVO DO ARROZ NO BAIXO MONDEGO
Muitas crianças, particularmente as que vivem longe do campo, desconhecem de onde vem o arroz ou como ele se desenvolve. Especialmente a pensar nelas, em 2009 fizemos um vídeo didático no qual a “Cegonha Cici” explica o ciclo do cultivo do arroz.
De algum modo, este vídeo pretende ser também uma forma de preservar o património imaterial, particularmente das gentes da Borda do Campo, localidades situadas a sul do concelho da Figueira da Foz, no Baixo Mondego.

No Inverno os campos encontram-se em repouso após mais uma época de colheitas.
À medida que as chuvas vão caindo, os campos vão-se transformando num enorme espelho de água.
Em meados da Primavera tem início um novo ciclo de cultivo. Em Abril preparam-se os terrenos.
As maquinas limpam as valas para poder drenar e irrigar os campos.
A descida das águas é um festim para a aves, alimentando-se de lagostins a pequenos peixes.




Em meados de Abril, inicio da gradagem dos campos.
A utilização de rodas de ferro oferece maior sustentação ao trator e deixam menos rastos que as rodas de borracha.
Com a utilização de uma grade traseira remexem o terreno previamente alagado com água, para arrancar as ervas daninhas e nivelam o terreno deixando a superfície lisa e totalmente submersa.
Este processo também permite a formação de lama, ideal para receber o arroz previamente germinado e facilitar assim o seu enraizamento, evitando que seja arrancado e deslocado pelas pequenas ondas formadas pelo vento.
Apesar de já se poder semear o arroz através de avião, a maioria dos agricultores da Borda do Campo opta por fazê-lo a pé, de barca ou de trator. Para se poder guiar durante a sementeira, o agricultor divide o terreno em pequenos lotes, através da colocação de canas ao longo da sua propriedade.
Nos últimos dias de Abril decorre a sementeira do arroz. A azáfama no campo é muita e entre tractores e barcas, o arroz é lançado à água. Nesta zona do Baixo Mondego são várias as técnicas utilizadas para semear o arroz.
Semear a pé
Semear com boia
Semear de barca ou com trator
Para celebrar o fim da azáfama da sementeira do arroz, desde há alguns anos que se realiza no primeiro domingo de Maio a já tradicional Corrida de Barcas no Rio Pranto.
Eis um vídeo com alguns dos melhores momentos da Corrida de Barcas de 2009.


Pode ver mais sobre a Corrida de Barcas em:

Tal como qualquer outro cultivo agrícola, também o arroz precisa de cuidados para um crescimento saudável e rentável. Em Junho, quando o arroz já tem alguma altura acima da água, é adubado a pé, de tractor ou de avião.
Em meados de Junho voltam os trabalhos ao campo. Nesta altura procede-se à monda do arroz. Antes do aparecimento de químicos específicos, a monda – eliminação de ervas daninhas – era feita à mão pelas mondadeiras. Actualmente é frequente ver-se meios aéreos a cumprir essa tarefa.
Monda a pé
Monda de trator
Monda de avião

Para que os químicos produzam efeito, os campos devem ter pouca água. Nas grandes áreas os níveis das águas são controlados através de comportas, enquanto que nos pequenos canteiros é necessário bombeá-la.
Em Setembro chega a altura de ceifar o arroz. Em tempos o arroz era cortado à mão, mas actualmente essa prática apenas acontece para cortar algumas bordas que a ceifeira mecânica não consegue alcançar.
O Rancho Etnográfico da Borda do Campo também está muito ligado ao cultivo do arroz.
Eis um vídeo com a actuação do Rancho Etnográfico da Borda do Campo, uma dança dedicada as colheitas, ornamentados com cestos de espigas de arroz.


Pode ver mais sobre o Rancho Etnográfico da Borda do Campo em:
Rancho Etnográfico Infantil da Borda do Campo:

As palhas são retiradas do campo e armazenadas em forma de palheiros ou de fardos.
O arroz é levado para secar nas eiras ou em secadores mecânicos.
Para poder ser descascado, o moinho é o próximo destino do arroz. Finalmente pode ser consumido.
Com uma Tarara, separam-se os grãos de arroz inteiros da casca e dos grãos partidos.
Na aldeia do Casenho, freguesia da Borda do Campo, situa-se o último moinho em pleno funcionamento. Com 87 anos e com a força que a saúde ainda lhe permite é junto às mós que Manuel Carvalho se sente feliz.
Foi com a consciência da necessidade de preservar um pouco deste património que realizámos esta reportagem. Neste vídeo é possível observar uma actividade menos vista pelo público em geral, mas fundamental para o bom funcionamento do moinho – o picar da pedra.

Pode ver mais sobre a história dos moinhos desta região em:
E por fim o arroz chegou ao prato, com o tradicional arroz de Carneiro
E para sobremesa, um delicioso arroz doce com passas e pinhões.