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DIRIGINDO A ENCECARRO

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Estava na Rua Goiás com Avenida Primeiro de Junho, no meio da rua. Não havia carros, mas sim, pessoas. As pessoas ficavam em filas como se fossem carros. Esperava o sinal abrir e ia andando na direção que queriam, Sempre no meio da rua. Quando o sinal fechava, elas paravam e as pessoas que estavam na outra rua iam andando. Eu estava no passeio ali na esquina. Havia muitas pessoas andando no passeio também. Perto de mim tinha uma pessoa com um carrinho de guia andando no passeio. Havia outras pessoas com carrinho de guia e sempre andando no passeio. Eu estava com meu “Encecarro” ou “Carrodeira”. Que era uma enceradeira e era meu carro. De cima do motor da enceradeira saia duas chapas de ferro de aproximadamente dois metros de comprimento e de largura suficiente para ficar de pé em cima. Eu acelerava no cabo desta enceradeira e saia deslizando, sem fazer esforço nenhum. Como o passeio estava muito cheio, resolvi ir para o meio da rua. Na Rua Goiás, acelerei e fui indo em direção a Rua Bahia, que era onde eu queria ir. Quando vi que o sinal da Avenida Antônio Olímpio de Morais estava aberto, acelerei o máximo minha Encecarro e passei ainda com o sinal verde. Fiquei pensando que estava indo rápido demais e poderia perder o controle, cair e me machucar muito. Mas como não via carro na rua, continuei acelerando e indo muito rápido. Uma caminhonete estava saindo de uma garagem de ré, na Rua Goiás e foi até o meio da rua. Consegui desviar dela, mas imaginei que se tivesse batido teria me ferido bastante. Mas não parei, continuei acelerando. Quando cheguei à Rua Rio Grande do Sul, virei em direção a Rua Minas Gerais. Mas eu queria ir à Rua Bahia. Na Rua Minas Gerais virei no sentido de pegar a Rua Bahia. Quando cheguei à Rua Bahia virei à direita. Depois virei à esquerda e ali tinha uma escadaria descendo. Esta escadaria deveria ter uns dois metros de largura e deveria ter uns cem ou mais degraus. Estes degraus eram coloridos, cada um tinha uma cor diferente que depois iam se repetindo. Fui descendo devagar com meu Encecarro. Imaginei se algum carro fosse descer ali eu teria dificuldades de sair da frente. Nisto apareceu mesmo um carro, mas ele saiu por outra rua. Quando cheguei lá em baixo tinha uma grande grade que servia de piso e estava em cima de uma espécie de reservatório de água. Nisto uma pessoa passou por mim, parou na minha frente e ficou falando deste reservatório que tinha feito. Era um reservatório para o prédio onde ele morava, porque todos os prédios da cidade teriam que ter um reservatório de água. Olhei por esta grade e vi  as folhas de árvore que caiam ali dentro estavam se movendo em uma direção o que comprovava que tinha água corrente. A pessoa que estava falando comigo disse meu nome. Eu ainda não tinha olhado para esta pessoa e fiquei pensando como ela me conhecia. Quando olhei para ela vi que era uma pessoa que trabalhou comigo na RFFS/A. Mas eu não lembrava o nome dele. Ele perguntou se eu já tinha feito o reservatório do prédio onde morava. Disse que ainda não, mas iria fazer uma caixa d’água subterrânea. Assim teria água se algum dia viesse a faltar. Ele então disse que preferiu fazer daquele jeito e que tinha ficado muito bom. Olhei em volta e vi o edifício dele, que era muito alto e todo aquele reservatório ficava contornando o edifício. Peguei meu Encecarro e fui embora dali.  

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