DE CARONA PARA O RIO DE JANEIRO


Estava indo por uma rua, quando ouvi alguém dizerque iria para a cidade do Rio de Janeiro. Fui até esta pessoa e perguntei seela me dava uma carona. Ela disse que sim e fomos até o carro dela, que era umcarrinho, tipo aqueles bugre de praia. Só que era menor ainda e tinha apenas osdois lugares, do motorista e carona. Entrei neste carrinho e a tal pessoa fuidirigindo o mesmo, até chegar num local que parecia uma madeireira. Este cara desceudo carro, tirou alguns tocos de árvores, que deveriam ter uns 50 centímetros decomprimento e jogou no chão, perto de outra pessoa. Saímos dali e ele entroucom o carrinho num prédio, dirigiu pelos corredores até que parou na porta deuma sala. Disse que iria pegar o dinheiro da viajem, depois saímos em direçãoda cidade do Rio de Janeiro. Chegando ao Rio de Janeiro, fiquei numa das ruasda cidade. Via uma ou outra pessoa passando ali e nenhum carro. Sai andando epensando comigo mesmo, o motivo que tinha me levado ir até o Rio, tãorepentinamente e sem falar com ninguém. Fiquei meio que arrependido por não terdito a minha família que iria até o Rio. Depois fiquei pensando que poderia tertrago outra pessoa que queria vir também. Mas acabei por dar razão a mim mesmo,porque tinha ido até o Rio de Janeiro, pagar umas dívidas. Não queria queimaginasse que eu estava fugindo de algo. Mas fiquei pensando que todospoderiam pensar que eu tinha fugido de minha cidade para o Rio. Fiquei andandopela rua, ora pensando no que fiz ter sido errado, ora acreditando estar certopor ter ido ao Rio de Janeiro sem falar nada com ninguém. Depois conclui que oRio de Janeiro ficava tão perto de minha cidade, que não foi uma fuga, porassim dizer.

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