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O FATASMA ALARANJADO


Estava de bicicleta numa estrada que estava muito movimentada. Eu fazia muito esforço para pedalar a bicicleta. A estrada era plana, mas tinha que fazer força como se estivesse subindo um morro. Nisto ouvi alguém dizer que eu não sabia andar de bicicleta. Então fiquei em pé pedalando. Deste jeito que a gente fica quando esta subindo morro montado nela. Mesmo assim, fazia muito esforço. Até que cheguei num local onde eu queria ir. Era um cômodo grande e quadrado, que seria uma igreja. Dentro dele havia uma espécie de guarda-roupas. Havia um padre e algumas pessoas lá dentro rezando, de mãos dadas. Eu fui rezar, encostando a mão nesta espécie de guarda-roupas, que seria onde estaria o Santíssimo. Nisto o padre me chamou para rezar com eles. Então demos as mãos formamos uma roda e fomos rezar. Dentro deste cômodo quadrado, havia uma porta que dava para outro cômodo pequeno. Quando terminamos de rezar, um homem foi até esta porta e abriu para entrar. Os outros disseram para não entrar, porque ali vivia um fantasma, e abrindo a porta, ele poderia sair. O tal homem não acreditou, mas ficou na porta parado, então disse a ele que estava vendo o que seria o tal fantasma. Era uma mulher alta cuja pele era de cor alaranjada. Estava com cara de quem estava com raiva e estava tentando sair, mas com ele na porta, ela não podia. Então disse a ele para entrar somente com a cabeça, que assim empurraria a mulher para dentro e depois viesse fechando a porta junto à cabeça dele, que assim a mulher não sairia. Ele fez isto, fechou a porta e a mulher fantasma ficou presa lá dentro.

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Estava numa estrada comprida e reta, cercada de mato em ambos os lados. Nisto veio um bicho em alta velocidade. Alguém gritou para sair da frente, porque o bicho era muito feroz. Então dei um pulo e ele passou rapidamente. Sai correndo atrás do bicho, tão rápido quanto ele ia. Depois o bicho mudou de direção, vindo correndo atrás de mim. Sai correndo velozmente, mas o bicho estava me alcançando. Então pensei que era só voar que ele não me pegaria. Dei um grande salto e sai voando. Nisto vi o bicho passando logo abaixo de mim. Via só a poeira que ele fazia. O bicho mesmo não via. Fiquei pensando que ainda bem que o tal bicho não voava, senão estaria perdido.

ZIQUINHO, O POLVINHO DIFERENTE

NO FUNDO DE UM MAR BRAVIO, NO PORÃO DE UM NAVIO, QUE NAUFRAGOU POR LÁ.
DONA POLVA ESTÁ CONTENTE, SEU MARIDO IMPACIENTE, POIS SEUS FILHOS VÃO CHEGAR.

NAQUELE MESMO DIA, DURANTE UMA CALMARIA, DE UMA TARDE DE VERÃO.
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NASCERAM OS POLVINHOS, QUASE TODOS IGUAISZINHOS, SE NÃO FOSSE UM DOS IRMÃOS.
ENQUANTO SETE DOS POLVINHOS ERAM TODOS IGUAISZINHOS, UM SÓ ERAM BRANCÃO.

POR SER TÃO DIFERENTE, DERAM-LHE O NOME DE GENTE, ÀQUELE POLVINHO ENGRAÇADO.
POR SER TÃO BRANQUINHO, E BASTANTE MIUDINHO, DE ZIQUINHO FOI CHAMADO.

ENQUANTO TODA TURMINHA, VINHA PELA TARDINHA, E NO NAVIO BRINCAVA.
ZIQUINHO TRISTE SENTADO, SENTINDO-SE REJEITADO, NÃO SE CONFORMAVA.

MAS O SÁBIO PROFESSOR, QUE ENTENDIA TUDO DE COR, ERA UM GRANDE TUBARÃO.
PROCUROU POR ZIQUINHO, E LHE DISSE BEM BAIXINHO, TER ENCONTRADO A SOLUÇÃO.

“ZIQUINHO VOU LHE DIZER TUDO QUE TENS A FAZER, PARA PRETINHO FICAR”
“TOME CUIDADO COM A ARRAIA, NADE ATÉ UMA PRAIA E DEIXE O SOL TE QUE…

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