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COM O CARRO NA LINHA DO TREM


Estava na beira da linha do trem, que divide o bairro Esplanada com o centro. Estava do lado de centro. Estava com um carro e o porta malas aberto. Havia algumas pessoas conversando ali perto da linha do trem. Era noite e estava bem escuro. Tirei algo do porta malas, que não sei o que era. Estava embrulhado em um jornal e parecia com aqueles embrulhos de quando a gente compra peixe no mercado. Sai para entregar aquele embrulho, não sei pra quem, indo pela ruazinha lateral que tem beirando a linha do trem. Só que esta rua estava muito escura. Andei um pouco e cruzei que uma mulher que vinha no sentido contrário. Andei mais um pouco e parei pensando no risco que corria, indo por aquela rua, naquela escuridão e sozinho. Então decidi voltar. Quando cheguei ao carro, vi que as pessoas que conversavam ali na beira da linha, estavam indo embora para o bairro esplanada. Coloquei o embrulho de volta no porta malas e decidi ir embora bem rápido, porque se aparecesse alguém suspeito ali, eu não tinha para quem socorrer.

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“ZIQUINHO VOU LHE DIZER TUDO QUE TENS A FAZER, PARA PRETINHO FICAR”
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