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CORRENDO SEM TOCAR OS PÉS NO CHÃO


Estava numa rua lateral da Av. Getúlio Vargas, aqui em Divinópolis. Estava num ponto de ônibus juntamente com outras pessoas. O Jorge, meu irmão, esta lá, sempre falando alguma coisa perto de mim. Teve uma hora, que ele disse algo e eu simulei dando um murro em sua boca. Cheguei a encostar a mão no rosto dele. Nisto chegaram três pessoas, subiram numa laje de um prédio de dois andares que tinha em frente ao ponto deste ônibus. O Jorge subiu com eles. Nisto as pessoas que estavam no ponto de ônibus, dissera-me para correr, porque quando o Jorge e os outros três homens que subiram na laje terminassem o que estavam fazendo, eles iriam me pegar. Olhei para a laje e vi os três homens, colocando um fixe grosso de cordão, numa máquina, e esta ia tecendo alguma roupa. Então sai vagarosamente e depois sai correndo o mais rápido que pude. Virei na Avenida Getúlio Vargas, sempre correndo. Engraçado que meus pés iam muito rapidamente, mas eu não tocava o chão. Depois de correr um pouco, virei à esquerda numa rua, entrei num beco, torcendo para que eles não tenham visto aonde virei. Neste beco tinha um prédio de dois andares. Atrás deste prédio, tinha uma escada tipo marinheiro, que levava até a laje. Subi nesta escada e na laje, fiquei como uma aranha andando, para que não me visse. Olhando por sobre o mural da laje, vi o Jorge e os outros três homens correndo rapidamente. Assim como eu, os pés deles não tocavam o chão. Só que eles passaram direito de onde virei, então percebi que não tinham me visto virar naquela rua. Fiquei olhando eles indo longe. Decidi ficar na laje, até as coisas se acalmarem.

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