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SUBINDO A RUA TAPETE, SEM MEMÓRIA

Estava no boteco do Anézio, querendo dizer a ele que eu não mais pegaria almoço ali. Ele ficava andando de um lado para outro e eu não conseguia falar com ele. Então sai dali e fui indo embora. Nisto vi que estava no final de uma rua, tentando subir a ladeira. Mas esta rua era revestida de um tapete verde, que ficava rodando, como uma esteira rolante, fazendo com que eu não saísse do lugar. Quanto mais eu tentava subir, mas o tapete girava. O tapete girando, fez passar por mim, algumas partes do tapete que haviam desgastadas, deixando aparecer a rua. Aproveitei estas pequenas falhas, para conseguir subir a ladeira. Lá em cima, entrei num carro que seria o meu. Nisto vi dentro do carro, meus dois travesseiros, meu edredom, e o lençol. Fiquei tentando imaginar como aquilo foi para ali. Sai com o carro e fui até uma casa, onde havia uma varanda e algumas pessoas ali, inclusive a Iara, Rita e outras pessoas. Chegando lá, disse para eles que eu tinha perdido a memória, no momento em que tinha saído do Anézio. E só foi recobrá-la, quando tentava subir a ladeira. Então a Iara começou a dizer que estava tudo perdido, porque sem memória, como eu iria trabalhar e sustentar a casa. Então disse a ela, que já tinha ido ao medido e este disse que a culpa era da “molinha”. Que eu tinha nos dente, para correção. Que ela tinha se soltado e entrou pelo orifício que liga o nariz a garganta, indo alojar dentro do ouvido, fazendo com que eu perdesse a memória. Que era só fazer a cirurgia para retirá-la.

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