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SALVANDO A MIM MESMO



Estava numa sala. Havia uma cama na minha frente, onde havia uma pessoa sentada e com um capuz na cabeça. Na parede lateral da cama, havia uma espécie de parapeito, onde havia uma velhinha, segurando um rifle, apontando para mim. Na cama havia um travesseiro ao lado da pessoa encapuzada. Fui vagarosamente até a cama, deitei na lateral dela, ao lado daquela pessoa encapuzada. Ficando somente com as costas na cama e os pés no chão. Peguei o travesseiro e cobri meu rosto. Ao me deitar, a pessoa encapuzada ficou entre mim e a velhinha no parapeito. Com cuidado, tirei do meu bolso em revolver. Fui vagarosamente, passando a mão por trás da pessoa encapuzada e apontei o revolver por baixo da velhinha no parapeito. Nisto ouvi dois disparos do rifle, e ouvi o barulho das balas passando pelo travesseiro. Elas não me acertaram, então atirei por baixo da velhinha. À bala acertou e ela deu um grito. Levantei da cama e já não vi a velhinha ali. Tirei o capuz da pessoa que estava na cama e vi que era eu mesmo que estava encapuzado. Com o susto, já me vi fora daquele lugar. Nisto chegaram dois homens e me seguraram e colocaram um capuz em minha cabeça e disseram que iriam me levar para a chefa. Perguntei quem era esta chefa e o que queria comigo. Eles disseram que eu saberia, assim que estivesse com a vovó.

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Estava numa estrada comprida e reta, cercada de mato em ambos os lados. Nisto veio um bicho em alta velocidade. Alguém gritou para sair da frente, porque o bicho era muito feroz. Então dei um pulo e ele passou rapidamente. Sai correndo atrás do bicho, tão rápido quanto ele ia. Depois o bicho mudou de direção, vindo correndo atrás de mim. Sai correndo velozmente, mas o bicho estava me alcançando. Então pensei que era só voar que ele não me pegaria. Dei um grande salto e sai voando. Nisto vi o bicho passando logo abaixo de mim. Via só a poeira que ele fazia. O bicho mesmo não via. Fiquei pensando que ainda bem que o tal bicho não voava, senão estaria perdido.

ZIQUINHO, O POLVINHO DIFERENTE

NO FUNDO DE UM MAR BRAVIO, NO PORÃO DE UM NAVIO, QUE NAUFRAGOU POR LÁ.
DONA POLVA ESTÁ CONTENTE, SEU MARIDO IMPACIENTE, POIS SEUS FILHOS VÃO CHEGAR.

NAQUELE MESMO DIA, DURANTE UMA CALMARIA, DE UMA TARDE DE VERÃO.
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NASCERAM OS POLVINHOS, QUASE TODOS IGUAISZINHOS, SE NÃO FOSSE UM DOS IRMÃOS.
ENQUANTO SETE DOS POLVINHOS ERAM TODOS IGUAISZINHOS, UM SÓ ERAM BRANCÃO.

POR SER TÃO DIFERENTE, DERAM-LHE O NOME DE GENTE, ÀQUELE POLVINHO ENGRAÇADO.
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ENQUANTO TODA TURMINHA, VINHA PELA TARDINHA, E NO NAVIO BRINCAVA.
ZIQUINHO TRISTE SENTADO, SENTINDO-SE REJEITADO, NÃO SE CONFORMAVA.

MAS O SÁBIO PROFESSOR, QUE ENTENDIA TUDO DE COR, ERA UM GRANDE TUBARÃO.
PROCUROU POR ZIQUINHO, E LHE DISSE BEM BAIXINHO, TER ENCONTRADO A SOLUÇÃO.

“ZIQUINHO VOU LHE DIZER TUDO QUE TENS A FAZER, PARA PRETINHO FICAR”
“TOME CUIDADO COM A ARRAIA, NADE ATÉ UMA PRAIA E DEIXE O SOL TE QUE…

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