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O FENO, A BICICLETA E O BONÉ

 Estava numa casa, que tinha uma rampa para acesso ao andar de cima, parecido com rampa do hospital são João de Deus. Eu desci esta rampa e cheguei num quarto, onde havia vários pedaços de capim, daqueles de feno, espalhado. Nisto vi que tinha aberto a balança. Esta balança era do tipo que fica no chão, para pesar grandes volumes. Eu então encostei esta balança num canto do quarto da Nathalia. O Fernando ficava descendo e subindo a rampa o tempo todo. Eu subi a rampa novamente e lá em cima vi a balança que eu tinha acabado de montar lá em baixo. Só que ela estava quebrada. Eu então fui arrumar a balança e chingando o Fernando, dizendo ter sido ele que a quebrou. Depois fui para um local, que parecia uma casa de sítio. Nisto minha mãe me pediu para ir comprar um guaraná para ela. Eu disse que iria, mas precisava do carrinho. Então o Ricardo foi montando o carrinho, que parecia um patinete. Então sai procurando meu boné. Eu não conseguia achar o boné e dizia que só iria se fosse de boné. Minha mãe disse que era ali na Avenida Antonio Olimpio de Morais e não era longe. Quando voltei para pegar o carrinho, vi que era uma bicicleta para crianças. Então eu disse que não iria naquela bicicleta tão pequena. Minha mãe disse que era para eu ir empurrando a bicicleta. Quando fui sair, vi que estava sem o boné. Então entrei num cômodo para procurá-lo e vi ali jogando baralho, meu pai, o Tonhão, o Vitinho e o Ricardo. Eu falei que eles tinham escondido meu boné e eu o queria para sair. Eles riram muito e juraram que não tinha sido eles. Sai procurando o boné num corredor grande e largo que tinha trás desta casa. Havia algo comprido no meio deste corredor, que o dividia em dois. Fui até o final e quando fui voltando, vi várias galinhas. De cada um dos lados deste corredor, vinha um galo muito grande, do tamanho de um peru. Eles vinham correndo em minha direção. Eu fiquei com medo deles me atacarem e corri em direção a eles, para assustá-los. E assim sai do outro lado. Os dois galos se encontrar e começaram a brigar. Eu fiquei vendo aquela briga até que eles pararam. Sai e fui embora dali.

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CORRENDO VELOZMENTE DO BICHO ESTRANHO

Estava numa estrada comprida e reta, cercada de mato em ambos os lados. Nisto veio um bicho em alta velocidade. Alguém gritou para sair da frente, porque o bicho era muito feroz. Então dei um pulo e ele passou rapidamente. Sai correndo atrás do bicho, tão rápido quanto ele ia. Depois o bicho mudou de direção, vindo correndo atrás de mim. Sai correndo velozmente, mas o bicho estava me alcançando. Então pensei que era só voar que ele não me pegaria. Dei um grande salto e sai voando. Nisto vi o bicho passando logo abaixo de mim. Via só a poeira que ele fazia. O bicho mesmo não via. Fiquei pensando que ainda bem que o tal bicho não voava, senão estaria perdido.

ZIQUINHO, O POLVINHO DIFERENTE

NO FUNDO DE UM MAR BRAVIO, NO PORÃO DE UM NAVIO, QUE NAUFRAGOU POR LÁ.
DONA POLVA ESTÁ CONTENTE, SEU MARIDO IMPACIENTE, POIS SEUS FILHOS VÃO CHEGAR.

NAQUELE MESMO DIA, DURANTE UMA CALMARIA, DE UMA TARDE DE VERÃO.
NASCERAM OS POLVINHOS, QUE CHEGARAM DE MANSINHO, PARA ORGULHO DO PAIZÃO.

NASCERAM OS POLVINHOS, QUASE TODOS IGUAISZINHOS, SE NÃO FOSSE UM DOS IRMÃOS.
ENQUANTO SETE DOS POLVINHOS ERAM TODOS IGUAISZINHOS, UM SÓ ERAM BRANCÃO.

POR SER TÃO DIFERENTE, DERAM-LHE O NOME DE GENTE, ÀQUELE POLVINHO ENGRAÇADO.
POR SER TÃO BRANQUINHO, E BASTANTE MIUDINHO, DE ZIQUINHO FOI CHAMADO.

ENQUANTO TODA TURMINHA, VINHA PELA TARDINHA, E NO NAVIO BRINCAVA.
ZIQUINHO TRISTE SENTADO, SENTINDO-SE REJEITADO, NÃO SE CONFORMAVA.

MAS O SÁBIO PROFESSOR, QUE ENTENDIA TUDO DE COR, ERA UM GRANDE TUBARÃO.
PROCUROU POR ZIQUINHO, E LHE DISSE BEM BAIXINHO, TER ENCONTRADO A SOLUÇÃO.

“ZIQUINHO VOU LHE DIZER TUDO QUE TENS A FAZER, PARA PRETINHO FICAR”
“TOME CUIDADO COM A ARRAIA, NADE ATÉ UMA PRAIA E DEIXE O SOL TE QUE…

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