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FUGINDO DA MULHER FANTASMA

Era noite. Estava bem escuro. Eu andava pela rua, quando uma mulher veio e grudou em mim, de costas. Nós ficamos grudados pela bunda. Eu tentava tirar ela e não conseguia de jeito nenhum. Nisto eu entrei numa porta de um edifício e ela se soltou. Fui para meu quarto. Minha cama estava do lado oposto e havia outra cama lá. Eu olhei pela janela e vi no alto de um edifício a tal mulher, e ela estava me procurando. Eu abaixei rapidamente, para que ela não visse onde eu morava. Então deitei na cama e vi um cobertor jogado no chão ao lado da outra cama. Eu assustei, porque quando entrei, ele não estava ali. Então imaginei que fosse alguém que já morreu. Sai correndo lá para fora e então já estava ao lado da casa da minha mãe no esplanada. Eu estava encostado no muro. Havia duas crianças brincando em frente a casa da Gláucia e várias outras em frente a casa da minha mãe. Nisto ouvi um barulho de algo caindo perto de mim. Não vi nada. Depois ouvi outro barulho e vi uma largata grande, destas que dão em coqueiro. Sai dali rapidamente, temendo que alguma caísse na minha cabeça. Fui para perto de onde estavam brincando aquelas crianças. Eu sentia muito frio, porque estava ventando muito.

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NO FUNDO DE UM MAR BRAVIO, NO PORÃO DE UM NAVIO, QUE NAUFRAGOU POR LÁ.
DONA POLVA ESTÁ CONTENTE, SEU MARIDO IMPACIENTE, POIS SEUS FILHOS VÃO CHEGAR.

NAQUELE MESMO DIA, DURANTE UMA CALMARIA, DE UMA TARDE DE VERÃO.
NASCERAM OS POLVINHOS, QUE CHEGARAM DE MANSINHO, PARA ORGULHO DO PAIZÃO.

NASCERAM OS POLVINHOS, QUASE TODOS IGUAISZINHOS, SE NÃO FOSSE UM DOS IRMÃOS.
ENQUANTO SETE DOS POLVINHOS ERAM TODOS IGUAISZINHOS, UM SÓ ERAM BRANCÃO.

POR SER TÃO DIFERENTE, DERAM-LHE O NOME DE GENTE, ÀQUELE POLVINHO ENGRAÇADO.
POR SER TÃO BRANQUINHO, E BASTANTE MIUDINHO, DE ZIQUINHO FOI CHAMADO.

ENQUANTO TODA TURMINHA, VINHA PELA TARDINHA, E NO NAVIO BRINCAVA.
ZIQUINHO TRISTE SENTADO, SENTINDO-SE REJEITADO, NÃO SE CONFORMAVA.

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