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ÁGUA PARA O KAUÃ

Estava no que seria a área de iluminação de um edifício. Só que a estrada para os quartos eram nesta área de iluminação. Esta área de iluminação deveria ter uns dez metros de comprimento por uns cinco de largura. A entrada dos quartos ficava para esta área. Todos os quartos eram pequenos. Estava na porta de um destes quartos, conversando com o Josimar. Via algumas pessoas em seus quartos, porque estava com as portas abertas. Havia passarelas de um metro mais ou menos que ligava todos os quartos e a entrada do hotel. Nos quartos do andar de cima o que ficava virado para esta área de luz era as janelas. Algumas pessoas estavam nestas janelas. Estas passarelas ficavam a mais ou menos um metro do chão. Fui andando por uma destas passarelas quando vi no chão, entre elas, o Kauã, filho da Paulina, que tem um ano. Ele estava de pé e estendeu os braços me pedindo para pegá-lo no colo. Peguei-o pelas mãos e fui puxá-lo até meu colo. Quando fazia isto os braços dele esticavam e ficavam com quase um metro de comprimento mais ou menos e ele nem sai do chão. Tentei umas três vezes. Então decidi descer desta passarela, pulando para onde o Kauã estava. O peguei no colo, subi na passarela novamente e o Kauã então me disse:
__Quero um copo de água.
__porque quer água? Perguntei.
__Uai, porque estou com sede. Ele disse.
Nisto comecei a fazer cusquinhas na barriga dele. Ele ria muito. As pessoas do quarto e janela estavam olhando pra gente. Depois de rir bastante, parei de fazer cusquinha e o Kauã então disse:
__continuo com sede. Quero água.
__tá bom tá bom, vou pegar a água para você. Respondi.
Fui em direção ao quarto do Josimar para pegar água.

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