Pular para o conteúdo principal

LEVANDO A CRIANÇA PARA O AMBULATÓRIO



Estava entrando em uma empresa, que tinha vários galpões enfileirados. Eram galpões muito alto, grandes e em cada um, se fazia algo diferente. Entrei carregando sobre o braço esquerdo, uma criança. Ela era do tamanho exato de meu braço. Ela não estava passando bem e eu iria levá-la no ambulatório da empresa, que ficava no ultimo galpão. Deveria ter uns 30 galpões. A empresa era uma fundição. A fralda que a criança usava, não era descartável. E estava meio que saindo, ou mal colocada. Quando passei pelo que seria a sala de relógio de ponto, encontrei com uma mulher que vinha com outra criança no colo. Ela então disse que meu filho tinha feito xixi, e estava pingando por onde eu passava. Não dei importância e segui assim mesmo. Os galpões eram cheio de sucatas e outros materiais espalhados por todo lado. Eu tinha dificuldades de passar, segurando a criança. As pessoas que trabalhavam, quando via a criança no meu colo, sempre mexiam com ela, mas ela continuava dormindo, pois não conseguia fazê-la acordar. Foi assim em vários galpões, até que cheguei ao galpão onde se fundia o ferro. Estava espirrando ferro derretido por todo o lado e eu passava com dificuldades entre eles. Quase pisei em uma pequena poça de ferro derretido, mas fui indo. Tinha galpão que eu tinha que subir nos amontoados de sucatas empilhadas, tudo isto, carregando a criança no braço. Quando passava por um galpão cheio de serragem percebi que tinha perdido a criança. Voltei para procurá-la e a vi na serragem. O peguei novamente e segui em frente, até que por fim, cheguei ao ultimo galpão, onde logo depois estava o ambulatório da empresa. O ambulatório era uma sala branca. Cheguei à porta e vi sentada numa mesa, escrevendo, uma enfermeira toda de branco. Ela era meio gordinha. Havia outra, alta e magra, já de idade mais avançada. Ela conversava com a enfermeira que estava à mesa, sobre as três crianças que estavam ali. A mãe das crianças estava sentada numa cadeira, dentro desta sala. As duas enfermeiras então disseram para esta mãe, que as duas filhas dela poderiam ir para casa, mas o filho teria que ficar ali internado. O filho estava sentado numa maca, sem camisa. Ele era meio gordinho também. Ao meu lado estava uma pessoa com uma criança no colo. Imaginei então que eu seria atendido somente depois desta pessoa. Nisto então coloquei meu braço esquerdo para trás, segurei a cabeça da criança com ele, virei o braço direito para trás também e segurei os pés da criança. Ela ficou então na minha cintura, nas minhas costas, a cabeça do lado esquerdo e os pés do lado direito. A criança era daquele tamanhinho mesmo. Nisto a pessoa que estava ao meu lado, disse que se o visinho do ambulatório deixasse as pessoas passar pela porteira dele, ficava muito fácil ir ao ambulatório, mas ele não deixava de jeito nenhum. Então vi que ao lado do ambulatório, passava uma estrada, que dava numa porteira virada para a rua. E somente uma cerca de arme separava o ambulatório da estrada. Nisto percebei que meu filho, estava mordendo minha camisa, na altura da minha cintura. Assim como toda criança faz, vai mordendo tudo que possa levar a boca. Estava fazendo isto, e rindo ao mesmo tempo. Então disse para aquela mãe que estava ao meu lado, que meu filho tinha melhorado. O tempo que eu tinha levado para chegar ali, ele acabou por ficar bom. Agora era ir embora e fazer todo o trajeto de volta.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

CORRENDO VELOZMENTE DO BICHO ESTRANHO

Estava numa estrada comprida e reta, cercada de mato em ambos os lados. Nisto veio um bicho em alta velocidade. Alguém gritou para sair da frente, porque o bicho era muito feroz. Então dei um pulo e ele passou rapidamente. Sai correndo atrás do bicho, tão rápido quanto ele ia. Depois o bicho mudou de direção, vindo correndo atrás de mim. Sai correndo velozmente, mas o bicho estava me alcançando. Então pensei que era só voar que ele não me pegaria. Dei um grande salto e sai voando. Nisto vi o bicho passando logo abaixo de mim. Via só a poeira que ele fazia. O bicho mesmo não via. Fiquei pensando que ainda bem que o tal bicho não voava, senão estaria perdido.

ZIQUINHO, O POLVINHO DIFERENTE

NO FUNDO DE UM MAR BRAVIO, NO PORÃO DE UM NAVIO, QUE NAUFRAGOU POR LÁ.
DONA POLVA ESTÁ CONTENTE, SEU MARIDO IMPACIENTE, POIS SEUS FILHOS VÃO CHEGAR.

NAQUELE MESMO DIA, DURANTE UMA CALMARIA, DE UMA TARDE DE VERÃO.
NASCERAM OS POLVINHOS, QUE CHEGARAM DE MANSINHO, PARA ORGULHO DO PAIZÃO.

NASCERAM OS POLVINHOS, QUASE TODOS IGUAISZINHOS, SE NÃO FOSSE UM DOS IRMÃOS.
ENQUANTO SETE DOS POLVINHOS ERAM TODOS IGUAISZINHOS, UM SÓ ERAM BRANCÃO.

POR SER TÃO DIFERENTE, DERAM-LHE O NOME DE GENTE, ÀQUELE POLVINHO ENGRAÇADO.
POR SER TÃO BRANQUINHO, E BASTANTE MIUDINHO, DE ZIQUINHO FOI CHAMADO.

ENQUANTO TODA TURMINHA, VINHA PELA TARDINHA, E NO NAVIO BRINCAVA.
ZIQUINHO TRISTE SENTADO, SENTINDO-SE REJEITADO, NÃO SE CONFORMAVA.

MAS O SÁBIO PROFESSOR, QUE ENTENDIA TUDO DE COR, ERA UM GRANDE TUBARÃO.
PROCUROU POR ZIQUINHO, E LHE DISSE BEM BAIXINHO, TER ENCONTRADO A SOLUÇÃO.

“ZIQUINHO VOU LHE DIZER TUDO QUE TENS A FAZER, PARA PRETINHO FICAR”
“TOME CUIDADO COM A ARRAIA, NADE ATÉ UMA PRAIA E DEIXE O SOL TE QUE…

PRAIA GRANDE / SÃO PAULO - ESTÂNCIA BALNEÁRIA

SEJA BEM VINDO A CIDADE DE PRAIA GRANDE. IMPORTANTE ESTÂNCIA BALNEÁRIA.  RODOVIA DOS IMIGRANTES DE ACESSO À CIDADE imagem - Wikipédia QUEM NASCE EM PRAIA GRANDE EH: PRAIA-GRANDENSE A CIDADE TEM 262.051 HABITANTES - IBGE 2010 PRAIA GRANDE FAZ ANIVERSÁRIO EM  19 DE JANEIRO E FOI EMANCIPADA EM 1.967 ORIGEM DO NOME O TOPÔNIMO PRAIA GRANDE DECORRE DA EXTENSA PRAIA - CERCA DE 40 QUILÔMETROS - QUE LHE SERVE DE DIVISA TERRITORIAL, E QUE OS PRIMITIVOS HABITANTES JÁ CHAMAVAM DE "PEAÇABUÇU", O PORTO GRANDE. HISTÓRIA A HISTÓRIA DA SUA FORMAÇÃO ESTÁ INTIMAMENTE LIGADA À DE SÃO VICENTE, DA QUAL FOI DISTRITO ATÉ 1966, QUANDO O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, EXAMINANDO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELA MUNICIPALIDADE DE SÃO VICENTE, DEU GANHO DE CAUSA AO MUNICÍPIO DE PRAIA GRANDE, CONCEDENDO-LHE AUTONOMIA. ESSA EMANCIPAÇÃO, CONTUDO, FOI FRUTO DE LONGA LUTA, INICIADA NO BAIRRO DE SOLEMAR, EM 1953, POR JÚLIO SECCO DE CARVALHO, SUSTENTADA MAIS TARDE POR OSWALDO TOSCHI, POR NESTOR FERREIRA DA ROCHA, E SEGUIDA POR C…