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O CHAMADO DA LUZ


Estava em um campo aberto, onde seria o pátio de uma grande empresa. Havia uma peça mecânica, que era chamada de mão mecânica. Ela vinha de trás de uma montanha, até o local onde eu estava. Deveria ter aproximadamente um quilômetro de extensão. Onde ela terminava, segurava uma espécie de chaminé. Que era na verdade, um tubo cilíndrico de uns 30 centímetros de diâmetro. Esta mão mecânica segurando o tubo deveria estar a uns 100 metros de altura. Havia uma escada que vinha desta mão, onde segurava o tubo, até o chão onde eu estava. Fui subindo nesta escada, que parecia não terminar. Mas cheguei até esta chaminé, que era segurada pela mão mecânica. Quando subi na mão mecânica, a escada caiu. Assustado e com medo de cair, agarrei nesta chaminé e comecei a gritar pelo Gueds, que tinha ficado lá em baixo. Dizendo a ele que a escada tinha caído. Olhava para baixo, mas não via ninguém, parecia que eu estava muito distante do chão. Nisto comecei a ter a sensação de que a chaminé balançava muito e estava girando em circulo, cada vez mais rápido. Segurava firme, fechava os olhos para não ver lá em baixo. A tal chaminé foi girando, balançando e me deixava às vezes de cabeça para baixo. Eu não a largava de jeito nenhum, imaginando que se eu a largasse, não iria sobreviver mesmo. Nisto vi no céu ao meu lado, o azul se abrindo e aparecendo uma luz branca, que foi aumentando aos poucos. Ouvi uma voz dizendo que eu podia pular naquela luz branca, porque estava na hora de eu ir embora mesmo. Eu não pulava, com medo de cair. Temia que se pulasse ali, seria o meu fim. Mas a luz continuava a me chamar. Eu respondia dizendo que não ia de jeito nenhum. Nisto a escada apareceu novamente. Comecei a descê-la rapidamente. Quando fiz isto, a tal luz branca foi sumindo. Ao chegar lá em baixo, não vi ninguém. Sai dizendo que nunca mais subiria em escadas.

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