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COM BEZERRO EM CIMA DO COBERTOR

Estava numa sala grande. Perto de mim tinha uma criança brincando com alguma coisa. Olhei para a TV que estava ligada, um homem falava alguma coisa, que não ouvia. Li numa tarja preta que tinha abaixo, os dizeres: “cruzeiro despacha o Grêmio”. Fiquei pensando que não era possível, pois o jogo seria só no outro dia. Então perguntei para esta criança que dia era hoje. Ela disse quarta feira. Então pensei que a TV estava enganada, que o cruzeiro nem tinha jogado ainda. Subi na cabine de um caminhão, numa estrada estreita, onde tinha árvores plantadas, enfileiradas, dos dois lados. Esta cabine era aberta, como se fosse conversível. Um homem, que não sei quem era, dirigia o caminhão. Só que ele dirigia do lado ao contrário, como na Inglaterra. Eu sentava do outro lado e tinha uma pessoa sentada entre nós. Eu dizia a ele para ir rápido, senão ele pegava a gente. Ele dizia que estava indo o mais rápido que podia. Chegamos num local onde havia um grande espaço, que era para os caminhões dar meia volta. Quando a gente fazia esta meia volta, o caminhão desligou. Nisto chegou um homem com um cabo de vassoura, duas facas amarradas na ponta deste cabo, subiu na porta do caminhão e tentava furar meus pés. Eu desviava das facas e pedia para o homem que dirigia o caminhão para sair logo dali. A pessoa que estava no meio, nada fazia, só ficava olhando.

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CORRENDO VELOZMENTE DO BICHO ESTRANHO

Estava numa estrada comprida e reta, cercada de mato em ambos os lados. Nisto veio um bicho em alta velocidade. Alguém gritou para sair da frente, porque o bicho era muito feroz. Então dei um pulo e ele passou rapidamente. Sai correndo atrás do bicho, tão rápido quanto ele ia. Depois o bicho mudou de direção, vindo correndo atrás de mim. Sai correndo velozmente, mas o bicho estava me alcançando. Então pensei que era só voar que ele não me pegaria. Dei um grande salto e sai voando. Nisto vi o bicho passando logo abaixo de mim. Via só a poeira que ele fazia. O bicho mesmo não via. Fiquei pensando que ainda bem que o tal bicho não voava, senão estaria perdido.

ZIQUINHO, O POLVINHO DIFERENTE

NO FUNDO DE UM MAR BRAVIO, NO PORÃO DE UM NAVIO, QUE NAUFRAGOU POR LÁ.
DONA POLVA ESTÁ CONTENTE, SEU MARIDO IMPACIENTE, POIS SEUS FILHOS VÃO CHEGAR.

NAQUELE MESMO DIA, DURANTE UMA CALMARIA, DE UMA TARDE DE VERÃO.
NASCERAM OS POLVINHOS, QUE CHEGARAM DE MANSINHO, PARA ORGULHO DO PAIZÃO.

NASCERAM OS POLVINHOS, QUASE TODOS IGUAISZINHOS, SE NÃO FOSSE UM DOS IRMÃOS.
ENQUANTO SETE DOS POLVINHOS ERAM TODOS IGUAISZINHOS, UM SÓ ERAM BRANCÃO.

POR SER TÃO DIFERENTE, DERAM-LHE O NOME DE GENTE, ÀQUELE POLVINHO ENGRAÇADO.
POR SER TÃO BRANQUINHO, E BASTANTE MIUDINHO, DE ZIQUINHO FOI CHAMADO.

ENQUANTO TODA TURMINHA, VINHA PELA TARDINHA, E NO NAVIO BRINCAVA.
ZIQUINHO TRISTE SENTADO, SENTINDO-SE REJEITADO, NÃO SE CONFORMAVA.

MAS O SÁBIO PROFESSOR, QUE ENTENDIA TUDO DE COR, ERA UM GRANDE TUBARÃO.
PROCUROU POR ZIQUINHO, E LHE DISSE BEM BAIXINHO, TER ENCONTRADO A SOLUÇÃO.

“ZIQUINHO VOU LHE DIZER TUDO QUE TENS A FAZER, PARA PRETINHO FICAR”
“TOME CUIDADO COM A ARRAIA, NADE ATÉ UMA PRAIA E DEIXE O SOL TE QUE…

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