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NO ÔNIBUS, ENTRE AS LOCOMOTIVAS

Estava dentro de um ônibus. Mas eu não me via dentro do ônibus. Via apenas a estrada por aonde ele ia. Esta estrada por aonde este ônibus ia, ficava entre dois trilhos de locomotiva. Nisto veio uma composição a direita do ônibus e passou bem ao lado. Próximo mesmo. Quase se tocaram. Depois um destes trilhos se afastava fazendo uma curva e voltando novamente, colocando esta estrada que ia o ônibus, entre as duas linhas de trem. Depois veio outro trem do lado esquerdo. Havia ao lado deste trilho, num certo momento, algo parecido com passeio para pedestre. O ônibus subiu com um lado neste passeio, sendo que o outro ficou na estrada. Ele ficava quase que caindo de lado. Mas eu não sentia este efeito onde estava. Era como se eu apenas visse o que estava acontecendo, de um ângulo dentro do ônibus. Num certo momento, vieram dois trens de uma vez, o ônibus seguia entre os dois. Nisto, um pouco a frente, nesta estrada, tinha um homem com uma enxada nas costas. Ele então saiu correndo para que não fosse atropelado pelo ônibus, pois não tinha para onde correr porque os dois trens estavam passando em ambos os lados. Ele então viu um buraco no meio da estrada e pulou lá dentro. Foi à conta e o ônibus passou. Depois um dos trilhos se distanciava desta estrada e o ônibus também se distanciou do outro trilho de ferrovia. Ao lado então, vimos às duas linhas de trens, sendo que entre estas duas linhas de trens, havia uma pequena casinha onde moravam pessoas. Havia sete crianças, que seriam os filhos do dono da casa. Eles vestiam como padre franciscano. Aquelas roupas marrom e com capuz que os franciscanos usam. Só que no caso, estas roupas eram brancas. Eles pareciam estar todos os sete rezando. Então fiquei imaginando o perigo que eles corriam, morando entre as duas linhas do trem.

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CORRENDO VELOZMENTE DO BICHO ESTRANHO

Estava numa estrada comprida e reta, cercada de mato em ambos os lados. Nisto veio um bicho em alta velocidade. Alguém gritou para sair da frente, porque o bicho era muito feroz. Então dei um pulo e ele passou rapidamente. Sai correndo atrás do bicho, tão rápido quanto ele ia. Depois o bicho mudou de direção, vindo correndo atrás de mim. Sai correndo velozmente, mas o bicho estava me alcançando. Então pensei que era só voar que ele não me pegaria. Dei um grande salto e sai voando. Nisto vi o bicho passando logo abaixo de mim. Via só a poeira que ele fazia. O bicho mesmo não via. Fiquei pensando que ainda bem que o tal bicho não voava, senão estaria perdido.

ZIQUINHO, O POLVINHO DIFERENTE

NO FUNDO DE UM MAR BRAVIO, NO PORÃO DE UM NAVIO, QUE NAUFRAGOU POR LÁ.
DONA POLVA ESTÁ CONTENTE, SEU MARIDO IMPACIENTE, POIS SEUS FILHOS VÃO CHEGAR.

NAQUELE MESMO DIA, DURANTE UMA CALMARIA, DE UMA TARDE DE VERÃO.
NASCERAM OS POLVINHOS, QUE CHEGARAM DE MANSINHO, PARA ORGULHO DO PAIZÃO.

NASCERAM OS POLVINHOS, QUASE TODOS IGUAISZINHOS, SE NÃO FOSSE UM DOS IRMÃOS.
ENQUANTO SETE DOS POLVINHOS ERAM TODOS IGUAISZINHOS, UM SÓ ERAM BRANCÃO.

POR SER TÃO DIFERENTE, DERAM-LHE O NOME DE GENTE, ÀQUELE POLVINHO ENGRAÇADO.
POR SER TÃO BRANQUINHO, E BASTANTE MIUDINHO, DE ZIQUINHO FOI CHAMADO.

ENQUANTO TODA TURMINHA, VINHA PELA TARDINHA, E NO NAVIO BRINCAVA.
ZIQUINHO TRISTE SENTADO, SENTINDO-SE REJEITADO, NÃO SE CONFORMAVA.

MAS O SÁBIO PROFESSOR, QUE ENTENDIA TUDO DE COR, ERA UM GRANDE TUBARÃO.
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“TOME CUIDADO COM A ARRAIA, NADE ATÉ UMA PRAIA E DEIXE O SOL TE QUE…

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