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NA SALA DE AULA COM CASAMENTO DOS IRMÃOS

Estava numa sala de aula. Havia três fileiras de cadeiras. Cada fileira havia três cadeiras. Eu estava sentada na fileira do meio, na cadeira do meio. Bem no meio da sala. Duas pessoas sentavam ao meu lado, um homem e uma mulher. A professora entrou na sala e disse que ia fazer as perguntas. Então eu disse para a pessoa que estava ao meu lado, que já sabia o que a professora iria perguntar e sabia também a resposta. Que seria 1972. A pessoa ao meu lado perguntou qual seria a pergunta. Disse a ela que seria o ano em que a União Soviética, deixou de ser União Soviética. Estava numa vila, onde havia uma espécie de altar. Havia dois lugares para duas pessoas se casarem ao mesmo tempo. O padre ficava andando de um lado para outro. Nisto chegaram dois homens e ficaram ao lado destes dois pequenos altares. Eles eram irmãos. Então eu perguntei pela noiva e alguém disse que não era noiva e sim noivo. Perguntei como assim, e a pessoa disser que aqueles dois irmãos, iriam se casar com outros dois irmãos, de outra família. Então disse: “Irmãos que casam com irmãos, tem 100 anos de duração. O padre olhou com uma cara ruim para mim. Nisto me vi numa das ruas desta vila, correndo. Quando passava perto de um homem e várias crianças, ele disse que não tinha sido convidado para o casamento. Então disse a ele que podiam ir sem problemas, que ninguém acharia ruim. Continuei correndo e quando virei, vi que estava na rua errada. Voltei e entrei na rua, onde seria o casamento dos irmãos.

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CORRENDO VELOZMENTE DO BICHO ESTRANHO

Estava numa estrada comprida e reta, cercada de mato em ambos os lados. Nisto veio um bicho em alta velocidade. Alguém gritou para sair da frente, porque o bicho era muito feroz. Então dei um pulo e ele passou rapidamente. Sai correndo atrás do bicho, tão rápido quanto ele ia. Depois o bicho mudou de direção, vindo correndo atrás de mim. Sai correndo velozmente, mas o bicho estava me alcançando. Então pensei que era só voar que ele não me pegaria. Dei um grande salto e sai voando. Nisto vi o bicho passando logo abaixo de mim. Via só a poeira que ele fazia. O bicho mesmo não via. Fiquei pensando que ainda bem que o tal bicho não voava, senão estaria perdido.

ZIQUINHO, O POLVINHO DIFERENTE

NO FUNDO DE UM MAR BRAVIO, NO PORÃO DE UM NAVIO, QUE NAUFRAGOU POR LÁ.
DONA POLVA ESTÁ CONTENTE, SEU MARIDO IMPACIENTE, POIS SEUS FILHOS VÃO CHEGAR.

NAQUELE MESMO DIA, DURANTE UMA CALMARIA, DE UMA TARDE DE VERÃO.
NASCERAM OS POLVINHOS, QUE CHEGARAM DE MANSINHO, PARA ORGULHO DO PAIZÃO.

NASCERAM OS POLVINHOS, QUASE TODOS IGUAISZINHOS, SE NÃO FOSSE UM DOS IRMÃOS.
ENQUANTO SETE DOS POLVINHOS ERAM TODOS IGUAISZINHOS, UM SÓ ERAM BRANCÃO.

POR SER TÃO DIFERENTE, DERAM-LHE O NOME DE GENTE, ÀQUELE POLVINHO ENGRAÇADO.
POR SER TÃO BRANQUINHO, E BASTANTE MIUDINHO, DE ZIQUINHO FOI CHAMADO.

ENQUANTO TODA TURMINHA, VINHA PELA TARDINHA, E NO NAVIO BRINCAVA.
ZIQUINHO TRISTE SENTADO, SENTINDO-SE REJEITADO, NÃO SE CONFORMAVA.

MAS O SÁBIO PROFESSOR, QUE ENTENDIA TUDO DE COR, ERA UM GRANDE TUBARÃO.
PROCUROU POR ZIQUINHO, E LHE DISSE BEM BAIXINHO, TER ENCONTRADO A SOLUÇÃO.

“ZIQUINHO VOU LHE DIZER TUDO QUE TENS A FAZER, PARA PRETINHO FICAR”
“TOME CUIDADO COM A ARRAIA, NADE ATÉ UMA PRAIA E DEIXE O SOL TE QUE…

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