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VIAJANDO A PÉ ATÉ ITABIRA

Eu estava indo por uma estrada. Eu carregava algo nas mãos. Eu estava indo de Divinópolis ate Itabira, a pé. Alguém estava indo comigo, acho que era o Cândido, meu irmão. Mas ele vinha mais atrás. Eu corria e nas curvas do asfalto, eu tentava cortar as curvas. Eu ficava pensando que era perigoso, pois se viesse um carro, eu podia ser atropelado. Nisto eu comecei a correr bem rápido, para chegar logo em Itabira. Então cheguei numa cidade onde a rodovia seguia em dois sentidos. Eu entrei na cidade seguindo uma terceira rodovia que era estreita. Vi algumas pessoas conversando e perguntei a elas qual caminho era para Itabira. Elas não sabiam. Nisto quem vinham atrás de mim, disse não sei de onde, só ouvi a voz dele, que era para eu pedir para arrumarem o banheiro, porque ele estava chegando. Nisto vi uma mulher dentro de um cômodo, sentada a mesa. Ele levantou e disse que tinha ouvido, Pegou um rolo de papel higiênico e foi colocar no banheiro. Depois ela sai e abriu uma porteira que tinha numa outra estrada. Eu imaginei que aquela estrada onde ela abriu a porteira, fosse me levar de volta na outra rodovia que seguia nos dois sentidos. Depois, com medo de errar o caminho, eu decidi esperar pela outra pessoa, assim a gente seguia junto.

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CORRENDO VELOZMENTE DO BICHO ESTRANHO

Estava numa estrada comprida e reta, cercada de mato em ambos os lados. Nisto veio um bicho em alta velocidade. Alguém gritou para sair da frente, porque o bicho era muito feroz. Então dei um pulo e ele passou rapidamente. Sai correndo atrás do bicho, tão rápido quanto ele ia. Depois o bicho mudou de direção, vindo correndo atrás de mim. Sai correndo velozmente, mas o bicho estava me alcançando. Então pensei que era só voar que ele não me pegaria. Dei um grande salto e sai voando. Nisto vi o bicho passando logo abaixo de mim. Via só a poeira que ele fazia. O bicho mesmo não via. Fiquei pensando que ainda bem que o tal bicho não voava, senão estaria perdido.

ZIQUINHO, O POLVINHO DIFERENTE

NO FUNDO DE UM MAR BRAVIO, NO PORÃO DE UM NAVIO, QUE NAUFRAGOU POR LÁ.
DONA POLVA ESTÁ CONTENTE, SEU MARIDO IMPACIENTE, POIS SEUS FILHOS VÃO CHEGAR.

NAQUELE MESMO DIA, DURANTE UMA CALMARIA, DE UMA TARDE DE VERÃO.
NASCERAM OS POLVINHOS, QUE CHEGARAM DE MANSINHO, PARA ORGULHO DO PAIZÃO.

NASCERAM OS POLVINHOS, QUASE TODOS IGUAISZINHOS, SE NÃO FOSSE UM DOS IRMÃOS.
ENQUANTO SETE DOS POLVINHOS ERAM TODOS IGUAISZINHOS, UM SÓ ERAM BRANCÃO.

POR SER TÃO DIFERENTE, DERAM-LHE O NOME DE GENTE, ÀQUELE POLVINHO ENGRAÇADO.
POR SER TÃO BRANQUINHO, E BASTANTE MIUDINHO, DE ZIQUINHO FOI CHAMADO.

ENQUANTO TODA TURMINHA, VINHA PELA TARDINHA, E NO NAVIO BRINCAVA.
ZIQUINHO TRISTE SENTADO, SENTINDO-SE REJEITADO, NÃO SE CONFORMAVA.

MAS O SÁBIO PROFESSOR, QUE ENTENDIA TUDO DE COR, ERA UM GRANDE TUBARÃO.
PROCUROU POR ZIQUINHO, E LHE DISSE BEM BAIXINHO, TER ENCONTRADO A SOLUÇÃO.

“ZIQUINHO VOU LHE DIZER TUDO QUE TENS A FAZER, PARA PRETINHO FICAR”
“TOME CUIDADO COM A ARRAIA, NADE ATÉ UMA PRAIA E DEIXE O SOL TE QUE…

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