Era noite. Eu tinha que ir até a
empresa onde eu trabalhava, para substituir o Nathan. Esta empresa ficava num
local onde a rua tinha uns quatro metros de largura e o passeio de ambos os
lados tinha mais ou menos um metro de largura. Esta rua era toda em vai e vem. Tinha
uns cinco metros retos, depois fazia uma curva para um lado, mais uns três metros,
a curva era para o outro lado, depois ela fazia quase uma volta para o mesmo local
e assim por diante. Estava bem escuro, visto que havia um poste de luz quase em
frente à empresa e outro só uns 10 metros depois. Quando fui chagando, o Nathan
foi indo embora e disse que eu estava atrasado. Entrei na empresa e vi a maior
bagunça lá dentro. Parecendo quarto de criança. Fiquei pensando que ninguém
arrumava nada naquele lugar. Estava com minha câmara fotográfica na mão. Fui guardá-la
num local seguro. Como a empresa era só um cômodo quadrado cheio de coisas espalhadas,
fui até o canto dele, onde havia uma espécie de berço de criança, só que em
forma da letra “U”. Ele era todo acolchoado. Fui colocar minha câmara lá,
quando vi que o centro deste “U” estava molhado. Olhei para cima e vi que caia
uma goteira bem ali. Coloquei minha câmara ali mesmo, tendo o cuidado de não
deixá-la escorregar para o centro deste “U”. Olhei para a porta da empresa, que
estava aberta e com uma cortina tipo persiana fechando ela. Pela cortina via os
clarões dos relâmpagos. Fiquei com medo, pois era madrugada e ali estava escuro.
Então lembrei que tinha deixado minha mochila pendurada do lado de fora da
empresa. Corri até lá e quando passei pela persiana, vi que minha mochila não
estava mais lá. Vi um homem colocando algo no carro e usando uma mochila. Estava
ali ao lado da empresa corri até ele e tentei tirar a mochila, dizendo que
aquela mochila era a minha. Ele me empurrou e disse que aquela era dele e que
não sabia da minha mochila. Olhei direito e vi que não era a minha. Este homem
então entrou no carro e riu sarcasticamente para mim. Fiquei pensando que ele poderia
tê-la jogado dentro do carro. Com muito vai e vem este homem conseguiu virar o
carro e seguiu por aquela rua, rindo muito. Nisto chegaram minha mãe e dois de
meus irmãos e a Nathália. Eles perguntaram sobre a mochila. Disse que já era e não
a veria mais. Disse que tinha perdido algumas coisas. Lá dentro tinha nas divisões
pequenas, abafador de ruído. Na média tinha os blusões de uniforme da empresa. Na
grande havia uma capa de chuva. Depois lembrei que na divisão pequena da frente
tinha minhas moedas. Eram muitas moedas de um real, cinqüenta, e vinte e cinco
centavos. Fiquei encostado do lado de fora da empresa, pensando porque a
empresa tinha que ficar aberta a noite.
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sábado, 24 de março de 2012
A ESTREITA RUA DA EMPRESA
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Beechwood Rd, Chapmanville, WV 25508, EUA
domingo, 3 de outubro de 2010
O BERÇO NA PORTA
Estava indo por uma rua, até que cheguei ao final dela, onde havia algumas crianças brincando na porta de uma casa, e o Segundinho sentado cantando: “Vamos subir Galôoooo, vamos subir Galôoo.” Se referindo ao clube Atlético Mineiro. As crianças ficavam gritando “Cruzeiiiro”. Entrei na casa e a dona Judith estava lá dentro. Ela me deu um punhado (mão cheia) de bombinhas. Quando peguei as bombinhas, elas começaram a ficarem vermelhas e prontas para explodirem. Então joguei todas no chão e gritei que iam explodir. Nisto a dona Judith saiu pegando as bombinhas, dizendo que era assim mesmo e que nada iria explodir. Enquanto ela pegava as bombinhas, vi que havia um berço, tipo Moisés, afixado no portal da porta de entrada para a cozinha. Ele estava preso de um lado só, deixando pouco espaço para alguém passar. Eu passei porque sou bem magro. Ao passar, vi dentro deste berço um bebê que dormia. Peguei uma garrafa de coca cola de dois litros, que estava com água, para eu beber. Quando fui tentar beber a água, ali perto do bebê, o Segundinho tentava entrar na cozinha. Mas ele é meio gordinho e não conseguia passar pelo berço preso na porta. Ele esforçava muito para passar e começou a entortar o tal beco, para cabê-lo. A criança então começou a chorar. Mas o Segundinho conseguiu passar.
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