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quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

OS 11 NOVOS PATRIMÔNIOS MUNDIAIS DA UNESCO - Catedral, Sítio Arqueológico, Mosteiro e Floresta




Em conferência no Bahrein, comitê da Unesco elege os sítios que passam a ser patrimônio cultural ou natural da humanidade.



Em conferência no Bahrein, comitê da Unesco elege os sítios que passam a ser patrimônio cultural ou natural da humanidade. Catedral, Sítios Arqueológicos, Mosteiro e até florestas e rios amplos. Veja em nossa galeria 11 dos novos locais que vale a pena conhecer e proteger, em quatro continentes. 
01 - CATEDRAL DE NAUMBURG, ALEMANHA 
Erigida no século 13, a catedral da cidade no sul da Baixa Saxônia é uma obra prima da arquitetura Alta Idade Média. Especialmente famosas são as esculturas de aparência quase viva, atribuídas ao "Mestre de Naumburg". Entre elas, a melancólica Uta von Naumburg (foto), considerada a mulher mais bela da época. 
02 - GÖBEKLI TEPE, TURQUIA 
O sítio arqueológico no sudeste da Anatólia está sob suspeita de ser o templo mais antigo do mundo. A idade das colunas e cruzes de pedra no local é avaliada em 12 mil anos. Com isso, o santuário da Idade da Pedra teria o dobro da idade de Stonehenge, na Inglaterra, e das pirâmides do Egito. 
03 - MOSTEIROS BUDISTAS DE MONTANHA, COREIA DO SUL 
Apesar de séculos de repressão, em quatro mosteiros isolados – Tongdosa, Buseoksa, Beopjusa e Daeheungsa – a tradição do budismo coreano se manteve viva, do século 7º até hoje. O pagode principal, em cinco andares, é a marca registrada do templo de Beopjusa, onde em certa época viviam quase 3 mil monges. 



04 - MEDINA AZAHARA, ESPANHA 
No ano 936, o califa de Córdoba ordenou a construção de uma magnífica cidade real, dedicada a sua concubina Az-Zahra. Medina Azahara levou quatro décadas para ser erguida, mas após 44 anos foi destruída por líderes inimigos. Hoje, o sítio arqueológico no sul da Espanha oferece uma reveladora visão da cultura moura e da história do país. 
05 - HEDEBY E DANEVIRKE, ALEMANHA 
Em estilo completamente diferente, no século 9º os vikings construíram no norte da Alemanha o centro comercial Hedeby, protegido pela Danevirke, uma muralha com mais de 30 quilômetros de extensão. Uma oportunidade para ver esse povo nórdico, em geral tão belicoso, também como pacíficos comerciantes e artesãos. 
06 - PARQUE NACIONAL CHIRIBIQUETE, COLÔMBIA 
Com platôs e pinturas rupestres, o Parque Nacional Chiribiquete, na Bacia Amazônica, foi declarado Patrimônio da Humanidade tanto por sua natureza como por sua relevância cultural. Cerca de 75 mil pinturas pré-históricas documentam cenas de caça, batalhas, danças e cerimônias em torno do Culto do Jaguar. 
07 - THIMLICH OHINGA, QUÊNIA 
Os muros de Thimlich Ohinga subsistem há mais de 500 anos, apesar de serem construídos apenas de pedras sobre pedras, sem argamassa. Como mais importante sítio arqueológico da África Oriental, eles são um testemunho da cultura e artesanato das comunidades pastoris que povoaram a região do Lago Vitória a partir do século 16. 
08 - SÍTIOS CRISTÃOS OCULTOS NA REGIÃO DE NAGASAKI, JAPÃO 
Uma catedral, um castelo e dez aldeias contam a história dos missionários cristãos perseguidos no Japão, do século 17 ao 19. Eles sobreviveram em pequenas comunidades ao longo do litoral ou em ilhas distantes, desenvolvendo uma religião toda própria, rústica e singela. 



09 - RUÍNAS DE QALHAT, OMà
A cidade no nordeste do sultanado árabe foi um importante oásis comercial nos séculos 14 e 15. O Mausoléu de Bibi Maryam (foto), possivelmente dedicado a uma dama nobre, ainda recorda esses tempos prósperos. Na moderna Qalhat e seu porto hoje tudo gira em torno do gás líquido de Omã. 
10 - BAIRRO VITORIANO E ART DÉCO EM MUMBAI, ÍNDIA 
Arquitetura europeia combinada com design indiano é a marca registrada deste bairro na metrópole indiana. Os prédios vitorianos datam do século 19, o conjunto art déco, do século 20. A partir de Mumbai, esse estilo indo-gótico-déco se espalhou pelo subcontinente, e agora integra o patrimônio da humanidade. 
11 - PIMACHIOWIN AKI, CANADÁ 
Gigantescas florestas, rios amplos: há mais de 7 mil anos esta paisagem é o lar dos Anishinaabeg. "Pimachiowin Aki" significa "terra que dá vida". A obrigação de preservá-la está até hoje profundamente arraigada na cultura desse povo indígena canadense, numa busca de harmonia com a natureza. 

Fonte dos textos e fotos: msn.com / dw.com / Charlie Styforlamber / Thymonthy Becker / 


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SONHOS DE UM VIAJANTE
CABELO RUIVO

Estava na rua da casa da minha mãe. Estava anoitecendo. Minha mãe estava comigo. Havia um carro, tipo Jipe, sem capota. Havia duas pessoas neste carro, uma delas na direção. Sai dali com minha mãe, em direção ao centro, sendo que depois da linha, na Avenida Antonio Olimpio de Morais, não era rua, e sim um cômodo grande onde estava acontecendo uma manifestação. Eu teria que ir lá, libertar as pessoas que iriam para meu aniversário, e eram mantidas pelos manifestantes. Depois de andar um pouco, lembrei que não tinha pegado meu boné, que estava no Jipe. Parei e disse a minha mãe, que voltaria para pegar o boné, pois não iria lá sem ele. 


Olhei para trás e vi que o Jipe já estava indo embora. Então desiste e fui para o centro. Chegando neste cômodo, vi a sala onde as pessoas estavam sendo mantidas. Não queria que meus convidados me vissem sem o boné. Fiquei afastado, entrei noutra sala ao lado e disse para minha mãe atrair os manifestantes para onde eu estava. Nisto entrou onde eu estava uma mulher de uns 20 anos aproximadamente. Com uma trena, bati na cabeça dela, bem devagarzinho, quatro vezes. Mas ela não se importou. Então eu disse a ela, que quando se batia quatro vezes seguidas, a pessoas deveria desmaiar. Ela então caiu no chão, fingindo estar desmaiada. 


Fiz isto com outras três pessoas que entraram ali. Elas caíram no chão e ficaram quietas. Depois sai dali para tentar pegar outras pessoas. Mas fazia de tudo para não entrar na sala onde estavam meus convidados, para que não me vissem sem o boné, pois não queria que eles vissem que meu cabelo era ruivo. A medida que algum manifestante saia da sala, eu batia quatro vezes na cabeça deles, com a trena, e dizia que eles teriam que desmaiar. Todos os manifestantes eram mulheres. Quando terminei, sai correndo em direção onde o Jipe estava para pegar meu boné.







domingo, 19 de agosto de 2012

Parque do Itacolomi, Minas Gerais - Com 1.772 metros de altitude





















Foto - Marcos Jeronimo
Minas Gerais possui paisagens naturais cinematográficas. Quem quiser vivenciar um intenso contato com a natureza em meio aos mais belos cenários do estado deve começar por um de seus parques estaduais. Conheça o “parque estadual do Itacolomi”
Foto - Eduardo Tropia 
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Foto - Marcos Jeronimo
O Parque Estadual do Itacolomi, localizado nos municípios de Mariana e Ouro Preto, na região sudeste de Minas Gerais, a 100 quilômetros da Capital. Foi criado em 14 de junho de 1967, pela Lei nº 4.495 (.pdf - 46Kb). 
A unidade de conservação abriga o Pico do Itacolomi. Com 1.772 metros de altitude, era ponto de referência para os antigos viajantes da Estrada Real que o chamava de “Farol dos Bandeirantes”.



A palavra Itacolomi vem da língua tupi e significa “pedra menina”. Os índios viam o pico como o “filhote” da montanha ou “pedra mãe”.
Foto - Marcos Jeronimo
Foto - Marcos Jeronimo
Foto - Marcos Jeronimo
Foto - Marcos Jeronimo
PATRIMÔNIO NATURAL
O Parque possui uma área de 7.543 hectares de matas onde predominam as quaresmeiras e candeias ao longo dos rios e córregos. Nas partes mais elevadas, aparecem os campos de altitude com afloramentos rochosos, onde se destacam as gramíneas e canelas de emas. Abriga muitas nascentes, escondidas nas matas, que deságuam, em sua maioria, no rio Gualaxo do Sul, afluente do rio Doce. Os mais importantes são os córregos do Manso, dos Prazeres, Domingos e do Benedito, o rio Acima e o ribeirão Belchior.



Diversas espécies de animais raros e ameaçados de extinção podem ser encontrados na unidade de conservação, como o lobo guará, a ave-pavó, a onça parda e o andorinhão de coleira (ave migratória). Também podem ser vistas espécies de macacos, micos, tatus, pacas, capivaras e gatos mouriscos. Levantamentos identificaram mais de 200 espécies de aves, como jacus, siriemas e beija-flores. 
Foto - Marcos Jeronimo
Foto - Marcos Jeronimo
Foto - Marcos Jeronimo
Foto - Marcos Jeronimo
HISTÓRIA PRA CONTAR
Pelo Parque Estadual do Itacolomi e por Ouro Preto passaram as expedições em busca do ouro das Gerais. O patrimônio está preservado, dando ao visitante uma real visão da paisagem contemplada pelos antigos viajantes destes caminhos. 
No final do século 18, na busca por riquezas, o bandeirante paulista, Antônio Dias, avistou o Pico do Itacolomi, que serviu como ponto de referência, para que outras expedições chegassem ao local com facilidade.


No Parque, a Fazenda São José do Manso é um exemplar da arquitetura colonial deixado pelos bandeirantes em Minas. A Fazenda é tombada pelo IEPHA. Restaurada, a antiga sede da fazenda, a Casa do Bandeirista, é o Centro de Visitantes do Parque foi construída entre 1706 e 1708 e é uma das três amostras da arquitetura paulista em Minas Gerais, considerada por especialistas o primeiro prédio público do Estado, pois servia para cobrança de impostos e vigilância das minas. Foi tombada em 1998.




A Fazenda do Manso foi um pólo produtor de chá na primeira metade do século 20. O Museu do Chá abriga o maquinário alemão usado no beneficiamento do chá colhido nas lavouras da fazenda. 
Outra atração é a Capela de São José que possui uma Via-Sacra diferente, feita por artistas plásticas ouropretanas que utilizaram materiais colhidos na natureza para sua confecção. Também merecem destaque a Fazenda do Cibrão e as ruínas da Casa de Pedra. A Chácara dos Cintra é outra atração com suas ruínas e um grande portal em pedra sabão. 
Foto - Marcos Jeronimo
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INFRA-ESTRUTURA
A sede administrativa do Parque fica na fazenda São José do Manso, local que abrigou, na década de 1930, uma fábrica de chá. Hoje, o Parque possui uma completa infra-estrutura para atender visitantes e pesquisadores com Centro de Visitantes, biblioteca, alojamentos para pesquisadores e funcionários.


Algumas das edificações do Parque passaram por recente reforma e novas instalações melhoraram ainda mais a infra-estrutura de apoio a visitantes e pesquisadores. As obras foram realizadas com recursos do Projeto de Proteção da Mata Atlântica de Minas Gerais (Promata/MG). 
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Foto - Chico Trekking
Foto - Hélio Martins
VISITAÇÃO
A visitação é aberta de terça-feira a domingo de 8h00 as 17h00. O Parque dispõe de Centro de Visitantes, Museu do Chá e Casa Bandeirista, além de trilhas interpretativas e atrativos naturais. 
As visitas guiadas ao Pico do Itacolomi devem ser agendadas junto à administração. A área de camping, conta com estrutura de apoio, inclusive restaurante, devendo ser agendada a permanência no camping, pois o número de barracas é limitado.



Horário de funcionamento: 08:00 às 17:00h (terça-feira a domingo e feriados) 
Telefone: Fixo: (31) 3551-6193 
Email: peitacolomi@meioambiente.mg.gov.br 
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COMO CHEGAR
O acesso fica entre os municípios de Ouro Preto e Mariana. A partir de Ouro Preto, segue-se a BR-356 até o entroncamento com a MG-262, em direção ao parque. Outra opção é seguir, a partir do sul da cidade, a Rua Pandiá Calógeras, atravessar a estrada e seguir as trilhas sinalizadas. 
Distância de Belo Horizonte: 110 km
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Banho de cachoeira, travessias de córregos e rios, mirantes e a recompensa da visão de pedaços praticamente intocados da mata atlântica ajudam o turista a encontrar preciosos tesouros naturais guardados entre as montanhas da Minas Gerais. Venha viver essa emoção
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A GENTE SE ENCONTRA UM DIA DESTES EM ALGUM CANTINHO DE MINAS.

Fonte dos textos e fotos: Instituto Estadual de Florestas (IEF MG) / Thymonthy Becker / mochileiros.com / 







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