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quarta-feira, 5 de maio de 2010
OS BARRIS DE PÓ DE CARVÃO
Estava dentro de um pequeno galpão. Era um galpão de siderurgia, que servia de depósito de pó de carvão. Era todo fechado e tinha apenas uma pequena porta. Havia pó de carvão por todo lado. Eu estava deitado de costas, em cima de um pequeno monte de pó de carvão. Ao meu lado havia dois barris, que estavam cheio de pó de carvão também. Havia numa das paredes, ao lado de onde eu estava deitado, uma armação de ferro. Nisto chegou um homem com duas crianças bem pequenas e subiram por esta armação, até chegar numa pequena plataforma feita de chapa de aço. Ele então mandou que as crianças pulassem dentro do barril com pó de carvão. Com medo das crianças caírem na minha barriga, comecei a me arrastar, saindo de perto dos barris. Mas eu não tinha força suficiente. Quanto mais força eu fazia, mais ficava cansado e quase não saia do lugar. Nisto a primeira criança pulou, acertando em cheio o barril. Ela sumiu no pó que havia no barril. Ao cair lá dentro, levantou muita poeira de carvão. Fui me arrastando com toda dificuldade, para fugir do pó, que havia se espalhado no ar. Nisto a segunda criança pulou, bem em cima da minha barriga. Dei um grito de dor. Com a queda dela em cima de mim, afundei no monte de pó de carvão, onde eu estava deitado me arrastando. Então não vi mais nada. Lembrei da criança que tinha afundado no pó dentro do barril. Queria levantar para ir salvá-la. Mas não conseguia e também já não via mais nada. Nisto fiquei com falta de ar. Queria respirar, mas não conseguia, só engolia pó de carvão. Sem forças e engolindo pó de carvão, pensei: __Há, o jeito é desisitir mesmo.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
SENDO ENCOBERTO COM PÓ DE CARVÃO
Estava num local, que parecia se o galpão de deposito de carvão, de uma siderurgia. Estava muito cansado e deitei ao lado de uma esteira, em cima de uma plataforma, que ficava na entrada deste galpão. Havia um homem enchendo umas tubulações de pó de carvão. Estas tubulações tinham mais ou menos um metro de diâmetro e era feita do mesmo material que se faz a mangueira de jardim. Não sei de onde vinha o pó de carvão, mas ele já caia dentro destas “mangueiras gigantes” e o tal homem, só tinha que ir espichando a mesma. Nisto ele passou enchendo uma um pouco acima dos meus pés. Depois foi outra ao lado da minha cabeça. E foi passando várias por ali. Fiquei pensando porque ele estava fazendo aquilo, se ele tinha me visto deitado ali. Queria me levantar, mas não conseguia, não tinha forças nem para me mexer. Quando ele passou uma destas mangueiras, bem acima de mim, deixando apenas um feixe de luz passando. Imaginei que iria morrer por falta de ar. E se eu levantasse, todo o pó de carvão cairia em cima de mim e eu me sufocaria. Como não conseguia mexer, fui ficando ali. Quando ele passou mais uma em cima, sumindo o feixe de luz.
sábado, 20 de outubro de 2007
A floresta de carvão - O progresso estava chegando pelos trilhos do trenzinho que transportava pó de carvão para a roda de gusa
O progresso estava chegando pelos trilhos do trenzinho que transportava pó de carvão para a roda de gusa
Cheguei em uma cidade já anoitecendo, quase escuro mesmo. Percebi que estava no passado. Vi um trenzinho que trazia carvão em pó para uma siderurgia. Este trem era pequeno, os vagões deveriam ter no Maximo um metro de comprimento. A pessoa que estava comigo reclamava da chegada do progresso, que tinha trago só poluição e feito todos deixarem a cidade. Olhei para a as ruas e vi muito pó de carvão nelas.
Este homem então falava que tudo estava sendo destruído pelo pó de carvão. Nisto chegamos num local onde os trilhos deste mini trem passavam a uns 3 metros de altura.
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Este homem então falava que tudo estava sendo destruído pelo pó de carvão. Nisto chegamos num local onde os trilhos deste mini trem passavam a uns 3 metros de altura.
Continuamos andando, passando por baixo dos trilhos, e encontramos com outro homem que veio conversando com a gente. Nisto os trilhos do trenzinho entravam numa espécie de corredor cercado por duas paredes, tipo um túnel.
foto - ?
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O homem que encontrou que a gente entrou por este túnel, seguindo o trenzinho que tinha acabado de passar, carregando pó de carvão. Eu quis segui-lo, mas o homem que estava comigo disse que eu não devia ir. Continuamos andando. Nisto o homem que entrou atrás do trenzinho, voltou correndo, pois vinha algo pelos trilhos em direção a ele. Era um carrinho com uma hélice na sua frente e que girava muito rápido.
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Foto - Jeferson Luiz da Luz
Sai dali, deixando o índio e o cavalo cheio de pó de carvão, e fui para uma rua que estava cheia de pó de carvão. No rio ao lado desta rua, que parecia um braço de mar muito agitado, havia um pequeno navio com algumas pessoas. Nisto estas pessoas se agarraram numa peça do barco que estava dentro do mar. Esta peça era triangular e a parte mais larga que estava dentro do mar. À ponta do triângulo, era presa no barco. Havia uns 10 cabos de aço, amarrados na parte de baixo do triangulo e se juntavam nesta ponta.
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As pessoas que se se agarraram nestes cabos de aço começaram a gritar. Alguém do barco acionou uma alavanca o triângulo foi subindo levando todos para dentro do barco. Nisto chegou perto de mim aquele homem que vinha comigo e fomos embora dali. Ele disse que era para eu rezar em voz alta ou em silencio, do jeito que achasse melhor. Ele foi rezando de voz alta e eu de voz baixa.
A gente rezava o “Pai Nosso” e a “Ave Maria”. Nisto eu pensei em ir para a primeira rua, por onde cheguei ali. Mas fui para uma canoa que tinha naquele rio que parecia mar. Este "mar" estava muito agitando. Nisto vi um barco ao longe. Ele balançava muito. Algumas pessoas gritavam desesperadas pedindo ajuda. Essas pessoas se agarraram num triângulo parecido com o do barco anterior. Elas gritavam ate que alguém veio ver o que era e acionou novamente a tal alavanca e começou a puxá-los para dentro do barco.
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A gente rezava o “Pai Nosso” e a “Ave Maria”. Nisto eu pensei em ir para a primeira rua, por onde cheguei ali. Mas fui para uma canoa que tinha naquele rio que parecia mar. Este "mar" estava muito agitando. Nisto vi um barco ao longe. Ele balançava muito. Algumas pessoas gritavam desesperadas pedindo ajuda. Essas pessoas se agarraram num triângulo parecido com o do barco anterior. Elas gritavam ate que alguém veio ver o que era e acionou novamente a tal alavanca e começou a puxá-los para dentro do barco.
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A maré foi baixando rápido e a canoa ficou em terra firme. Ao sair desta canoa, vi trilhos de ferrovia. Fui indo por estes trilhos até que vi o trenzinho que transportava pó de carvão. Os trilhos iam para dentro de uma mata. Segui o trenzinho até lá e vi que era nesta mata que eles carregavam aquele trenzinho.
Havia alguns homens que derrubavam as árvores e as colocavam num forno gigante onde elas viravam pó de carvão. Imaginei que daquela forma que eles destruiriam toda a floresta. Tinha que fazer alguma coisa. Quando pensei isto, o trenzinho veio sem que eu percebesse e ao me atingir, pois eu estava no meio dos trilhos, me jogou dentro do pequeno vagão que continha pó de carvão.
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Havia alguns homens que derrubavam as árvores e as colocavam num forno gigante onde elas viravam pó de carvão. Imaginei que daquela forma que eles destruiriam toda a floresta. Tinha que fazer alguma coisa. Quando pensei isto, o trenzinho veio sem que eu percebesse e ao me atingir, pois eu estava no meio dos trilhos, me jogou dentro do pequeno vagão que continha pó de carvão.
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Ao cair naquele monte de pó, afundei. Não conseguia respirar e nem sair do pequeno vagão. Neste momento o trenzinho chegou numa pequena ribanceira, virou o vagão jogando todo o pó ribanceira abaixo, incluindo eu, que estava lá dentro. Fui rolando ribanceira abaixo, até que cheguei no mesmo lugar onde encontrei o homem que vinha comigo. Só que não estava mais no passado e sim, no futuro. Olhei procurando pela floresta que eles estavam transformando em pó de carvão e vi só deserto.
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Então conclui que não havia conseguido proteger a floresta. Que ela seria destruída de qualquer jeito e que tudo ali iria virar um grande deserto. Minha volta a passado, para tentar impedir tudo aquilo, foi em vão. O Trenzinho tinha me derrotado.
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