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quarta-feira, 29 de maio de 2019

Porto Vila, Vanuatu - Por fim, fiquei conhecendo toda a cidade juntamente com a Rúbia que já conhecia boa parte dela.




LEIA O QUE ACONTECEU COMIGO QUANDO VIAJEI PARA "PORTO VILA", VANUATU (Por Thymonthy Becker)
Na cidade de Porto Vila, em Vanuatu na Oceania, aconteceu o seguinte:
Caminhando por uma rua percebi que duas pessoas andavam do meu lado. Andei mais depressa para me distanciar destas pessoas. Quando ia me distanciando deles, um deles disse alguma coisa pra mim. Entendi que seria um comprimento e o cumprimentei também. Continuei andando rapidamente. Peguei um carro que estava ali, que seria um táxi. Dei o nome do local onde queria ir.



Parecia um bairro que estava sendo formado, pois não havia casas, apenas as ruas. O taxista dirigia indo de uma rua à outra. Fazia muita poeira. Desci do táxi e fui caminhando em meio aquela poeira. O taxista ao entrar na poeira que ele mesmo tinha feito, não vendo nada, o carro saiu da rua e quase bateu numa árvore que tinha no terreno ali. Não havia ninguém por perto. Percebi que estava sozinho e tudo aquilo poderia ter sido só um erro do taxista. resolvi seguir a pé.
Andando por uma daquelas ruas, cheguei num gramado verdinho, tipo campo de golf. Só não era plano. Havia várias ondulações que não eram mais de 1 metro de altura. Nisto vi uma mulher gesticulando do outro lado deste campo gramado e falando algo que eu não entendia. Havia uma espécie de porta de garagem num destes pequenos morros. Mas esta porta não tinha mais que meio metro de altura. Nisto apareceu um homem dizendo em inglês que ela mulher era boliviana e não sabia falar inglês e, só queria que tirassem o carro dela que tinha dado defeito naquele pequeno morro.



Eu fiquei pensando como ela levou o carro até ali. Então fui até aquela mulher, que deveria ter uns 25 anos e tentei encontrar o defeito do carro, mesmo não sabendo nada de mecânica de automóvel.  Claro que não consegui. Mas consegui alguém ali para chamar um mecânico que enfim, conseguiu fazer com que o carro funcionasse novamente.
Acabei por conseguir uma carona com esta mulher, cujo nome eh Rúbia. Ela estava a trabalho em Port Vila para uma Multinacional já ha três meses e iria ficar mais três meses. Na verdade ela residia na Espanha. Então me hospedei no mesmo hotel em que ela estava, bem distante de onde o taxista tinha me levado.
Por fim, fiquei conhecendo toda a cidade juntamente com a Rúbia que já conhecia boa parte dela.
Numa noite, caminhando tranquilamente pela rua central indo com a Rúbia para um jantar, tinha um casal andando um pouco na nossa frente, quando percebi que um cachorro parecia que vinha correndo para nos pegar. olhei para trás e vi um homem andando de patins e seguindo ele vinha um gato. Este homem no patins passou rápido por mim e quase atropelou o casal que ia na nossa frente.



logo que ele passou, veio outro e a gente se assustou. Atrás destes dois homens que estavam de patins vinha o gato e aquele cachorro que parecia vir em minha direção que começou a seguir o gato. Rimos muito de tudo aquilo.
Ficou estes fatos muito legais quando de minha viagem para Port Vila em Vanuatu.

VALEU POR VIAJAR COM A GENTE





sábado, 14 de julho de 2018

A LUZ NA ESCURIDÃO (Primeiro Dia)




UM POSTE DE LUZ NA ESCURIDÃO - 38.690.........28.008 (E contando)
Aqui na Vila Operária onde moro e pertence a Rede Mineira de Viação, tem apenas uma rua, que liga a Catedral do Divino Espírito Santo até a Rede Mineira de Viação. As demais supostas ruas são apenas estradinhas passando em meio ao mato que sempre estão invadido essas ruas.
A vila eh pequena e a energia elétrica que usamos eh obtida pela usina da própria Rede Mineira de viação, construída no rio Itapecerica.
Os postes de luz são de trilhos da ferrovia, fincados no chão, bem no meio da rua que eh bem larga, assim iluminam os dois lados da rua, embora as lâmpadas sejam incandescentes e geralmente de 60 velas. Com isso, a iluminação da rua eh bem pouca mesmo.
As estradas de que falei e que são geralmente invadidas por matos, uma delas leva ate o Santuário de Santo Antônio, que fica bem distante desta rua principal, vai até a praça do Santuário que fica ao lado dele, e ate as Obras Sociais da Igreja, que fica bem no alto do morro, já bem distante. 
Nos finais de semana, as pessoas vão até a Praça do Santuário. Lá, os homens circulam pela praça no sentido do relógio, e as mulheres no sentido contrário. Esta eh forma de paquerar aqui. Era só flertar, pois pegar na mão não podia beijar seria uma ofensa grave, a não ser que ninguém estivesse olhando.
Meu pai, como a maioria das pessoas daqui, vai até esta praça ficar “rodando” em sua paquera.
Na volta, geralmente lá pelas 20 horas, 21 horas já eh considerado madrugada, ele vem por uma destas estradinhas, que traz até a Vila Operária, que eh onde moramos e está instalada a Rede mineira de Viação.
Nesta estradinha, pouco antes da entrada da Vila, tem um único poste de luz. 
Quando ele vem à noite, sozinho, sempre escuta passos que parece ser alguém o seguindo, e olhando para trás, jurava que via um vulto de homem, todo de preto. Ele andava o mais rápido possível, com medo, claro. Ao chegar debaixo deste poste de luz, ele para e espera para ver quem vinha o seguindo passar por ali. Porém, os passos não se faziam ouvir quando ele parava, e ninguém passava por ele. Depois, ele saia rapidamente até chegar a sua casa. 
Ele nos dizia, quando nos contava estas histórias, que aquele era o homem do saco, que pegava os meninos que ficassem na rua à noite ou desobedecesse a suas mães. 
Claro que depois de ouvir esta historia, sair à noite nem pensar, mesmo porque a gente era menino e os postes de luz no meio da rua estão lá para mostrar que meu pai não mentia. 
Ele contou uma vez, que já depois de casado, passando por este poste de luz, viu um volto e tinha certeza que era o tio dele, que ele tinha visto apenas em fotos, pois morava na Ilha da Madeira, em Portugal e nunca tinha vindo ao Brazil. 
Aconteceu que depois de alguns dias chegou um telegrama de Portugal, dizendo que este mesmo tio dele, tinha morrido naquela data em que ele afirmava tê-lo visto debaixo do poste de luz. 
A história de que havia um homem do saco que pegava as crianças desobedientes fez com que os meninos aqui da Vila Operária não saíssem a noite de jeito nenhum. E se saíssemos não íamos além da porta de nossa casa.
Meu pai conta muitas histórias pra gente, a maioria deixa a gente com medo. 
Eu nunca vi e nunca soube de nenhum outro menino que tenha visto esse homem do saco preto. 
Sei que aqui na Vila Operária tem um homem que anda com um saco nas costas e mora no porão da igrejinha que tem aqui na Vila. Mas ele anda eh durante o dia com esse saco, que não eh preto, nas costas e todas as pessoas daqui chama ele de "Toim Preto"