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domingo, 2 de junho de 2019

Wellington, Nova Zelândia - Dando um trabalhão danado para as enfermeiras




Fatos pitorescos que aconteceram em minha volta ao mundo. Desta vez em Wellington na Nova Zelândia (Por Thymonthy Becker)




Estávamos indo de carro que alugamos da capital Wellington para a cidade de Rotorua, onde ha concentração de vulcões e muitos geysers. Eu quem dirigia o carro. Saímos bem cedo. Dirigindo por uma rodovia muito legal, passamos ao lado de um abismo bem profundo. Pouco tempo depois a rodovia descia este abismo, ou parecia que ia descer todo ele. Quando chegamos lá em baixo, eu olhei para cima, e vi algumas pessoas sentadas na beira do abismo, lá em cima. Chegamos enfim em Rotorua. Chegamos e sentamos numa mesa de uma lanchonete, a gente estava com fome e fomos comer alguma coisa primeiro antes de ir ver os vulcões. Conversando com o proprietário deste estabelecimento.



Ele dizia que vinha muitas pessoas de muitos países ali, só para ver os vulcões e que isso era bem legal, pois conhecia pessoas de vários países. Disse a ele que era a primeira vez que estávamos ali. Nisto chegou um homem sorrindo e nos serviu algo para comermos que não sei bem o que era então, ficamos enrolando e nenhum de nós queria provar o que havia nos servido. Eu não tinha a menor ideia do que era. Meus amigos também não. Para não ficar feio pra gente, demos ao Nathan a tarefa de embrulhar aquela comida e levar conosco, pois nenhum de nós se arriscou a comê-la. Enfim, pagamos a conta e saímos desta lanchonete.
Então fomos ver a região vulcânica. Eu estava observando aquele local magnífico, embora com muito cheiro de enxofre, e havia duas pessoas próximas a mim. Estas duas pessoas desceram em direção a um geyser, por um caminho que era bem difícil de descer, porque era de rocha que parecia uma pedra lisa e molhada, devido aos geysers. Eu então fui tentar segui-los e escorreguei, cai e fui descendo escorregando de bunda.



Não conseguia me segurar em nada e só fui parar quando cheguei a um pequeno poço de lama negra. Os responsáveis ficaram bravos comigo porque eu não podia ter saído dos locais permitidos, porque eu tinha colocado em risco minha saúde. Fiquei bastante machucado e com queimaduras, mas nenhum osso quebrado. Fui levado até um hospital fizeram os curativos nos machucados. As enfermeiras falavam alguma coisa comigo que eu não entendia, mas sabia que elas estavam tentando entender o que tinha acontecido. 

Achamos melhor voltar para Wellington, e não ficar hospedado ali como a gente tinha planejado, porque eu já achava que todos me olhavam como se eu fosse destruir tudo ali. 
Quando fui descer uma rampa que tem na entrada deste hospital, para azar meu, escorreguei e caí. As enfermeiras que estavam ali na entrada ficaram me olhando levantar, o que fiz rapidamente, balançando a cabeça fazendo um não, como se não estivem acreditando que eu tinha caído outra vez.



Resultado. Tive que voltar e refazer alguns curativos, pois na queda na rampa, sangrou o machucado e eu fiquei sentindo muita dor. 
Uma enfermeira trouxe uma cadeira de rodas e disse para meus amigos me levarem nela antes que eu caísse outra vez. Assim fui até o carro, de cadeira de rodas e com os olhares reprovadores das enfermeiras. 

Saindo, do hospital, dei thyal para as enfermeiras. Umas retribuíram o thyal e começaram a rir, outras só balançaram a cabeça reprovando o acontecido. 
Voltamos para Wellington, o Nathan foi dirigindo e eu acabei que fui dormindo, acredito que devido ao medicamento que tomei para a dor. Chegamos de madrugada em Wellington.



A notícia boa eh que no fim terminou tudo bem. 
A notícia melhor ainda eh que ficou essa história pra contar de quando estive na Nova Zelândia. Muito show de bola

VALEU GENTE - ATÉ A PRÓXIMA 




Por Thymonthy Becker



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sexta-feira, 31 de maio de 2019

Kiribati, Oceania - Um país cheio de peculiaridades




Viajando para o futuro chegamos primeiro no novo ano, mas sabíamos que o passado nos esperava   (Por Thymonthy Becker)



Uma das viagens mais legais que já fiz, sem dúvidas foi para a República de Kiribati na Oceania, mais precisamente para a pequena cidade de Bairiki e Kiritimati.
Havia muitos motivos para nós fazermos esta viagem e passar o réveillon neste pequeno, mas extraordinário país da Oceania, que eh composto de 24 ilhas, mas somente 8 delas eh habitada.

Primeiro, porque os cientistas dizem que este país, com pouco mais de cem mil habitantes  irá desaparecer em no máximo 60 anos, devido ao aquecimento global e consequente subida dos níveis dos oceanos. Então, quem puder, vá conhecê-lo, porque ele poderá, num futuro bem próximo, fazer parte somente dos livros de história. E você só poderá conhecê-lo nas bibliotecas ou em algum documentário na tv.


Segundo, porque eh o único lugar da terra onde você pode estar em quatro lugares diferentes ao mesmo tempo. Bem, teoricamente sim, porque as ilhas que forma o país estão nos quatro hemisférios da terra, mas não podemos estar nas quatro ilhas ao mesmo tempo. Mas isso não diminui a sensação de estar em quatro lugares diferentes, teoricamente, ao mesmo tempo. 

Terceiro, porque podemos viajar para o futuro, sem precisar de máquina do tempo e sem precisar de ir para o espaço ficar viajando anos e anos. Isto porque a pequena cidade de Kiritimati, que tem cerca de 5 mil habitantes, tudo chega primeiro. Eh o primeiro lugar da terra onde o ano novo chega.




Assim na virada do ano que passamos lá, entramos no ano novo enquanto todo o resto da terra estava no ano velho. Teoricamente então, estávamos no futuro e todo o restante do planeta estava no passado. Eh uma sensação muito legal saber que você chegou na frente e os outros seguem apenas suas pegadas.
Quarto, porque podemos conhecer um pouco da cultura, dos sabores, do cotidiano deste povo sorridente, receptivo, acolhedor e esperançoso com a possível mudança de seu país para um local seguro.


Visitamos um museu muito show de bola onde retrata um pouco da história de Kiribati, assim você vai entender melhor a história deste Atol. Soubemos inclusive que neste país, antes de 1995, devido a linha Internacional de Data, o Oeste do país era Domingo de manhã e o Leste era sábado de manhã. Interessante, o pais vivia em dois dias diferentes. Muito show de bola isso. Mas em 1995 realinharam a Linha Internacional de Data e acabaram com essa peculiaridade de Kiribati. 
Nesta onda de estar no futuro, fomos até o extremo de Kiritimati, onde o dia chega primeiro e consequentemente o ano. Claro, até onde nos permitiam ir. Depois da euforia da virada do ano fomos para nossa pousada dormir e esperar o resto do mundo entrar no ano novo.
No dia seguinte, com um guia turístico fomos aproveitar o que de bom tem em Kiritimati. Passeio de barco pelas ilhas, mergulho nestas águas super claras (eu nem pensar em fazer isso), praia e pescar em alto mar.



Meus amigos gostaram da ideia de pescar em alto mar e lá fomos nós. Alugaram tudo para esta pescaria com o próprio guia. Eu não curto pescaria, mas não gostaram da ideia de me deixar sozinho na vila (diziam que tinha medo que eu provocasse o sumiço da ilha antes mesmo do nível do mar subir). Eles sempre gostam de lembrar os fatos inusitados que aconteceram comigo, como se estas coisas acontecessem só comigo. Mas enfim, fui para a tal pescaria.
A ideia era ir para alto mar, mas como a turma ficou meio que com medo do alto mar, o barco não parecia tão seguro assim e me zoavam dizendo que eu podia afundar o barco, embora o guia sabia muito bem o que estava fazendo, decidiram pescar no "baixo" mar mesmo. 
Pareciam que nunca tinham participado de uma pescaria antes, embora no mar nunca tinham pescado mesmo. Estavam fazendo uma bagunça com as linhas, com os os anzóis, deixando o guia meio desorientado por nunca ter visto tantos amadores num barco só.



Quando conseguiam desembraçar as linhas e tentavam lançar a isca no mar, fazia o lançamento com a vara, mas o anzol nem saia do barco. Eu ria muito daquilo tudo, porque se fosse comigo diriam que eu sou desastrado e lerdo. Mas eram com meus amigos e então tratei de rir muito da situação, afinal, não era todo dia que tinha motivos para zoar deles, então aproveitei.
Diante de tanta confusão de linhas e anzóis, fui ajudar o guia a desembaraçar as linhas. Quando fazia isso, um de meus amigos com a vara na mão lançou a isca ao mar. Mas era justamente a linha que eu estava desembaraçando. Ao fazer isso, o anzol entrou na minha mão na parte de dentro do dedão. Doeu muito e eu comecei a gritar e espernear gritando por socorro, pedindo para tirarem logo o anzol. Meus amigos pediam para eu parar de gritar senão iam achar que eu estava afogando. Mas doía muito, muito mesmo, no que eu comecei a não me sentir muito bem.



O anzol tinha entrado com a fisga para dentro da minha mão e não tinha como puxá-lo, porque se fizessem isso vinha rasgando meu dedo. Teria que ir para um hospital para fazerem isso. Cortaram a linha próximo ao anzol e fomos nós para o atendimento médico mais próximo. O médico anestesiou minha mão, já que eu parecia que estava morrendo, diziam meus amigos, e retirou o anzol Enfaixou minha mão que assim ficou por um bom tempo. 
Depois que saímos do atendimento médico, saímos do hospital e eu fiquei meio que rindo sem graça devido ter ficado gritando perto das enfermeiras, mas só depois da mão enfaixada que percebi que não precisava gritar tanto. Mas depois que a gente esta bem tudo parece mais fácil. Falei com meus amigos que a culpa daquela vez, de ter acontecido alguma coisa, não era minha. Mas eles disseram que eu não precisava fazer nada, só de estar em algum lugar já era um risco total. (Não achei graça nenhuma)



No fim, voltamos para o passado, quero dizer, seguimos nossa viagem para darmos a volta ao mundo.
Este destino foi o mais inesquecível de todos, porque pude viajar no tempo, começar o ano novo primeiro que todo o planeta, num país que eh um verdadeiro paraíso na terra e que futuramente não poderá existir mais. 
Foi muito show de bola, foi pra nunca esquecer.