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TROCANDO A BLUZA PARA VIAJAR


Estava num local, onde entrei num ônibus que ia para Belo Horizonte. Eu sentei na frente e fui conversando com o motorista. Nisto o ônibus parou numa esquina, o motorista desceu e eu desci com ele. Saímos conversando. Eu dizia a ele que meu plano de saúde era o do Plansfer, que era muito bom e a gente não pagava nada. Ele dizia que não tinha plano de saúde. Nisto olhei para trás e vi que o ônibus estava saído. Então percebi que havia trocado o motorista e era para eu não ter descido. Nisto percebi que eu estava usando uma de dormir. Então pensei que eu tinha me esquecido de trocar de roupa antes de sair. Então percebi que eu estava no bairro Danilo Passos. Sai andando procurando um local para trocar de blusa, sem que ninguém visse. Eu andava por umas ruas estreitas, algumas pessoas passavam por mim, mas ninguém reparava nada. Nisto cheguei num beco onde coloquei uma camisa vermelha. Sai andando e percebi que aquela camisa era minha, e que tinha sumido há muito tempo. Quando eu andava, uma criança veio e foi andando ao meu lado. Eu procurava um jeito de voltar para casa, mas não achava a saída do bairro.

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Estava numa estrada comprida e reta, cercada de mato em ambos os lados. Nisto veio um bicho em alta velocidade. Alguém gritou para sair da frente, porque o bicho era muito feroz. Então dei um pulo e ele passou rapidamente. Sai correndo atrás do bicho, tão rápido quanto ele ia. Depois o bicho mudou de direção, vindo correndo atrás de mim. Sai correndo velozmente, mas o bicho estava me alcançando. Então pensei que era só voar que ele não me pegaria. Dei um grande salto e sai voando. Nisto vi o bicho passando logo abaixo de mim. Via só a poeira que ele fazia. O bicho mesmo não via. Fiquei pensando que ainda bem que o tal bicho não voava, senão estaria perdido.

ZIQUINHO, O POLVINHO DIFERENTE

NO FUNDO DE UM MAR BRAVIO, NO PORÃO DE UM NAVIO, QUE NAUFRAGOU POR LÁ.
DONA POLVA ESTÁ CONTENTE, SEU MARIDO IMPACIENTE, POIS SEUS FILHOS VÃO CHEGAR.

NAQUELE MESMO DIA, DURANTE UMA CALMARIA, DE UMA TARDE DE VERÃO.
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NASCERAM OS POLVINHOS, QUASE TODOS IGUAISZINHOS, SE NÃO FOSSE UM DOS IRMÃOS.
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POR SER TÃO DIFERENTE, DERAM-LHE O NOME DE GENTE, ÀQUELE POLVINHO ENGRAÇADO.
POR SER TÃO BRANQUINHO, E BASTANTE MIUDINHO, DE ZIQUINHO FOI CHAMADO.

ENQUANTO TODA TURMINHA, VINHA PELA TARDINHA, E NO NAVIO BRINCAVA.
ZIQUINHO TRISTE SENTADO, SENTINDO-SE REJEITADO, NÃO SE CONFORMAVA.

MAS O SÁBIO PROFESSOR, QUE ENTENDIA TUDO DE COR, ERA UM GRANDE TUBARÃO.
PROCUROU POR ZIQUINHO, E LHE DISSE BEM BAIXINHO, TER ENCONTRADO A SOLUÇÃO.

“ZIQUINHO VOU LHE DIZER TUDO QUE TENS A FAZER, PARA PRETINHO FICAR”
“TOME CUIDADO COM A ARRAIA, NADE ATÉ UMA PRAIA E DEIXE O SOL TE QUE…

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