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sexta-feira, 13 de abril de 2012
A CURA PELOS BEIJA-FLORES
TODOS OS DIAS, AO ENTARDECER, VOU CAMINHANDO MEIO QUE APRESSADAMENTE PELO LARGO E LONGO PASSEIO QUE VAI DA IGREJA MATRIZ, NO CENTRO DA CIDADE, ATÉ A BASÍLICA DE NOSSA SENHORA APARECIDA.
E COMO QUASE SEMPRE ACONTECE, COMERCIANTES AO LONGO DESTE PASSEIO JOGAM CANJIQUINHA PARA QUE AS ROLINHAS POSSAM SE ALIMENTAR NAS PROXIMIDADES DE SEU COMÉRCIO.
AS VEZES SÃO CENTENAS DELAS SE ALIMENTANDO ALI.
QUANDO QUALQUER PESSOA SE APROXIMA, AS ROLINHAS SAEM VOANDO E RETORNAM ASSIM QUE A PESSOA TENHA PASSADO.
ISTO TAMBÉM ACONTECE QUANDO VOU PASSANDO POR ESTE LONGO PASSEIO.
MAS HOJE TINHA ALGO DIFERENTE. O POR DO SOL ESTAVA MAIS ALARANJADO, A BRISA SOPRAVA CALMAMENTE ANUNCIANDO QUE A NOITE SERIA MAIS FRIA QUE A ANTERIOR.
QUANDO FUI ME APROXIMANDO DAS CENTENAS DE ROLINHAS QUE SE ALIMENTAVAM ALI, PERCEBI ALGO DIFERENTE, POIS ELAS NÃO SE IMPORTARAM COM A MINHA CHEGADA.
CONTINUEI CAMINHANDO NORMALMENTE E QUANDO FUI PASSANDO, ELAS SE LIMITAVAM A SAIR APENAS DA FRENTE DE MEUS PASSOS, ISTO SEM SEQUER VOAR. E NÃO IMPORTAVA A DIREÇÃO QUE EU TOMASSEM, ELAS SAIM DA FRENTE COM PRECISAM.
ASSIM SENDO, NÃO ATINGIA NENHUMA DELAS.
MAS, SEM VER ONDE ESTAVA PISANDO, ACABEI POR PISAR EM UM PEQUENO BURACO DESPE PASSEIO, ONDE MEU PÉ VEIO A TORCER. OUVI APENAS UM ESTALO.
A DOR FOI TERRÍVEL. GRITEI E AINDA ASSIM AS ROLINHAS CONTINUAVAM IGNORANDO MINHA PRESENÇA.
LEVEI AS MÃOS AO PÉ, VI QUE O MESMO TINHA FICADO ROXO NO LOCAL E QUE POSSIVELMENTE TINHA ACONTECIDO UMA TORÇÃO FORTE.
ESFREGANDO O PÉ DEVIDO A DOR MUITO FORTE, VI QUE UM BEIJA-FLOR CHEGOU E COMEÇOU A VOAR EM MINHA VOLTA. DEPOIS VEIO OUTRO E MAIS OUTRO ATÉ QUE HAVIA UNS 10 OU MAIS BEIJA-FLORES.
UM A UM ELES FORAM POUSANDO NO MEU OMBRO E NA MINHA CABEÇA.
A MEDIDA QUE IA POUSANDO EM MIM, A DOR DO MEU PÉ IA SUMINDO ATÉ QUE SUMIU TOTALMENTE. OLHEI PARA O PÉ E NÃO VI NADA ROXO, PARECENDO NÃO TER ACONTECIDO NADA. ENDIREITEI O CORPO VAGAROSAMENTE PARA NÃO ESPANTAR OS BEIJA-FLORES, MAS ELES SAÍRAM VOANDO E FORAM EMBORA.
NÃO SENTIA NADA MAIS NO PÉ E AO SAIR ANDANDO NORMALMENTE, AS ROLINHAS SAÍRAM VOANDO, COMO SE ESTIVESSEM ME VISTO SÓ NAQUELE MOMENTO.
CONTINUEI POR AQUELE PASSEIO TENTANDO ENTENDER O QUE HAVIA ACONTECIDO.
AINDA NÃO ENCONTREI UMA EXPLICAÇÃO PLAUSÍVEL.
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terça-feira, 5 de outubro de 2010
DE JOELHOS NO CHÃO
Estava chegando numa casa. Entrei numa sala, acompanhado de uma mulher e um homem. Dentro desta sala, tinha uma cisterna, que estava com água até quase a borda. Dentro dela havia um homem encostado na lateral, gemendo de dor. Ao lado dele tinha um menino. O menino disse que o tal homem tinha machucado a perna ali dentro da cisterna. A tal mulher e homem que me acompanhavam, me pediram para ir até outra sala. Então ajoelhei, levantei a perna esquerda, segurando-a com a mão esquerda e fui pulando de joelhos. Disse para o homem da cisterna, que estava andando daquele jeito, para me solidarizar com a dor que ele sentia. Fui assim pulando com um joelho só, até outra sala. Atravessei o que seria um jardim de inverno e entrei num salão. Tudo isto, pulando de joelho. Ao chegar ao salão, vi várias pessoas que também estava com um joelho só no chão, e segurando a outra perna. Todos disseram que ficaram com “dó” do tal homem da cisterna.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
CAINDO DA ESCADA
Estava trabalhando com o Eduardo numa empresa. Nisto subi numa escada, desta de abrir. Só que ela era muito alta. Quando cheguei lá em cima, a escada começou a balançar muito. Então o Eduardo colocou o pé dela no pé da escada, para firmá-la, até eu descer. Mas quando fui começar a descer, a escada caiu de lado. Bati no chão com muita força, de lado, mas não senti nada. Sai andando normalmente. Nisto cheguei num local, onde havia um banco de jardim, em cima de uma plataforma, parecida com estação ferroviária. Uma mulher estava sentada neste banco com alguns papéis nas mãos. Havia várias pessoas por ali. Outra mulher em pé, nesta plataforma, chamava por alguém. Nisto alguém me perguntou se não era por mim que chamavam. Fui até a mulher que estava em pé, perguntei se chamava por mim. Ela disse que não, que eu seria o próximo. Nisto chegou um homem machucado e mancando, sentou ao lado da mulher no banco. Então perguntei para uma pessoa que estava ao meu lado, porque chamavam a gente ali. Ela então disse que aquela mulher era uma juíza de direito. Que eu tinha caído da escada e que deveria contar como foi para ela. Assim ela iria determinar qual o valor da indenização que eu teria direito. Então disse que eu nem tinha me machucado. Esta pessoa então disse para eu mentir.
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