Mostrando postagens com marcador escolhas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador escolhas. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
APENAS 10 ANOS
Se me for dado o direito de escolha, eu quero as tardinhas, aproveitando os ventos de agosto, soltar papagaios, que eu mesmo faço, coloridos e com bambulinhas, dar toda a linha do tomador, que meu irmão faz, e vê-lo coroar no céu.
Se me for dado o direito de escolha, quero correr na frente dos meus 17 irmãos, quando minha mãe chamar para tomar café da tarde, para poder tentar pegar o pedaço maior daquela bisnaga de pão de sal, que minha mãe, todos os dias, divide em 18 pedaços, depois ficar medindo com eles, para ver quem pegou o pedaço maior.
Se me for dado o direito de escolha, quero ir puxando o carrinho de madeira que meu pai fez ir até o armazém da Rede, fazer as compras do mês. Ele sempre compra 60 kg de arroz, 60 kg de açúcar, 30 kg de feijão e muitas outras coisas. Na volta, não conseguir puxar o carrinho, que esta pesando demais, e ouvir meu pai dizer: “vamos moleza, força! Né homem não?”.
Se me for dado o direito de escolha, quero ir com meu pai, pegar o trem na estação, viajar ao som da Maria-fumaça, olhando a paisagem, onde as árvores que parecem estar correndo, umas mais que as outras. Depois que chegar a Carmo do Cajurú, ir a pé, fazendo festa, ate a barragem, no caminho comendo “milho de grilo, pitanga” e qualquer outra fruta do mato, que meu pai diz que podemos comer. Na volta, andando naquela estrada de terra, ficar entediado porque Carmo do Cajurú parece que nunca vai chegar. E quando chegamos, ouvimos o chefe da estação dizer: “o misto está atrasado 3 horas”.
Se me for dado o direito de escolha, quero ficar da veneziana do quarto do meu pai, ver a chuva cair e me perguntar como ela chegou lá em cima, ouvir o som do vento passando pelas frestas da janela, ver a árvore que plantei no jardim, ser balançada pelo vento, e saber que minha mãe vai xingar, pois o vento derruba muitas de suas folhas que são bem pequenas e ficar de coração apertado, quando ela diz “vou mandar seu pai cortar esta porcaria”.
Se realmente eu tiver direito a escolha, eu quero sempre, ter apenas 10 anos.
copyrigth "By Thymonthy Becker" (texto e imagem)
Marcadores:
carmo do cajuru mg,
CRIANÇA,
dez anos,
escolhas,
infância,
locomotiva,
tre
Postado em: Anchorage, Alaska, USA / Local:
183 Prince St, New York, NY 10012, USA
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
PARA ONDE ESTAMOS INDO?
Você
sabe qual o caminho que você esta seguindo agora? Sempre ouvimos dizer
que tudo já esta escrito, que não há como escapar do destino que nos foi
reservado.
Na
bíblia, Jesus Cristo, já dizia que seu pai sabia tudo que nos
aconteceria, já sabia de toda nossa vida.
Então,
não importa o que façamos, não importa as lutas, as conquistas ou
derrotas, não importa as escolhas, afinal, se temos um destino, qualquer
escolha que fizermos, nós não conseguiremos sair do que já foi escrito
para nós.
Na verdade, não é bem assim.
Existem
muitas escolhas, muitos caminhos colocados diante de nós, durante
nossas vidas, e nós temos o livre arbítrio de escolher entre um e
outro.
Quando
nascemos e somos crianças, seguimos o caminho imposto por nossos pais,
que nos leva onde quiser, quando quiser, da maneira que
quiser.
Depois,
quando chegamos à idade de fazermos nossas próprias escolhas, decidimos
qual caminho seguir.
Quando
decidimos mudar de cidade, mudar de faculdade, quando nos casamos,
separamos, mudamos de emprego, enfim, quando tomamos qualquer decisão
que mude nossa vida, estamos fazendo a escolha de um novo caminho. Sim,
porque existem inúmeros caminhos diante de nós, e podemos escolher a
vontade, quais iremos seguir.
Porém,
cada caminho tem sua história, suas dificuldades ou alegrias. Cada
caminho tem um final, que pode ser logo ali adiante, ou pode demorar um
século. Cada caminho nos levará a um destino e nos conduzirá para aquilo
que seremos.
Quando
Jesus Cristo, na bíblia disse a Nicodemos, “Necessário vus é nascer de
novo”, nada mais disse que deveria este, escolher um novo caminho, uma
nova história.
E assim, mudamos de caminho, toda vez que fazemos alguma escolha importante para nós.
Não
sabemos o que nos espera adiante, mesmo porque, se soubéssemos você
escolheria um caminho longo, porém sem alegrias e riquezas, ou um
caminho curto e farto? Difícil escolha, daí o motivo de não sabermos
qual final nos espera.
E
não adianta, depois de uma escolha, voltar. Se mudarmos de cidade,
mudamos de caminho, se voltamos logo depois, voltamos para outro
caminho. Se casarmos, estamos escolhendo um novo caminho e se
divorciamos logo depois, não voltamos para o caminho anterior. Pois
jamais podemos voltar para um caminho que estivemos antes, porque uma
escolha feita, é para sempre, ate que outra a substitua. E um caminho,
jamais cruza com qualquer outro que você já esteve antes.
Agora você seria capaz de responder para onde você esta indo?
copyrigth "by thymonthy (imagem e texto)
Postado em: Anchorage, Alaska, USA / Local:
58 Terhune Ave, Wood-Ridge, NJ 07075, USA
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
A LUZ E A ESCURIDÃO / A ESCOLHA
Estava numa rua larga, comprida e totalmente plana. O céu estava coberto com nuvens totalmente negras. Só que estas nuvens estavam a uns 5 metros de altura somente. Com isto, a rua estava muito escura. Havia uma divisão no meio desta rua, onde havia o começo de uma luz, que percorria toda a largura desta rua. Esta luz era parecida com a luz do entardecer. Sendo que daquele ponto em diante, ia clareando letamente. Do ponto para o outro lado, ia escurecendo cada vez mais e ficando totalmente escuro. Havia algum tipo de objeto voador, do tamanho de um fusca, que voava super velozmente, em toda extensão daquela rua. Passando do lado que ia clareando, para o lado escuro. Indo e voltando. Estava eu e mais algumas pessoas, no meio daquela rua. Os objetos que passavam velozmente passavam muito próximos da gente, sempre quando ia para o lado escuro. O vento que ele provocava sempre nos arrastava alguns metros para dentro da escuridão. E quando eles voltavam para o lado claro, eles iam por entre as nuvens e não passava perto da gente. Era muito rápido. Havia uns 5 objetos deste. Mal a gente se levantava, eles já vinham e arrastava a gente mais um pouco para da escuridão total. Eu já via a faixa de luz muito longe. Nisto veio um destes objetos, passando no sentido contrário. Isto é, quando passou perto de mim, passou me arrastando para o lado da luz. Da segunda vez que ele passou, ele me pegou, saiu me arrastando e me levou até lado que ficava além da faixa de luz. Mas mesmo assim, ainda estava muito escuro. Tinha que se andar muito naquela pouca luz, pois a claridade ia aumentando pouco a pouco, à medida que se avançava em direção a este lado claro. Enquanto um objeto tentava me lavar para o lado escuro, este outro me trazia para o lado claro. As outras pessoas já iam longe, no lado escuro e eu continuava ali na divisa da luz com a escuridão. Nisto o objeto que me ajudou, me arrastou mais um pouco para a luz, me deixando um pouco mais distante daquela divisão. E fui indo assim, um passava e o vento me deslocava para um lado, vinha o outro e me deslocava para o outro lado, só que eu sempre ia um pouco mais à direção da luz, do que na direção contrária. Até que fiquei fora do alcance dos objetos que me levavam em direção à escuridão. Nisto o objeto que me ajudava, parou e só ouvi uma voz dizendo: __ Agora é com você. Escolha para qual lado realmente quer ir.
Assinar:
Postagens (Atom)

