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quinta-feira, 31 de outubro de 2019

ESTRADA REAL / MINAS GERAIS - Roteiro completo com tudo que você precisa conhecer





A Estrada Real, caminho que liga Minas Gerais a São Paulo e Rio de Janeiro, foi construída com o intuito de servir como passagem para o ouro e diamante que eram extraídos das minas na época da coroa portuguesa



O objetivo era controlar a distribuição da produção do interior para o litoral, fiscalizando a circulação das riquezas. Ao todo são mais de 1500 quilômetros de estrada, que passam por cidades históricas e cantinhos paradisíacos. Não é à toa que o caminho é um dos roteiros preferidos de quem prefere se aventurar de carro pelo Brasil 
Por ser muito extensa e com várias vertentes, a dica é montar um roteiro passando pelos principais destinos, fazendo com que a viagem não fique cansativa. Originalmente, a estrada ligava apenas Ouro Preto, que era conhecida na época como Villa Rica, ao porto de Paraty 
Conforme aumentava a necessidade de transporte para outras partes do país, foram criadas outras rotas a partir da original.



Mesmo assim, a maior parte da Estrada Real passa por Minas Gerais, no circuito das cidades históricas. Portanto, não deixe de incluir esses lugares na sua lista. Para te inspirar a conhecer um pouco mais sobre a história do Brasil e explorar cantinhos supercharmosos de Minas Gerais, o Guia da Semana fez um roteiro com tudo o que você precisa conhecer na Estrada Real mineira. Confira: 
01 – MARIANA 
Com cara de cidade pacata, Mariana, em Minas Gerais, ainda consegue preservar suas origens embora seja um importante marco na história. Não estamos falando do fato da cidade ter sido palco de um dos maiores desastres ambientais do mundo, mas por ter sido fundamental durante a época do Brasil Colônia. Com construções históricas e diversas igrejas espalhadas pela cidade, o destino é uma versão menos turística do que a vizinha Ouro Preto.



Lá está a Mina da Passagem, considerada uma das maiores minas de ouro aberta para visitação, de onde saíam toneladas da matéria que serviam para impulsionar a economia na época da colonização. Estima-se que 50% do ouro produzido no período vinha de Mariana e Ouro Preto. Para quem quer ver de perto esse lugar incrível, é possível descer 120 metros abaixo do solo e conhecer os túneis e esconderijos dessa mina desativada. O ingresso custa cerca de R$ 88 por pessoa, sendo possível encontrar promoções durante a baixa temporada 
02 - OURO PRETO 
Parada obrigatória para entender sobre a história do Brasil, Ouro Preto é um dos destinos mais charmosos de Minas Gerais. Com um clima interiorano, o destino foi palco de um dos momentos mais importantes do nosso país: a Inconfidência Mineira - luta pelo fim do domínio português e o período da escravidão. Os principais artistas barrocos deixaram suas marcas e obras pela cidade, fator que faz com que Ouro Preto seja um verdadeiro museu a céu aberto, recheado de atrações e pontos turísticos históricos.


Um dos lugares mais incríveis da cidade, e um dos melhores para entender a história da região, é o Museu da Inconfidência Mineira. Por lá, o visitante encontra objetos e importantes documentos que demonstram a importância do movimento que buscava ir contra o domínio português. Além disso, o prédio que abriga o museu é um dos mais bonitos e icônicos da cidade! 
03 - CONGONHAS 
A cidade de Congonhas, assim como Mariana e Ouro Preto, nasceu da exploração do ouro para abastecer a economia na época do Brasil Colônia. O destino é uma das paradas na Estrada Real, já que é possível observar diversas construções importantes e entender ainda mais da história do nosso país.




Entretanto, mesmo com muitos lugares para serem vistos, o grande destaque da cidade é a Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, que constitui um dos mais famosos e belos conjuntos arquitetônicos do Brasil. Localizado em cima de uma montanha, os visitantes são recebidos com estátuas dos 12 profetas esculpidos em pedra-sabão. O autor desses tesouros da arte barroca foi Aleijadinho, entre 1800 e 1805. O local é considerado um Patrimônio Cultural da Humanidade 
04 - TIRADENTES 
Recebendo o nome de um dos personagens principais da Inconfidência Mineira, Tiradentes une o melhor de todas as cidades da Estrada Real e é um daqueles lugares apaixonantes. O destino, que é bem famoso por seu Carnaval de rua, abriga igrejas e casarões bem conservados ao longo das ladeiras com o tradicional calçamento de pedra do Brasil colonial.

O principal ponto da cidade é o Centro Histórico, que abriga incríveis igrejas, em especial a Igreja Matriz de Santo Antônio. Sua localização privilegiada, no alto de uma montanha, garante uma bela vista da região, principalmente no pôr do sol, quando a luz dourada parece cobrir de ouro os casarões. Se a fachada já impressionada, o interior do espaço revela uma grande quantidade de ouro utilizada na decoração. Vale a pena prestar atenção nos detalhes 
05 - SÃO JOÃO DEL REI 
São João Del Rei é uma das mais importantes e antigas cidades mineiras quando falamos sobre a época da colonização. O local nasceu em 1702 às margens do rio das Mortes pelas mãos de bandeirantes paulistas. Embora guarde o agito de uma cidade interiorana mineira, o destino ainda consegue manter suas raízes e revelar aos turistas incríveis pontos históricos.



A melhor forma de conhecer São João Del Rei em sua essência é percorrer suas ruas de paralelepípedos, sem pressa. Estando lá, não deixe de visitar a Igreja São Francisco de Assis, que foi tombada pelo IPHAN [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional]. O local conta com características barrocas, com uma grande quantidade de detalhes! Outro passeio imperdível é o roteiro de Maria Fumaça, fundado por Dom Pedro II, que tem como destino a cidade de Tiradentes 
06 - CARRANCAS 
A cidade de Carrancas, no sul de Minas Gerais, é um dos destaques da Estrada Real já que não guarda somente lugares históricos, como também belezas naturais incríveis. É uma ótima opção de parada, pois foge um pouco do roteiro tradicional!.



Famosa pelo seu grande número de cachoeiras, por lá o turista encontra uma grande variedade de lugares para se refrescar. Para quem gosta de trilhas em meio à natureza, o destino é um prato cheio. Uma das curiosidades do lugar é que ele abriga a nascente do Rio Capivari, sendo possível fazer uma visita e banhar-se em suas águas 

Fonte dos textos e fotos: guiadasemana.com.br / msn.com / Thymonthy Becker / Charlie Styforlamber / 




DA JANELA DO TREM VOCÊ CONHECE O MUNDO

VALEU PELA AVENTURA

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

As 14 mais antigas povoações das Minas Gerais - Você sabe quais são os primeiros povoados das Minas Gerais? Se ainda não sabe vai descobrir agora. Confiram comigo os 14 mais antigos povoados das Minas Gerais: (Por: Ricardo)




Você sabe quais são os primeiros povoados das Minas Gerais? Se ainda não sabe vai descobrir agora. Confiram comigo os 14 mais antigos povoados das Minas Gerais:
O Estado de Minas Gerais começou a ser ocupado em meados do século XVI com a vinda de desbravadores europeus que entraram no hoje território mineiro, através de São Paulo e Bahia. Vieram para cá a procura de veios de ouro. Antes da chegada dos Portugueses, o território mineiro era ocupado por diversos povos indígenas do tronco linguístico macro-jê: os xacriabás, os maxacalis, os crenaques, os aranás, os mocurins,os atuaá-araxás e os puris. Alguns desses povos como os maxacalis, crenaques e xacriabás estão ainda presentes no Estado. 
Minas Gerais é o estado brasileiro onde floresceram os primeiros municípios, através da riqueza da terra (o ouro) que originou o enriquecimento cultural e os traços de nossa gente. 
Os europeus e bandeirantes chegavam, montavam um pequeno arraial. Se o arraial prosperasse, era elevado inicialmente a freguesia, depois vila, em seguida distrito e por fim, cidade. Mas isso era um processo lento e demorado. Pra se ter uma ideia, um arraial para chegar a cidade levava décadas ou séculos até, como é o caso de Belo Vale, fundada no século XIX, foi elevada à cidade no início do século XIX, já no período Republicano. 
Existia na época do Brasil Colonial e Imperial uma norma que incentivava as Vilas a arrecadarem ouro. Quanto mais ouro arrecadavam e enviavam para a Coroa, mais rapidamente eram elevadas à cidades. Dai a incessante corrida em busca de mais ouro. E assim foram surgindo rapidamente boa parte das cidades mineiras no século XVII. 
É o caso de Mariana, que foi a primeira vila, cidade e capital do estado de Minas Gerais por ser a que mais produzia ouro na época. No século XVIII, foi uma das maiores cidades produtoras de ouro para a Coroa Portuguesa. Tornou-se a primeira capital mineira por participar de uma disputa onde a Vila que arrecadasse maior quantidade de ouro seria elevada a Cidade sendo a capital da então Capitania de Minas Gerais. 
Vamos conhecer a lista das primeiras povoações surgidas em Minas Gerais, nos séculos XVI e XVII. Não é lista das primeiras cidades, e sim lista dos primeiros povoados, que foram elevados a freguesias, vilas, distritos e por fim, cidades. A fonte das informações abaixo foram baseadas em dados do IBGE, Wikipédia e Sites das Prefeituras locais. 
01 - Matias Cardoso MG - Norte de Minas - Fundada em 1660 
Ao chegar, por volta de 1660 na região do rio Verde Grande, o bandeirante Mathias Cardoso de Almeida e seu grupo aí se estabeleceu. Foram fundados alguns arraiais e algumas fazendas, dentre eles, o Arraial do Meio ou de Mathias Cardoso e a fazenda Jaíba de Antônio Gonçalves Figueira nas cabeceiras do rio das Rãs. Entretanto, pouco depois de estabelecidos os arraiais nas margens do rio Verde Grande tiveram que mudar suas localizações devido às inundações e à insalubridade da área. Fundou-se então, nas margens do rio São Francisco e amparado por algumas elevações rochosas, o povoado de Morrinhos, hoje cidade de Matias Cardoso. Essa a primeira povoação duradoura a se estabelecer no território mineiro, apesar de na época pertencer à Capitania da Bahia. Desde sua fundação por volta de 1660, a sociedade pastoril disseminada a partir de Morrinhos se dedicou à criação de gado e à produção de gêneros alimentícios, que comercializavam com a cidade de Salvador. O povoamento mais antigo de Minas Gerais, também abriga a primeira igreja construída no estado. A importância histórica da Matias Cardoso pode ser simbolizada pela Matriz de Nossa Senhora da Conceição, erguida há 342 anos por padres jesuítas. Constituiu-se como primeira freguesia no território do Estado de Minas Gerais. Fato que ocorreu no ano de 1695, antes mesmo da fundação do Arraial de Nossa Senhora do Carmo, hoje Mariana, que ocorre em julho de 1696, alguns meses depois. 
Matias Cardoso (na foto abaixo de Manoel Freitas) fica a 683 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Manga, Itacarambi, Jaíba, Gameleiras, São João das Missões e Malhada (Ba) e iUiú (BA) 
02 - Ouro Branco MG - Região Central - Fundada em 1664 
Atraídos pela existência de ouro, em fins do século XVII, ex-integrantes da bandeira de Borba Gato desbravaram a região da atual Ouro Branco. O bandeirante Miguel Garcia, lá encontrou ouro que tinha uma coloração esbranquiçada, ficando assim conhecido como "ouro branco". (foto abaixo de Elpídio Justino de Andrade) 
Em 16 de fevereiro de 1724, durante o governo de dom Lourenço de Almeida, o arraial foi elevado à categoria de freguesia colativa, sendo considerada uma das povoações mais antigas de Minas Gerais. A construção da Igreja Matriz de Santo Antônio de Ouro Branco data de 1717, tendo sido, provavelmente, concluída em 1779. A diferença de 62 anos é justificável, visto que as obras em igrejas de certa importância, nos tempos coloniais, duravam anos. 
Ouro Branco foi distrito de Ouro Preto, tornando-se município em 1953. A cidade ainda guarda bens históricos como a capela Nossa Senhora Mãe dos Homens e a Igreja de Santo Antônio de Itatiaia também são do século XVIII. Em Ouro Branco também se encontra a Casa de Tiradentes, situada à margem direita da Estrada Real. Fica a 100 km de BH e faz divisa com os municípios de Congonhas, Conselheiro Lafaiete, Itaverava, Ouro Preto. 
03 - Sabará MG Grande BH - Fundada em 1665 
Sabará tem origem num arraial de bandeirantes que apareceu no fim do século XVII. O povoado cresceu e foi criada a freguesia em 1707, que foi elevada a vila e município em 1711, com o nome de Vila Real de Nossa Senhora da Conceição do Sabará. É cidade desde 1838. Fica a 20 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Belo Horizonte, Caeté, Nova Lima, Raposos, Taquaraçu de Minas, Santa Luzia. 
04 - Mariana - Região Central - Fundada em 16 de julho de 1696 
A origem da cidade remonta ao final do século XVII. A região em que hoje se encontra o território das Minas Gerais pertencia à Capitania de Itanhaém, porém encontrava-se completamente inexplorado e sem colonização portuguesa. Assim, sob ordens dos Donatários da capitania de Itanhaém, bandeirantes oriundos de Taubaté, primeira cidade do Vale do Paraíba, começaram a explorar o sertão após a Serra da Mantiqueira chegavam à região em busca do ouro. Ainda na segunda metade do Século XVII, fundaram o primeiro núcleo colonial em território das futuras Minas Gerais, a primeira Vila mineira, sendo que a designação de Mariana veio mais tarde, em homenagem à rainha D. Maria Ana de Áustria, esposa do rei D. João V. Em 8 de abril de 1711 o governador do Rio de Janeiro Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho criou no arraial do Ribeirão do Carmo, a Vila do Ribeirão de Nossa Senhora do Carmo, confirmada por Carta Régia de 14 de abril de 1712 com o nome mudado para Vila Real de Nossa Senhora e se chamando Mariana em definitivo, a partir de 23 de abril de 1745. 
Mariana (na foto abaixo de Elvira Nascimento) fica a 110 km de Belo Horizonte, faz divisa com os municípios de Alvinópolis, Catas Altas, Ouro Preto, Acaiaca, Diogo de Vasconcelos, Piranga, Santa Bárbara. 

05 - Ibituruna - Oeste de Minas - Fundada em março de 1674 
Conhecida como "Berço da Pátria Mineira", foi o primeiro povoado fundado em Minas Gerais pelo bandeirante Fernão Dias Paes Leme, em 1674. Este, ao transpor o Rio Grande, estabeleceu o arraial, deixando no local um marco (pedra que marcava a sesmaria) até hoje existente e muito visitado pelos turistas. Segundo Diogo de Vasconcelos, Ibituruna significa "Serra Negra" e, para Martius, "Nuvem Negra". Em 1962, Ibituruna foi emancipada, passando à categoria de município. 
Ibituruna (na foto abaixo extraída da fanpage Divulgando Minas Gerais) fica na região Oeste de Minas, distante 220 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Bom Sucesso, Ijaci, Itumirim, Itutinga, Nazareno. 
06 - Itamarandiba - Norte de Minas - Fundada em 24/06 1675 
A origem do município remonta ao século XVII, com a empresa do bandeirante Fernão Dias, o " Governador das Esmeraldas" que na região aportou ainda no século XVII, no processo de expansão da América Portuguesa. Inicialmente conhecida como São João Batista, Itamarandiba foi elevada a distrito em 1840, emancipando-se, finalmente em 1862. No município ainda há inscrições pré-históricas situadas no Sítio Arqueológico de Campos das Flores, no distrito de Penha de França. A etimologia da palavra é de origem indígena e significa "pedra miúda que rola juntamente com as outras". 
Itamarandiba (na foto abaixo de Sérgio Mourão) fica no Norte de Minas, distante 406 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Aricanduva, Carbonita, Capelinha, Senador Modestino Gonçalves, Veredinha, Rio Vermelho, São Sebastião do Maranhão, Coluna, Frei Lagonegro , Felício dos Santos e São Pedro do Suaçuí. 
07 - Belo Vale - Região Central - Fundado em 1681 
Um dos primeiros arraiais de Minas Gerais, fundado por bandeirantes, em 1681, Belo Vale foi povoado graças à descoberta de ouro nas Roças de Matias Cardoso (atual Roças Novas), em 1700. Em 1735, graças à descoberta de ouro na Serra do Mascate, no dia 26 de julho ergueu-se uma igreja em homenagem a Sant'Ana, quando o arraial passou a se chamar Santana do Paraopeba. 
Entre os anos de 1760 a 1780 foi construída a Fazenda Boa Esperança, residência do Barão do Paraopeba, proprietário das terras na localidade. Na fazenda, detinha em torno de 1.000 escravos que trabalhavam na mineração de ouro na Serra do Mascate. 
Em torno de 1760, a aridez das terras de Santana do Paraopeba fez com que os fazendeiros procurassem lugares melhores para a lavoura e a pastagem. Adentraram pelo Rio Paraopeba e deram início, num vale, um povoado chamado de São Gonçalo, erguendo uma igreja em homenagem ao santo em 1764. 
Com a construção de uma pequena ponte de madeira, mudou-se o nome do povoado para São Gonçalo da Ponte. Em 1839 este é elevado a distrito. 
Em 1914 começaram as obras do ramal do Paraopeba da Estrada de Ferro Central do Brasil. Também em 1914 o nome do distrito á alterado passando a se chamar Belo Vale. 
Inaugurada em 1917 a estação ferroviária, o arraial começa a se desenvolver. 
No ano de 1926 é construída a ponte Melo Viana, obra majestosa para época, toda feita de cimento (na época o cimento era importado da Europa). 
Em 1938 o então interventor de Minas Gerais Benedito Valadares institui o município de Belo Vale se emancipando de Bonfim. 
Belo Vale (na foto abaixo de Evaldo Itor Fernandes) fica distante 88 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Congonhas, Ouro Preto, Moeda, Brumadinho, Bonfim, Piedade dos Gerais, Jeceaba. 
08 - Catas Altas da Noruega - Fundadas em 1690 
Começou a ser povoada aproximadamente em torno de 1690 por membros das Bandeiras de Miguel Garcia e do Coronel Salvador Furtado de Mendonça enquanto exploravam a região da Serra de Itaverava. 
Como a cata de ouro era fácil, encontrando o precioso mineral até nas raízes das plantas, o povoado cresceu e assim nasceu as "Catas Altas", seu primeiro nome. 
Pelos idos de 1750, surgiram os primeiros sinais de decadência da mineração do ouro, ocasionada pelo progressivo esgotamento das minas superficiais, e ainda pelo elevado montante fixado para a cobrança dos quintos do Rei, que não era somente estendido aos mineiros, mas também a pessoas que se dedicavam a outras profissões. Muitos ficaram reduzidos à miséria. Diante dessa situação, e incentivados pela iniciativa do Conde de Bobadella, o Governador da Capitania das Minas Gerais, que procurou incentivar novas descobertas, os garimpos de Catas Altas e o da Noruega (atual localidade rural do município) foram reativados e se uniram, originando o nome atual da cidade: Catas Altas da Noruega. 
Até 1718, o povoado pertencia à Vila Rica (Ouro Preto), quando aos 7 de março, o então Governador da Capitania, o Conde de Assumar, subordinou o distrito à jurisdição da recém-criada Villa de São João del Rey (Tiradentes). 
No ano de 1840, em 3 de abril foi criada a freguesia de Catas Altas da Noruega, pela Lei Nº 184, subordinada ao município de Conselheiro Lafaiete. Catas Altas da Noruega emancipou-se pela Lei Nº 2.765 de 30 de dezembro de 1962 e foi instalado como município em 1º de março de 1963. 
Catas Altas da Noruega (na foto abaixo do Barbosa) fica a 142 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Lamim, Ouro Preto, Itaverava e Piranga. 
09 - Raposos - Fundadas em 1690 
A história da fundação do povoado dos Raposos teve seu início em 16 de fevereiro de 1690, quando a capitania de Minas gerais ainda não existia. Arthur de Sá Meneses, governador geral das Capitanias do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas, designou Pedro de Morais Rapôso para descobrir ouro e pedras preciosas nos sertões de Minas, região dos índios Cataguás. 
Raposos (na foto abaixo do Barbosa) fica a 30 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Nova Lima, Sabará, Caeté e Rio Acima. 
10 - Congonhas - Região central - Fundada em 1691 
O surgimento do arraial de Congonhas do Campo se inicia a partir de 1.691, a data mais antiga de que se tem notícia dos primeiros aventureiros que para cá vieram em busca de ouro, quando atingiram as margens do rio que foi batizado inicialmente com o nome "Rio das Congonhas". Atualmente este mesmo rio é denominado 'Maranhão'. 
Em 1757 foi fundado o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, por Feliciano Mendes de Guimarães, nascido em Portugal, de início modesta cruz e oratório. É um o maior monumento histórico e artístico de Congonhas e Patrimônio da Humanidade desde 1985. Construído em várias etapas, nos séculos XVIII e XIX, por vários mestres, artesãos e pintores, como o Aleijadinho e Manuel da Costa Ataíde, é uma das maiores realizações do barroco brasileiro. 
Congonhas (na foto abaixo de Sérgio Mourão) fica a 80 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Belo Vale, Jeceaba, São Brás do Suaçuí, Conselheiro Lafaiete, Ouro Branco e Ouro Preto. 


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11 - Santa Luzia - 18 de março de 1692 
A história do município originou-se com aventureiros que em busca de riquezas, descobriram Santa Luzia. Tudo começou, em 1692, durante o ciclo do ouro. Uma expedição dos remanescentes da bandeira de Borba Gato implantou o primeiro núcleo da Vila, as margens do Rio das Velhas, no qual se fazia garimpo de ouro de aluvião. Em 1695 uma grande enchente do rio destruiu todo o povoado, localizado próximo ao atual bairro de Bicas, então o pequeno vilarejo mudou-se para o alto da colina, onde hoje, é o Centro Histórico da cidade. Em 1697, ergueu-se o definitivo povoado, que recebeu o nome de Bom Retiro. Em 1724 foi criado a Freguesia de Santa Luzia, subordinado a Sabará. 
Conta a história, que um pescador chamado Leôncio, que tinha problemas na visão, observou um objeto brilhando no rio, enterrado na areia. Quando pegou era a imagem de Santa Luzia, a santa protetora dos olhos, e assim se deu o primeiro milagre da santa, já que na mesma hora ele volta a enxergar. A imagem foi levada para a primeira capela do arraial, tornando-se a padroeira do município. Chegando a Portugal a noticia dos milagres que estavam sendo operadas pela padroeira do Bom Retiro de Santa Luzia, o Sargento Mor Joaquim Pacheco Ribeiro, que estava desenganado pela ciência médica da sua Pátria, volta sua última esperança para o poder divino. Faz um voto à Santa milagrosa do sertão mineiro, pedindo-lhe a visão perdida. Como recebeu o milagre, o nobre filho da terra lusitana não duvidou em dar cumprimento ao voto que fizera e vem com suas filhas Ana Senhorinha, Angélica e Adriana, começando a construção do templo, onde hoje está a Matriz de Santa Luzia, localizada na Rua Direita, no Centro Histórico, em 13 de dezembro de 1758. O ouro empregado em toda construção de decoração interna foi doado por Antônio Martins Gil e extraído no Rio das Velhas. O serviço de moldura de talha foi feito por Felipe Vieira e Francisco de Lima Cerqueira, que encheram de gloria a arte decorativa das Minas Gerais. 
Em 1847 a Vila foi emancipada e a cidade passou a se chamar Santa Luzia (na montagem de fotos abaixo por Isaac Daniel) que fica distante 20 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Belo Horizonte, Vespasiano, Lagoa Santa, Jaboticatubas, Taquaraçu de Minas, Sabará. 
12 - Itaverava - Região Central Fundada em 1694 
Sua colonização teve início no século XVII, sendo um dos primeiros arraiais auríferos da região. No verão de 1694, Manoel de Camargos, seu filho Sebastião de Camargos e alguns negros chegaram a Itaverava, descobrindo ouro na região. Logo depois, Manoel de Camargos é morto pelos índios e os sobreviventes retrocedem. 
Depois disso, diversas bandeiras chegaram a região com o objetivo de encontrar mais minas. Após a formação do arraial de Itaverava, foi edificada a sua primeira igreja, dedicada a Santo Antônio de Lisboa, em 1726, que se transformou em matriz da localidade. 
No século XVIII, quando ainda pertencia ao Termo de Vila Rica, era comum a grafia Itaberaba. Não há discrepâncias em relação a significação do topônimo: "pedra brilhante" ou "pedra reluzente" em língua tupi. O município foi criado em 1962, com território desmembrado de Conselheiro Lafaiete. 
Distante 120 km de Belo Horizonte, Itaverava (na foto abaixo do Barbosa) faz divisa com os municípios de Conselheiro Lafaiete, Catas Altas da Noruega, Lamim, Ouro Branco, Ouro Preto e Santana dos Montes. 
13 - Lima Duarte (Zona da Mata) - Fundadas em 1694 
Até meados do século XVII, a região do atual município de Lima Duarte não passava de uma área de mata virgem, quando por volta do ano de 1692, apareceram os primeiros bandeirantes. Este grupo era liderado por padre João Faria Filho, então vigário de Taubaté, além de ter sido um dos pioneiros dos descobrimentos de Ouro Preto. 
Padre João foi quem encontrou ouro no leito do Rio do Peixe.Desse descobrimento, Bento Corrêa De Souza Coutinho deu a notícia ao Governador–Geral do Brasil na Bahia, Dom João de Lencastre, através de carta enviada a 29 de julho de 1694. A partir daí, iniciou-se o povoamento daquele lugar com a migração de colonizadores vindos dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, além de portugueses. 
Mesmo assim, durante anos a região permaneceu isolada, já que os proprietários das terras tinham objetivo de contrabandear ouro. No entanto, por volta da década de 1700, através de denúncias, Dom Rodrigo José de Menezes, então governador e capitão-general de Minas Gerais, tomou conhecimento dessa situação e interditou todas as terras que lá situavam-se, redistribuindo-as aos mineradores, passando a cobrar impostos sobre o ouro extraído. Em 1740 foram construídas as primeiras povoações, às margem do Rio do Peixe. 
Lima Duarte (na foto abaixo de Márcio Lucinda - Sauá Turismo) fica a 295 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Norte: Santa Rita de Ibitipoca, Santana do Garambéu, Pedro Teixeira e Bias Fortes; Oeste: Andrelândia e Bom Jardim de Minas; Sul: Olaria, Rio Preto e Santa Bárbara do Monte Verde; Leste: Juiz de Fora. 
14 - Curvelo - Curvelo MG. Região Central - Fundada em 1700 
Por volta de 1700, baianos e paulistas, dentre outros desbravadores – aqueles subindo ou descendo os rios São Francisco e Guaicuí em busca de ouro e pedras preciosas –, tinham como pouso as margens do ribeirão Santo Antônio. Alguns decidiram ficar nestas paragens e, em torno de humilde capela, deram início ao núcleo populacional. 
Depois de existir como arraial e distrito, designado por outras denominações, Curvelo se desmembrou de Sabará e se tornou município autônomo, por um decreto da Regência, de 13 de outubro de 1831, tendo como sede a vila homônima. Em 30 de julho de 1832, foi instalada a Câmara de Vereadores. Em 7 de dezembro do mesmo ano, houve a ereção do pelourinho, símbolo da autonomia do poder, e, em 15 de novembro de 1875, a sede da comuna elevou-se à categoria de cidade. 
Distante 170 km de Belo Horizonte, Curvelo (na foto abaixo de Luiz Gustavo de Assis Moreira) faz divisa com os municípios de Corinto, Felixlândia, Inimutaba, Monjolos, Morro da Garça, Presidente Juscelino e Santo Hipólito.
Fonte: conhecaminas.com

Até a próxima postagem 



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