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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

ROTEIRO DE 15 DIAS POR TERRA PELO NORTE DAS MINAS GERAIS / BRAZIL




Explore grutas, cachoeiras e as cidades onde nasceram grandes nomes da política e da literatura nacional. 
Que tal viajar por terra pelo norte de Minas Gerais e conhecer a verdadeira essência da vida mineira? Confira nas fotos acima um roteiro de 15 dias de um passeio de carro que parte de Belo Horizonte, passa por Sete Lagoas, Cordisburgo, Diamantina e Serro, até chegar em Lagoa Santa.



Cheio de graça e história, o interior mineiro acolhe com boa comida típica, grutas, cachoeiras e lugares incríveis. 
Além das cidades, o roteiro de carro indica o imperdível Parque Nacional da Serra do Cipó, o sossegado distrito de Milho Verde, e um passeio pelas cachoeiras de Conceição do Mato Dentro. 
PROGRAME-SE 
Quando ir: 
Entre abril e novembro é a melhor época para visitar as cachoeiras: chove menos e as trilhas estão menos escorregadias. Diamantina fica superlotada no Carnaval e na Semana Santa. 
1. Belo Horizonte (4 dias)
Que tal um mergulho na arte dos muitos centros culturais, um queijim no mercado Central, uma cachacim num dos agradáveis botecos de beagá? A capital mineira sabe como receber bem. (Heudes Regis)
Restaurantes imperdíveis: 
Vecchio Sogno, Belo Horizonte 
Xapuri, Belo Horizonte
2. Diamantina (4 dias)
O charme desse Patrimônio Mundial da Unesco vai além do bem-preservado Centro Histórico: a terra-natal do ex-presidente Juscelino Kubitschek encanta também pela música das vesperatas, pelos cafés e lojas de artesanato, pelos rituais do Carnaval e da Semana Santa. (João Castilho/Agência Caixa Preta)
Atrações imperdíveis: 
Complexo Arquitetônico da Pampulha, Belo Horizonte 
Gruta do Maquiné, Cordisburgo 
Garimpo Real, Diamantina 
Parque Nacional da Serra do Cipó, Serra do Cipó
3. Conceição do Mato Dentro (2 dias)
É a glória para ecoturistas que gostam de adentrar o mato em busca de cachoeiras. A do Tabuleiro, com 273 m, brilha como a terceira maior do Brasil.
4. Serra do Cipó (4 dias) 
O traçado sinuoso da MG-010 antecipa a beleza que os andarilhos exploram no parque nacional, repleto de trilhas e cachoeiras. (Divulgação)
5. Lagoa Santa (1 dia) 
A Gruta da Lapinha e um belo museu arqueológico dão as boas-vindas a quem pousa ali perto, no aeroporto de Confins. (Evandro Rodney)
Fonte  dos textos e fotos: viagemeturismo.abril.com.br / Thymonthy Becker 

CONHEÇA O MUNDO OLHANDO DA JANELA DO TREM


OS SONHOS QUE SONHEI
SEM NÚMERO NA BOLA
Estava num local, que não sei bem onde era. Estava escurecendo. Estava ali, além de mi, mais quatro pessoas. Todas elas tinham uma bola tipo de sinuca, na mão, cada uma com um número. Lembro só do numero 5. Eu estava com uma bola também, mas esta não tinha numero nenhum. Parece que a gente estava ali para participar de uma competição. Começaria com a bola numero 1. Então disse que não sabia qual hora seria minha vez, pois minha bola não tinha numero nenhum. Então alguém disse que eu já estava fora do jogo.



terça-feira, 8 de janeiro de 2019

O último litoral de Minas - Minas Gerais já teve mar. Um mar raso, de uns 10 metros de profundidade apenas, que chegava até onde é hoje a região de Lagoa Santa. Vem comigo:




Minas Gerais já teve mar. Um mar raso, de uns 10 metros de profundidade apenas, que chegava até onde é hoje a região de Lagoa Santa. Vem comigo:
Com pouco menos de 70 mil habitantes, o município de Januária, no norte de Minas Gerais, é conhecido hoje por suas cachoeiras, grutas calcárias e cachaças artesanais, cujas virtudes derivam, segundo os produtores, do clima e da umidade natural do solo local, bom para o cultivo de cana-de-açúcar destinada à fabricação da aguardente. Sua posição geográfica estratégica, na margem esquerda de quem sobe o grande São Francisco, chamado de opará (rio-mar) pelos antigos índios da região, fez com que fosse um importante porto e entreposto comercial na época colonial. Vestígios de um passado muito mais remoto, quase imemorial e também marcado por uma relação íntima com as águas, acabam de vir à tona em pedreiras ainda ativas nos arredores da cidade. 
Minas Gerais já teve mar. Um mar raso, de uns 10 metros de profundidade apenas, que chegava até onde é hoje a região de Lagoa Santa. A cidade de Januária, no Norte de Minas na divisa com a Bahia era a ponta do litoral de Minas. Com o passar dos anos, a água foi cedendo, secando e deixando de existir, como mar. (na foto acima, praia fluvial do Rio São Francisco em Januária, fotografado por Pingo Sales e na foto abaixo, também de Pingo Sales perna da bailarina, na Caverna do Janelão. Está no livro dos recordes como o maior estalactite do mundo, Caverna Janelão em Januária) 

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Mas como ninguém lembra disso? Porque foi a 550 milhões de anos atrás. É o que garante uma equipe de geólogos e paleontólogos da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Em visita à região, a equipe encontrou encrustados em um paredão e outros afloramentos rochosos, pequenos fragmentos de animais marinhos do gênero Cloudina. Para os cientistas, não resta dúvidas que eram restos de animais que viveram na Terra há cerca de meio bilhão de anos. Esses fragmentos estão espalhados em cerca de 300 mil quilômetros quadrados entre o Norte do Estado, a região das Grutas de Minas, Sete Lagoas, Lagoa Santa, Cordisburgo, etc até a Bahia, Goiás, Tocantins e Distrito Federal. (na foto abaixo, de Charles Tôrres, uma concha marinha, que só existe em mares, encontrada na Gruta da Lapinha em Lagoa Santa MG) 
Essa é a prova, segundo os cientísticas, de que nesse raio de 300 mil quilômetros quadrados, existia mar, raso, de cerca de 10 metros de profundidade, se extinguindo ao longo dos milhões de anos, sendo o que é hoje Januária, a última praia desse mar, em Minas Gerais. (na foto abaixo, de Pingo Sales, detalhes das formações rochosas da Gruta do Janelão, nas Cavernas do Peruaçu em Januária) 
A equipe 
A equipe de pesquisadores e geólogos que fez a pesquisa é formada pelo geólogo Lucas Warren, hoje professor do Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE) de Rio Claro, da Unesp, mas que fazia pós-doutorado na USP, com bolsa da FAPESP, quando a descoberta foi feita, no ano passado. Além de Warren, a equipe contou com o geólogo Nicolás Strikis, doutorando da USP e um biólogo da cidade mineira, Hamilton dos Reis Salles.

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Januária (na foto acima de Thelmo Lins) fica na região do Médio São Francisco, no Norte do Estado. Possui cerca de 70 mil habitantes e uma rica história. 
Com seus três séculos de existência, é uma cidade com um valioso patrimônio histórico e cultural. Possui belíssimas paisagens, com formações rochosas impressionantes e lindas cachoeiras.As tradições culturais mineiras como o Reinado, Folia de Reis e Cavalhadas são especiais e sempre valorizadas no município. 
O artesanato local é maravilhoso (foto do artesanato feito por Pingo Sales). São diversos artistas que fazem arte com argila, bordados, tudo. Um artesanato que valorizada a cultura e tradições do povo local. A culinária é rica, já que a culinária de Minas. 
Sua cachaça é famosa, principalmente a oriunda de seu mais famosos distrito, Brejo do Amparo. Cachaça em Januária é tradição familiar e a qualidade e sabor, reconhecido nacionalmente. (na foto abaixo, de Pingo Sales, barcos de pescadores ancorados no Rio São Francisco)
Januária tem o privilégio de ser banhada pelo Rio São Francisco. No período colonial a cidade era um importante porto  entreposto comercial. As mercadorias seguiam o rio para o litoral, através do Rio São Francisco. Hoje, as margens do Velho Chico, onde existem várias praias fluviais, que garante a diversão de seus moradores e turistas

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