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NÃO ACREDITO QUE FIZ ISTO

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-->De volta a minha casa, procurei minha mãe e mostrei a ela os quadros que tinha feito e contei a historia da mulher da rua do meio, que ficou rindo do quadro que fiz, alem de dizer que eles não valiam um centavo. A reação da minha mãe foi a mesma da mulher na rua. Rio muito, muito mesmo e pior, contou para meu irmão mais velho. Meu irmão pegou os quadros, Dava gargalhadas sem fim, foi contando para todos. Todos ficaram rindo sem parar, um chegou a pendurar um quadro na parede e disse que era para quando eu ficasse famoso. Ainda bem que minha mãe mandou todos pararem de rirem de mim. Chegou até ameaçar um, castigo. E foi na hora certa, porque mais um pouco, eu teria chorado. Eu não era de chorar, fazia isto muito raramente, mas ali, na frente de todos, engoli o choro algumas vezes.
Eu estava na coberta que tinha no quintal. Meu irmão havia colocado os quadros em cima da mesa que tinha ali. A mesma que eu usei para pintá-los e pregar a moldura. Olhei novamente os quadros, e confesso que não vi nada de errado. Mas mesmo assim, rasguei todos eles. Devido a isto, por muito tempo meus irmãos me chamaram de “port...NADA” 
Ainda bem que não vi aquelas mulheres por um bom tempo, depois até esqueci o caso. Acho que não teria nem coragem de olhar nos olhos delas.  
Assim, minha tentativa de ficar rico e famoso, não tinha dado certo. Não tinha dado certo ainda. Eu não iria desistir de jeito nenhum. Era só pensar na minha vizinha, que eu esquecia tudo que deu errado e ficava procurando uma nova maneira de ficar famoso. Mas era mais importante ser famoso ou ser rico? Ou teria que ser os dois? Como eu não podia perguntar minha vizinha, melhor ser os dois. Então, precisava saber de outra maneira de o ser. Mas qual seria esta outra maneira, que mais eu poderia fazer. Eu me perguntava.

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